Destaques do Shrine Bowl 2026

Enquanto aguardamos felizes o Super Bowl chegar, teremos nos próximos dias dois eventos importantes para a temporada de 2026: Shrine e Senior Bowl.

Senior Bowl e East-West Shrine Game na história de Seattle

Destaques e Decepções do Shrine Bowl 2025

Prospectos para ficar de olho no Shrine Bowl 2025

Destaques e Decepções do Shrine Bowl 2024

Jogadores para ficar de olho no Shrine Bowl 2024 – Ataque

Jogadores para ficar de olho no Shrine Bowl 2024 – Defesa

Destaques e Decepções do Shrine Bowl 2023

Destaques e decepções do East-West Shrine Bowl

Destaques e decepções do East-West Shrine Bowl 2022

Nomes para ficar de olho no Shrine Bowl

Mais do que o jogo em si, o Shrine Bowl fecha uma semana decisiva de treinos que tradicionalmente pesa bastante no processo de avaliação dos olheiros da NFL, especialmente para jogadores que ainda brigam por consolidação no board. Para franquias como o Seattle Seahawks, que historicamente valorizam performances em ambientes competitivos e avaliações presenciais, o que foi visto durante a semana pode ser tão importante quanto o que acontecerá entre as linhas amanhã.

Entre os quarterbacks, Mark Gronowski foi um dos nomes que mais chamou atenção ao longo das práticas. Ele se mostrou confortável operando a partir do pocket, com boa mecânica, leitura rápida e controle do ritmo das jogadas, algo que se refletiu em uma taxa alta de passes completos em períodos de 7-on-7 e team drills. Gronowski não é visto como um talento de primeira rodada, mas sua semana no Shrine Bowl reforça um perfil de quarterback funcional, eficiente e com margem de desenvolvimento, exatamente o tipo de aposta que Seattle costuma avaliar em rodadas intermediárias.

Outro nome que segue despertando interesse é Cade Klubnik, que confirmou nos treinos o talento já conhecido. Sua capacidade de esticar o campo, atacar janelas apertadas e manter agressividade mesmo sob pressão mantém seu status elevado, e uma boa atuação no jogo pode solidificá-lo ainda mais como um prospecto de Day 2.

No grupo de running backs, CJ Donaldson foi consistente durante a semana ao demonstrar visão, paciência e força após o contato. Ele não é o jogador mais explosivo do evento, mas compensou com leitura de bloqueios e eficiência em corridas entre os tackles, algo que pode agradar a times que buscam um perfil complementar no backfield. Em um ataque como o de Seattle, que historicamente valoriza o jogo físico e a capacidade de manter o ataque em campo, Donaldson pode ser visto como uma opção interessante de profundidade.

Entre os wide receivers, Kaden Wetjen foi um dos alvos preferidos dos quarterbacks nos treinos. Atuando majoritariamente pelo slot, ele venceu com separação curta, inteligência de rotas e capacidade de produzir após a recepção. Sua versatilidade e impacto em special teams aumentam consideravelmente seu valor para o último dia do Draft.

J. Michael Sturdivant também teve uma semana sólida, usando bem o corpo para vencer disputas físicas e mostrando consistência em rotas intermediárias, enquanto Eric Rivers chamou atenção pela explosão e aceleração em espaços curtos. Todos são nomes que podem se encaixar em um corpo de recebedores que valoriza versatilidade e capacidade de criar jardas sem depender apenas do passe profundo.

Na linha ofensiva, Nolan Rucci foi um dos grandes vencedores da semana. Ele apresentou bom equilíbrio em pass protection, mãos ativas e capacidade de espelhar rushers mais rápidos, algo essencial em drills de 1-on-1. Seu tamanho aliado a mobilidade reacende o interesse de equipes que buscam tackles com potencial de desenvolvimento, e Seattle, que frequentemente investe em linemen com perfil atlético, pode vê-lo como um projeto interessante para o futuro.

Brian Parker também merece menção após uma semana segura, especialmente pela consistência técnica e pela capacidade de alinhar em mais de uma posição da linha, o que aumenta seu valor como peça de rotação imediata. Jogou como center na maioria dos snaps.

Defensivamente, o front seven foi um dos grupos mais competitivos do evento. Harold Perkins foi um dos nomes mais observados desde o primeiro dia, confirmando sua explosão lateral, velocidade no fechamento e impacto como defensor híbrido. Ele se destacou tanto em blitzes quanto em cobertura curta, reforçando o perfil de linebacker moderno que pode ser usado de forma criativa em sub-pacotes defensivos, algo que encaixa bem em filosofias defensivas mais múltiplas como a que Seattle vem implementando.

Na linha defensiva, Darrell Jackson Jr. foi dominante em vários momentos das práticas. Seu tamanho e força criaram problemas constantes para guards e centers, principalmente em situações de corrida, e ele mostrou flashes interessantes como pass rusher interior. Jogadores com esse perfil costumam subir boards à medida que os times procuram reforçar o miolo da linha, e Seattle historicamente valoriza DTs capazes de colapsar o pocket.

No segundo nível e na secundária, Cole Wisniewski foi um dos defensores mais consistentes da semana, destacando-se tanto em cobertura quanto na aproximação contra o jogo terrestre, reforçando um perfil de safety físico e versátil, algo sempre valorizado no esquema dos Seahawks.

A expectativa é ver quem consegue traduzir o bom desempenho dos treinos para situações reais, com ritmo de jogo, ao vivo e tomadas de decisão sob pressão. Para vários desses prospectos, uma atuação sólida pode significar a diferença entre permanecer como aposta tardia ou subir para conversas mais sérias de Day 2 ou Day 3 alto. Para Seattle, o Shrine Bowl mais uma vez serve como um terreno fértil para identificar jogadores competitivos, versáteis e prontos para disputar espaço desde o primeiro dia no roster.

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