Olá senhoras e senhores, lá atrás quando nossa temporada começou no dia sete de setembro e 2025, naquela frustrante derrota contra o San Franscio 49ers, eu nunca imaginaria que estaria escrevendo esse texto. Eu até confesso que a fichar ainda não caiu.
Enquanto começo a escrever esse texto, me pego vendo imagens do nosso desfile. A cada imagem de jogador ou membro da comissão técnica segurando o troféu Vince Lombardi parece uma grande realidade paralela. Nos Raio-X, como você deve estar familiarizado meu caro leitor, tento pescar aspectos relevantes que possam servir para ilustrar uma determinada narrativa que eu busco ser contada.
Mas diante de tudo que aconteceu tenho certeza que tanto eu quanto você simplesmente NÃO NOS IMPORTA as convenções, NÃO NOS IMPORTA os aspectos táticos, NÃO NOS IMPORTA as decisões tomadas durante a partida, NÃO NOS IMPORTA qualquer coisa que possa acontecer nessa semanas seguintes.
Nesse Raio-X, vou apenas abrir meu coração sobre as sensações que senti durante todo o jogo e os sentimentos que me veem a mente sobre esse momento tão especial em que vivemos.
Nomes na história.
Durante todos os jogos da temporada tivemos críticas pesadas a alguns jogadores. Quantas vezes aqui eu e você torcedor reclamarmos de Guard Anthony Bradford e seus momento bizarros durante a partida (Que até no Super Bowl aconteceu), do Josh Jobe sendo queimado vez ou outra, Tariq Woolen e seus erros mentais, etc. Mas com toda a sinceridade do mundo, não só esses, como outros personagens merecem ser campeões do Super Bowl. Erguer o Vince Lombardi é muito mais que vencer o titulo, é ter a maior de todas as conquista sabendo que ninguém jamais vai poder tirar isso de você.
Daqui a cem, duzentos, trezentos ou mil anos o troféu físico pode até não existir mais no Virginia Mason Athletic Center, mas a memória coletiva vai existir. Aquele clássico clichê de um avô contando pro seu netinho história sobre o passado, quando um super time teve a maior diferença de pontos em relação aos seu adversários na história. Sobre um time do tempo em que ele era garoto, que tinha um jogador que usava a camisa #3 que simplesmente poderia alinhar em qualquer posição da defesa, sobre como o treinador era tão fora da curva criativamente que em uma determinada partida o Conerback pressionou o quarterback adversário pelo meio da linha ofensiva enquanto o Edge Rusher interceptou a bola e retornou para touchdown.
Nesse momento só nos resta agradecer, a cada um que fez parte dessa temporada, desse título. Agradecer por pontos, jogadas e vitórias e agora título, vamos citar jogador por jogador:
- Obrigado aos quarterbacks: Samuel Richard Darnold, Andrew Stephen Lock e Jalen Oluwaseun Isaiah Milroe
- Obrigado ao runningbacks/fillbacks: Kenneth Walker III, Zachariah Charbonnet, George Holani, Robbie Outz e Brady Russell
- Obrigados Wide Recivers: Jaxon Smith-Njigba, Cooper Douglas Kupp, Tory Horton, Rashid Khalil Shaheed, Cody White, Jackson David Bobo, Derek Young
- Obrigado aos Tigh Ends: Albert Javonte Barner, Elijah Arroyo Eric Saubert e Nick Kallerup.
- Obrigado aos Jogadores de Linha Ofensiva: Charles Cross, Grey Zabel, Jalen Sundell, ANTHONY BRADFORD, Abraham Lucas, Josh Jones, Mason Richman, Olu Oluwatimi, Christian Haynes, Bryce Cabeldue e Amari Knight.
- Obrigado Edge Rushers: DeMarcus Lawrence, Boye Mafe, Uchena Nwosu, Mike Morris, Connor O’Toole, Derick Hall e Jared Ivey.
- Obrigado Defensive Tackls: Byron Murphy II, Brandon Pili. Leonard Willams, Jarran Reed, Rylie Mills.
- Obrigado Linebacks: Enerst Jones, Drake Thomas, Tyrice Knight, e Chazz Surratt.
- Obrigado aos Defensivebacks: Tariq Woolen, Josh Jobe, Devon Witherspoon, Nehemiah Pritchett, Julian Love, Coby Bryant, Ty Okada, AJ Finley e Nick Emmanwori.
- Obrigado aos nossos Specials Teams: Chris Stoll, Jason Myers, Michael Dickson.
O Fim glorioso.
11 Anos ou 132 Meses ou 574 Semanas ou 4018 Dias ou 96432 Horas. Esse foi o tempo que separou as duas partidas entre Seattke Seahawks e New England Patriots. Foi esse tempo que tivemos que assistir a maldita interceptação do Malcon Butler que ficou gravado na nossa cabeça por tanto tempo. Foram esse anos que tivemos que ver uma cultura vitoriosa fundada por Peter Clay Carroll e lentamente se transformar em apenas uma simples nostalgia que o sustentou no cargo por mais tempo do que deveria. Vimos grandes jogadores um a um, se lesionar, aposentar, saírem brigados, aquele que tinha potencial para ser o maior ídolo da história da franquia virar as costas para toda a torcida, para toda uma cidade, escolhendo tentar a felicidade em outro lugar.
Aguentamos anos e anos de mediocridade, sem realmente sermos competitivos. Tudo isso valeu a pena. Confesso que a ficha começou a cair que somos campeões da National Football League apenas no dia seguinte. Mais precisamente no café da manhã, estava assistindo ao jogo na GE TV quando Everaldo Marque brilhantemente declama:
“A jarda que faltou em 2014 foi finalmente percorrida no coração de cada torcedor do Seattle Seahawks. O fantasma de 2015 está finalmente enterrado na Califórnia… Agora é hora de ouvir o barulho dessa torcida fanática… O voo do falcão é infinito, rumo a eternidade”.
Tenho humildade o suficiente para saber que não vou escrever algo melhor que o gênio Everaldo e mais um vez confesso que meu olhos se enchem de lágrimas de apenas ler essa sequência de frases. É uma sensação tão gratificantes que minha maior vontade nesse momento é abraçar cada torcedor do Seattle Seahawks no mundo só pra falar que a gente finalmente conseguiu. A vida as vezes pode ser boa. GO HAWKS!!!
