Raio-X: Estamos de volta.

Oláaaa torcedores do Seattle Seahawks!!!!

Pós Jogo New England Patriots 10 x 13 Seattle Seahawks [Week 1 2026]

Bem-vindos de volta ao Raio-X. Em clima leve e de celebração o atual campeão da National Football League Seattle Seahawks voltou a ser testado oficialmente em um partida de temporada regular. Na abertura da temporada regular, com direito a apresentação do nosso novo banner de campeão, narrado por Kam Chancellor, o gigante do pacífico Noroeste enfrentou o New Englando Patriots em uma reedição do Super Bowl 60. Assim como foi na partida de fevereiro, saímos vitoriosos, (Em temporada regular, não perdemos para os Patriots desde 2008) mas dessa vez um jogo muito mais dramático, vencemos no melhor estilo jogo clássico do Seattle Seahawks. Sem perder mais um milésimo de segundo sequer, vamos tentar entender as narrativas que levaram a nossa amada franquia a ficar 1-0 na temporada.

What a relaxing game... : r/Seahawks

 

We all we got, we all we need.

Pra você que torce para o Seattle Seahawks há algum tempo (Ou simplesmente gosta de pesquisar sobre a história da franquia) já deve ter ouvido essa duplas de frases ser repetida algumas vezes. Elas foram repetidas exaustivamente pelos integrantes da Legion Of Boom antes de cada partida que aquela defesa lendária jogou e conquistou. Composta por um monte de veteranos dados como descartáveis e um bando de jovens escolhidos em rodadas baixas de draft, esse lema veio do estomago de cada jogador que foi desacreditado e esquecido pela liga inteira. Significava lutar até o fim sem nenhum tipo de apoio ou confiança de ninguém além do seus companheiros que estariam ombro a ombro em campo buscando a vitória coletiva.

Ano passado, o suposto time do New England Patriots tentou roubar o nosso lema. Foram diversos post de social media, entrevistas a televisão e até a audácia de entrar em campo do Levi’s Stadium no Super Bowl, com bandeiras com essa frase. Mas a realidade bateu a porta deles não só naquele jogo…..

Dia 9 de Setembro, por volta do quinto snap da primeira campanha do jogo, Sam Darnold cai de mal jeito, batendo forte seu quadril no chão. Nosso quarterback titular saiu mancando de campo, logo foi ser examinado na tenda azul e pouco demais já estava indo para os vestiários. Enquanto Drew Lock se aquecia para entrar na partida, eu, você leitor e todos os torcedores do Seattle Seahawks pensamos: “Agora acabou, vamos torcer para temporada já ter acabado. ” Por boa do primeiro tempo foi exatamente isso que aconteceu, um ataque perdido parecendo meio zonzo, misturando um choque pela lesão do Darnold e pela falta de tempo de jogo.

Quando veio o intervalo, os ânimos se acalmaram, cada um dos jogadores e membros da comissão técnica olharam-se uns aos outros e devem ter pensado: “Nós somos tudo que temos, nós somos tudo que precisamos”. Assim, o espírito coletivo tomou conta da equipe e com uma atuação boa de jogadores altamente criticáveis como Josh Jobe e Nehemiah Prichett vencemos uma partida improvável apenas por que estivemos em um nível de concentração altíssimo até o último snap da partida.

É muito mais fácil colocar frases em um bandeira, do que realmente as colocar em prática.

 

Yellow flag.

Na língua inglesa se tem o costume de dizer quando existe alguma preocupação seria sobre um determinado aspecto se costuma falar que tal preocupação é uma red flag, ou então bandeira vermelha no nosso bom português. Depois de uma longa sessão desse Raio-X, sobre o lado positivo da partida destacando a unidade e o coração da equipe como um todo, é hora de colocar os pés no chão. Mesmo vencendo temos uma grande red flag, ou melhor, yellow flag.

Durante toda partida, um ponto que dificultou muito o triunfo em diversas aéreas do jogo foram as faltas. No final da partida foram contabilizadas nada mais nada menos que DEZ faltas para um total de NOVENTA E OITO JARDAS para se ter ideia do absurdo que aconteceu no gramado do Lumen Field, em comparação ao ano passado apenas em duas partidas tivemos um número total de penalizações maior (12 faltas contra os Houston Texans e 11 contra o Tennessee Titans), porém a grande quantidade de jardas perdidas não foi superada em nenhuma momento da temporada em que vencemos o Super Bowl.

Foram faltas nos três níveis do futebol americano, ataque defesa e times especiais. Aqui destaco principalmente o ataque.  Vamos voltar para o contexto da partida: Era o último quarto, o jogo estava empatado em 10 a 10, Julian Love tinha acabado de interceptar Drake Maye, deixando o QB adversário com dois turnovers seguidos. O ataque pega a bola no meio de campo e depois de um bom passe de Drew Lock para Cooper Kupp, entramos na red zone. O momentum do jogo estava todo ao nosso favor, até a seguinte sucessão de jogadas.

  • FALSE START em um primeira para dez.
  • Uma corrida de 14 jardas de Drew Lock em uma primeira pra quinze.
  • Um DELAY OF GAME em uma segunda pra polegadas.
  • Passe incompleto em segunda para seis.
  • Passe incompleto em terceira para seis.

Ficamos no field goal para passar a frente no placar por 13×10, na nossa última posse ofensiva. Graças a concentração de Josh Jobe e a inexplicável decisão de Drake Maye, esses ponto não fizeram falta. Mas caso nosso conerback usasse uns números maiores de sapato, a história poderia ter sido diferente.

Quem devemos culpar? Drew Lock que entrou no susto para organizar o time? Mike Macdonald por não ter colocado os titulares na pré-temporada? O time por ter relaxado depois de ter reagido na partida? No fundo penso que seja um pouco de cada. Mas cá pra nós, é muito melhor aprender vencendo. Ainda é a semana 1, muitas águas vão rolar por baixo dessa ponte, ainda temos de reorganizar. Seguimos!

GO HAWKS!!!

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