Mock Draft 2026 #02: Hora da verdade!

Mock Draft 2026 #01

Chegamos ao último mock draft da temporada — aquele exercício final que tenta equilibrar necessidade, valor de board e, principalmente, o histórico de decisões do front office do Seattle Seahawks. Mais do que projetar nomes, a ideia aqui é simular um cenário plausível dentro das limitações reais do draft, algo que nem sempre acontece quando se olha apenas para talento disponível.

E existe um ponto central que define quase tudo: a pick 32. Há anos os Seahawks demonstram interesse em descer no board, mas, desde 2019, simplesmente não encontram parceiros. Isso não é coincidência — o fim da primeira rodada costuma ser uma zona morta em termos de valor percebido. Ainda assim, quando certas peças caem do jeito certo, oportunidades aparecem. Foi exatamente esse o caso nesta simulação.


🔄 A troca

O movimento com o Cleveland Browns muda completamente a dinâmica do mock. Ao transformar a pick 32 nas escolhas 39, 107 e 146, Seattle finalmente executa o tipo de estratégia que historicamente prefere: trocar valor concentrado por volume de escolhas.

Mas esse tipo de trade não acontece no vácuo. Os possíveis parceiros são limitados — além de Cleveland, apenas o New York Jets e o Arizona Cardinals aparecem como cenários minimamente realistas para subir nesse range. Isso torna o contexto ainda mais importante. A presença de Ty Simpson no board é o tipo de gatilho que pode destravar negociações, já que quarterbacks disponíveis no fim da primeira rodada frequentemente incentivam equipes a subir para garantir a quinta opção de contrato.

Ou seja, não é apenas sobre querer trocar — é sobre ter alguém que faça outro time querer subir. Sem isso, a pick 32 tende a ficar parada. Com isso, o cenário muda completamente.


🧠 Picks

39. Chris Johnson (CB)

Chris Johnson chega de San Diego State como um cornerback com bom perfil atlético e experiência em marcação externa. Ele mostrou capacidade de acompanhar recebedores em profundidade e competir no ponto de recepção, algo valioso em esquemas que exigem disciplina em cobertura. Seu principal ponto forte está na fluidez de movimento e na capacidade de se manter em fase com o wide receiver. Por outro lado, ainda pode evoluir em consistência técnica, especialmente no uso das mãos e na leitura mais refinada de rotas, o que pode gerar inconsistências contra alvos mais polidos.

64. R Mason Thomas (EDGE)

A escolha de R Mason Thomas mantém o investimento na linha defensiva, trazendo um jogador físico e versátil. Ele contribui em múltiplas frentes, com motor alto e boa disciplina para executar sua função tanto contra o passe quanto contra a corrida. Ainda assim, suas limitações aparecem como pass rusher puro, já que não possui grande variedade de movimentos ou flexibilidade, o que pode limitar seu impacto em terceiras descidas.

96. Emmet Johnson (RB)

Emmet Johnson, de Nebraska, é um nome com menos hype, mas que oferece um perfil interessante como running back versátil. Ele contribui no jogo aéreo e mostra boa mobilidade em campo aberto, podendo ser útil em situações de espaço e em formações mais dinâmicas. Por outro lado, a falta de um histórico mais consistente contra defesas de alto nível e a ausência de um perfil físico dominante levantam dúvidas sobre seu papel ideal na NFL, especialmente em situações mais físicas.

107. Beau Stephens (G)

Beau Stephens chega como uma opção sólida para a linha ofensiva, trazendo consistência e boa base técnica. Ele trabalha bem no jogo terrestre, mantendo ângulos e controle de bloqueios, e oferece segurança relativa na proteção. Ainda assim, seu teto pode ser limitado pelo atletismo, já que pode ter dificuldades contra defensive tackles mais explosivos e rápidos no interior.

146. Demonte Capehart (DT)

Demonte Capehart, de Clemson, reforça o interior da linha defensiva com um perfil mais físico e voltado para o jogo terrestre. Ele utiliza bem seu tamanho e força para ancorar contra bloqueios e ocupar espaço, sendo útil em rotações de linha. Em contrapartida, oferece pouca produção como pass rusher, o que limita seu impacto em situações de passe e o define mais como um especialista contra a corrida.

188. Robert Spears-Jennings (S)

Robert Spears-Jennings, de Oklahoma, é outro nome com menos visibilidade, mas que agrega fisicalidade e potencial em special teams. Ele atua de forma agressiva próximo à linha de scrimmage e pode contribuir em pacotes específicos defensivos. No entanto, ainda apresenta inconsistências em cobertura, especialmente em profundidade, além de ter um conjunto de habilidades que ainda precisa ser melhor refinado para um papel maior na defesa.


📊 Conclusão

Esse mock passa a ter uma cara um pouco diferente com a correção dos perfis, especialmente com a adição de um cornerback logo na primeira escolha. Ainda assim, a identidade geral permanece clara: reforçar as trincheiras, aumentar a rotação defensiva e apostar em volume de picks após o trade down.

A presença de nomes com menos hype em alguns pontos do draft também reforça uma abordagem mais voltada para desenvolvimento e profundidade do elenco, ao invés de buscar impacto imediato em todas as escolhas. Isso naturalmente traz mais risco, mas também pode gerar valor se o staff conseguir extrair o máximo desses jogadores.

No fim, é um draft coerente com a ideia de construção a longo prazo. Talvez não seja o mais chamativo, mas é um caminho que prioriza equilíbrio de elenco e múltiplas chances de acerto — algo que pode ser mais valioso do que apostar tudo em uma única escolha no fim da primeira rodada.

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