Os Cardinals deram a Kyler Murray um contrato de quatro anos no valor de 45 milhões por ano na última quinta-feira, comentários anteriores feitos por Schneider em 16 de março, quando a troca de Wilson se tornou oficial, destacam uma questão que pode estar mais em voga do que no momento da troca.
Falando com repórteres horas antes do início da free agency, Schneider foi questionado se o quarterback havia dito à equipe que não tinha intenção de assinar uma nova renovação ao final de seu contrato atual. Previsivelmente, ele não forneceu detalhes, mas confirmou que um novo contrato entre Wilson e os Seahawks não parecia estar nos planos do QB.
“Não sei se essas eram as palavras exatas, mas tínhamos a impressão de que não haveria uma extensão de longo prazo”, respondeu Schneider.
Considerando as crescentes frustrações de Wilson, o próprio jogador pode ter dito a seu agente Mark Rodgers que não estava interessado em outro contrato se a equipe não pretendia deixá-lo ser a peça central de seu ataque, como ele acreditava que deveria ser. Também é possível que todos os problemas aparentes que os dois lados tiveram um com o outro criassem uma situação em que um divórcio fosse a única opção razoável, tirando assim quaisquer futuras discussões contratuais da mesa.
Mas quando se trata do momento da troca de Wilson, seria inocência não considerar a possibilidade de que o dinheiro estivesse no centro da decisão do ponto de vista da equipe. Enquanto Schneider e Carroll indicaram que os Seahawks estavam conversando com os Broncos mais cedo e as notícias sugerem que as duas equipes começaram a conversar vários meses antes, o acordo foi anunciado horas depois que os Packers supostamente assinaram com Aaron Rodgers um acordo recorde.
Depois que muitos especularam que Rodgers se aposentaria ou jogaria em outro lugar em 2022 talvez atém em Denver, Green Bay garantiu o futuro Hall da Fama com um contrato de três anos no valor de US$ 150,8 milhões, no valor de mais de US$ 50 milhões por ano, com US$ 101,5 milhões garantidos. Sob os termos do acordo, ele se tornou o atleta profissional mais bem pago da história do esporte norte-americano em termos anuais.
Antes de ser enviado para o Mile High City, Wilson ainda tinha dois anos restantes na extensão de quatro anos e US$ 140 milhões que ele assinou antes da temporada de 2019. Mas depois que Rodgers assinou seu novo contrato, uma nova linha de base foi definida para o nove vezes Pro Bowler para buscar seu próximo mega contrato e é provável, se não certo, que Schneider não estivesse interessado em pagar mais de 50M por um quarterback que completará 35 anos em novembro.
Ao longo dos anos, Carroll manteve por muito tempo a crença que ele quer um QB que possa executar o ataque e distribuir a bola de forma eficaz, insinuando que ele acreditava que seu time poderia vencer sem ter um superstar como signal-caller. No entanto, os Seahawks deram voluntariamente a Wilson duas extensões generosas em 2015 e 2019, pagando-lhe dinheiro de elite. Por um breve momento, ele foi o jogador mais bem pago da NFL apenas três anos atrás.
Mas essa extensão foi assinada sete meses antes de Wilson completar 31 anos e ele permaneceu no auge de sua carreira. Ele também estava saindo de uma fantástica temporada de 2018, na qual lançou 35 touchdowns em comparação com apenas sete interceptações e teve uma média de 8,1 jardas por tentativa, enquanto liderava Seattle de volta à pós-temporada após um hiato de um ano.
Embora Wilson não seja velho de forma alguma e uma lesão no dedo direito que exigiu cirurgia tenha desempenhado um papel fundamental em seus números abaixo do esperado na temporada passada em meio a um resultado de 7-10, os Seahawks podem não estar mais confortáveis em investir tanto dinheiro num jogador cujo conjunto de habilidades tenha sido baseado em usar as pernas e estender as jogadas. Adicionando seu óbvio descontentamento, pode ter havido ainda mais hesitação por parte de Schneider.
Mais de quatro meses depois que a negociação de Rodgers e seu acordo histórico, como evidenciado pela nova extensão de Murray, outras equipes da NFL continuam abrindo o talão de cheques para pagar os quarterbacks. Em um futuro próximo, os Ravens terão que pagar muito dinheiro ao ex-MVP Lamar Jackson. Os Bengals terão que desembolsar o dinheiro para Joe Burrow, que liderou o time ao Super Bowl há um ano, enquanto os Chargers terão que depositar um caminhão de dinheiro em Justin Herbert.
E aqui farei uma menção a um comentário cirúrgico no vídeo de Deivis Chiodini sobre a renovação:
“Existe QB franchise e QB elite, muita gente confunde essas duas categorias, mas existe algo em comum entre eles, o valor na hora da renovação, porque todo mundo entende que é melhor ter um QB franchise do que ficar batendo cabeça tentando encontrar um QB elite.”
Mais dinheiro garantido no contrato entre os QBs:
1. Deshaun Watson – US$ 230 milhões
2. Kyler Murray – US$ 160 milhões
Maior média no contrato entre os QBs:
1. Aaron Rodgers – US$ 50,3 milhões
2. Kyler Murray – US$ 46,1 milhões
Nem sempre o cara mais bem pago vai ser o melhor da posição, principalmente quando falamos de QB. É claro que Murray não é o segundo melhor QB da liga, na verdade, está bem longe disso. Mas assim como o comentário acima, os times pagam esse valor para um Murray ou Derek Carr da vida, para não correr o risco de ficar anos procurando por um QB, assim como foi como os próprios Broncos, pós era Peyton Manning.
Com tantos jovens quarterbacks talentosos ansiosos para ganhar dinheiro, não parece que os salários na posição vão se estabilizar tão cedo e a maioria das equipes terá prazer em manter o pagamento.
Mas no caso de Seattle, com um quarterback insatisfeito como Wilson que não parecia mais querer estar na cidade de qualquer maneira (a não ser para vender seus jargões bregas), deve ter dado combustível para JS fazer um movimento logo e conseguir algumas escolhas, do que esperar o contrato acabar e sair com as mãos abanando.
É claro que, se Wilson conseguir uma boa renovação com os Broncos e os Seahawks não conseguirem encontrar um quarterback capaz para substituí-lo nos próximos dois anos, a escolha de trocar o melhor jogador da história da franquia pode se tornar um erro de proporções históricas. Mas essa era uma aposta que eles estavam dispostos a fazer e, independentemente de onde seu custo futuro estivesse entre seus motivos para seguir em frente, eles sempre carregarão o peso e serão julgados por esse movimento.
Go Hawks!
Esse texto foi uma adaptação livre de:
https://www.si.com/nfl/seahawks/gm-report/kyler-murray-extension-highlights-key-reason-why-seahawks-jettisoned-russell-wilson
[…] A renovação de Kyler Murray tem impacto na troca de Russell Wilson […]