A mudança de DC vai ajudar Jamal Adams?

Apesar de ter batido o record de sacks por um DB, Jamal Adams até agora não conseguiu pagar o investimento feito nele. Claro que as duas primeiras rodadas nele vieram de uma visão errônea que as picks de 2021 e 2022 não valeriam tanto pelo impacto da COVID. No entanto, apesar da pandemia ter influenciado o processo de draft as picks ainda são valiosas. Principalmente neste ano em que ficaríamos no top-10 do draft, podendo pegar um talento de elite, numa posição que provavelmente não estaríamos se ainda tivéssemos RW como QB. Diferente de Rams, Cardinals e 49ers que já tiveram picks no top-15.

Jamal Adams conseguiu se pagar?

Nos dois anos em Seattle ele não conseguiu jogar todos os jogos e precisou passar por duas cirurgias. Vale lembrar que ele é o safety mais bem pago da liga, depois do investimento já citado. Como ele rendeu na última temporada e como a mudança de esquema com o novo coordenador defensiva vai ajudar/atrapalhar o safety?

Vamos ver!

O mito de Jamal Adams ser o pior safety em cobertura

Criar bait, polêmica, engajamento, seja qual for o motivo, criou-se a história que Jamal Adams é péssimo na cobertura. Eu não estou dizendo que ele é o melhor safety no fundo do campo, mas a mídia, principalmente depois da troca, supervalorizou lances ruins dele e esqueceu de lances bons. Vale salentar que dentre os lances ruins, você divide a culpa entre erros bisonhos dele, e mais bisonhos ainda de KNJ que nunca soube como usá-lo de forma sustentável na defesa.

Raio-X: A torcida precisa entender que “espécie” é Jamal Adams

De acordo com o Pro Football Focus, os quarterbacks adversários completaram apenas 57,8% de seus passes e conseguiram um passer rating de 69,9 ao lançar nele. Enquanto ele cedeu dois touchdowns, ele também interceptou Aaron Rodgers e Taylor Heinicke em um período de três jogos.

Esse que foi o real problema de Adams da temporada, a marcação individual. Aqui ele não está alinhado contra um WR, ele está contra um TE bem medíocre.

Nesse lance, Seattle estava jogando com dois safeties no fundo do campo, com Adams sendo um deles. Sidney Jones foi queimado logo. Adams tentou cobrir por cima, mas o passe foi curto e acabou ajudando o recebedor. Ele tem culpa no lance, mas a jogada só aconteceu porque Jones errou e os Rams tiveram sorte do underthrow não virar uma INT.

Os olhos de leitura de zona já são bem melhores aqui. Ele percebe onde JG vai lançar a bola e impede o TD contra George Kittle.

Ele usa uma espécie de técnica ROBOT. Depois de ver o double pass ele recua e procura alguém para marcar. Ele está longe de Kittle, se aproxima rapidamente e faz o desvio no passe numa jogada fantástica.

A má utilização no pass rush

Depois de estabelecer um recorde da NFL com 9,5 sacks como defensive back em 2020, os Seahawks não enviaram Adams atrás dos quarterbacks adversários com tanta frequência na blitz. Via PFF, ele foi para blitz em apenas 5,8% de suas jogadas defensivas depois de ser enviado 13,2% das vezes em 2020. Como resultado, não produziu um único sack e teve apenas dois hits de quarterback em 51 tentativas pass rush.

Seattle saiu de um mundo em que todos sabiam que Adams viria na blitz em basicamente todo lance, para um pass rush sem efetividade alguma. E você pode dizer que a culpa é de Adams, que seu desempenho caiu, ou que as OLs se preparem para isso. Isso é mais mentira do que achar que os Cardinals são uma franquia séria.

Se fosse por uma questão de apenas as atenções estarem voltadas para o safety, os sacks do time estariam lá, mas em nome de outros. O que houve na verdade é que as blitzes eram mal desenhadas e o pass rush foi uma piada de mal gosto.

Montanha-Russa de desempenhos

Além de suas melhorias na cobertura, Adams permaneceu um ativo confiável defendendo a sequência, produzindo quase 90 tackles e quatro tackles para perda de jardas em apenas 12 jogos, recebendo uma nota estelar de 77,3 da PFF nesse departamento.

Ele consegue fazer o tackle no RB mesmo com um OT gigante vindo o protegendo.

Reage rápido e se lança como um míssil para o TFL.

Depois de duas jogadas explosivas ele simplesmente corre no gap errado e nem tenta fazer um tackle. Já expliquei algumas vezes, o safety é a última linha de defesa, ele sempre tem que agir. Principalmente na redzone falta ele essa vontade no jogo corrido. Contra os Rams nos últimos anos ele cedeu alguns TDs assim também.

Ele se antecipa, faz a jogada, mas simplesmente parece que tem pedras no lugar das mãos.

A chegada da nova comissão técnica defensiva

Para quem acompanha aqui, sabe que não fui fã da contratação do novo DC. Apesar de gostar da chegada de Sean Desai e Karl Scott ser empolgante, Hurtt não me inspira confiança. No entanto, sua entrevista foi SENSACIONAL. O time gastou muito em Adams, na troca e no contrato, então obviamente, você tem que colocá-lo onde ele possa realmente fazer a diferença, coisa que KNJ não fez. Hurtt identificou o problema, vamos ver se na prática ele vai corrigir.

A saída de Ken Norton Jr aconteceu, e agora?

Imagine você comprar um carro novo custando o preço de uma Ferrari. Daí você usa ele para comprar pão na esquina de casa, mas para ir trabalhar você anda 20KM no sol ou chuva. É exatamente isso que Seattle fez com Jamal Adams, mesmo com todos os erros individuais dele durante as temporadas.

Quando o ex-coordenador Ken Norton Jr. o mandava atrás do quarterback, ele muitas vezes saía de seu local de safety e alinhava como um defensive end menor, o que tornava mais fácil bloqueá-lo. Com base em seus comentário, Hurtt quer que o safety dinâmico seja mais usado no plano de pass rush do que há um ano e encontre maneiras diferentes de envolvê-lo nesse plano, em vez de simplesmente descartá-lo. Ele também quer ver Adams continuar trabalhando como safety, dominando diferentes coberturas e outros aspectos de seu jogo para ser excepcional em muito mais do que apenas “apressar o quarterback e atacar”. Com Desai sendo conhecido por sua capacidade de colocar seus jogadores nas melhores posições para ter sucesso e Hurtt bem ciente do que o torna um jogador especial, esta pode ser a equipe que finalmente desbloqueia o imenso potencial que o fez valer a pena adquirir por duas primeiras rodadas. picaretas.

Seattle contrata um novo RB e o novo DC dá sua primeira entrevista

Seattle já estava em transição de cover 3 para cover2/4/6 e ele rendeu bem nesse esquema. Infelizmente numa dessas coberturas, veio a lesão. A cobertura parece ser chamada de CLEO em Seattle, algo parecido com o que Nick Saban chama de cover 7, e que teremos texto mais a frente.

Aqui temos um papel que ele faz muito bem. Ele é instintivo, rápido e sabe ler os olhos do QB. Como Robber, ele vai funcionar como um “patrulheiro” do meio do campo e era um papel que pedia que ele fizesse mais, desde o anúncio da troca.

Transição de quadril muito boa e ele faz o trabalho na cover 6. Muda os WRs de acordo com os olhos do QB e consegue ter velocidade para chegar a tempo. Esperançoso do que Scott e Desai podem fazer com ele.

Go Hawks!

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