Raio-X: A fantástica fábrica de chocolate.

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhh estamos no Super Bowl!!!!! Sim senhoras e senhores, quando ninguém esperava, quando os especialistas falavam e falavam sobre a nossa equipe, comissão técnica, jogadores e etc (Falavam inclusive que o Arizona Cardinals poderiam ser um time melhor do que nós) o Seattle Seahawks domina e conquista a conferência nacional da National Football League!!!! Depois de onze anos, estamos de volta ao maior palco dos esportes americanos, o SUPER BOWL!!! É de fato emocionante escrever essas palavras depois de tudo que enfrentamos nesses onze anos longe de conseguir disputar um título.

Para conquistar o bilhete dourado, mais uma vez derrotamos o Los Angeles Rams, dessa vez pelo placar de 31×27. Nesse Raio-X vamos nos aproveitar da histórico romance, com diversas adaptações para o cinema “A fantástica fábrica de chocolate” para refletir um pouco sobre aspectos  que o championship game nos fez passar.

Sem perder mais um segundo sequer, vamos começar.

 

Charlie Bucket, ou melhor, Sam Darnold.

O Charlie Bucket é o protagonista de A Fantástica Fábrica de Chocolate. Ele é um garoto humilde e gentil, além de sempre pensar mais nos outros do que em si mesmo. Dentro da fábrica, Charlie é apresentado a um gigantesco mundo mágico, ele é praticamente o único que escuta, observa tudo. Enquanto as outras crianças se deixam levar pelos impulsos, Charlie escolhe confiar e esperar. Charlie confia no seu coração e na sua bondade, está sempre está disposto a fazer o bem e ao todo momento demonstra estar preocupado quando os outros personagens se colocam em situações difíceis.

Pessoalmente, quando estava pensando em escrever esse texto, e pensando um pouco no filme, não consegui evitar a comparação com nosso quarterback Sam Darnold. Sam passou por todos os tipos de dificuldades dentro da NFL. Foi chutado dos Jets, foi bancado para o gloriosos PJ Walker no Carolina Panthers, passou pela reserva no San Francisco 49ers até liderar o Minnesota Vikings para quatorze vitórias. Depois de jogos ruins no momentos mais críticos da temporada, contra Detroit Lions valendo a seed 1 e contra os Los Angeles Rams nos playoffs. A franquia roxa desistiu do camisa #14 e praticamente com o mesmo elenco, esse ano teve apenas nove vitórias e oito derrotas.

Como diria Cooper Kupp, os escritores da NFL fizeram um ótimo trabalho. Nesse ano Darnold teve exatamente as mesmas situações, no jogo contra os 49ers ele foi extremamente seguro. Na FINAL DE CONFERÊNCIA, ele tomou o jogo só pra si. Com mais de trezentas jardas e três touchdowns. Ele ganhou esse jogo sozinho, no braço puro. Se recuperou, sem sair falando ou esbravejando para tudo e para todos. Como um líder, como uma pessoa boa, ele agradeceu a todos pelo apoio depois das quatro interceptações na semana 11.  Exatamente o que um bom protagonista de um filme de fantasia farias.

 

O bilhete dourado.

O bilhete dourado em A Fantástica Fábrica de Chocolate é um convite raríssimo escondido dentro de algumas barras de chocolate Wonka para conhecer o interior da fábrica em um tour junto com o seu fundador. Ele representa muito mais do que uma simples entrada para a fábrica. Ele simboliza sorte, esperança e a chance de uma vida inteira mudar de repente. Ganhar do Los Angles Rams na final da NFC significa muita mais do que outro troféu George Hallas que vai ficar exposto na entrada do Virginia Mason Athletic Center. Muito mais do que uma festa de confetes no Lumen Field com belíssimas imagens dos torcedores emocionados,  jogadores e seus familiares.

Assim como bilhete dourado representa magia e esperança, vencer a conferência nacional é a sensação de estar um passo da glória máxima. É o sentimento de conquistar o legítimo direito de estar no maior palco possível que um jogador de futebol americano pode estar. Sob todos os olhares, luzes e holofotes possíveis. Não há absolutamente nada mais importante do que isso.

Não se enganem, é muito, mais muito difícil chegar em Super Bowl. Sempre é importante lembrar que Aaron Rogers com todo seu talento só jogou um. Espero que Mike Macdonald passe essa noção para os jogadores. O quanto é especial esse momento e o quão importante vai ser dar tudo de si durante os quatro período contra os Patriots.

Achamos o bilhete dourado, já está carimbado e está na hora de arrumar as malas para viagem. O Super Bowl nos espera.

GO HAWKS!

 

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