Raio-X: Futebol.

Senhoras e senhores, bem vindos a mais um Raio-X da temporada regular da National Football League! Sempre falando sobre o nosso amado e gigantesco Seattle Seahawks. Na segunda partida desse novo ano da liga viajamos até o deserto do Arizona para enfrentar os nosso eternos fregueses… digo, rivais Cardinals. Com alguma dose de dificuldade no primeiro tempo, assim como foi contra o New England Patriots,  deslanchamos no segundo e conseguimos nossa DÉCIMA vitória consecutiva contra o time de vermelho, ampliando nossa vantagem na série histórica para 32 vitórias contra apenas 22 do rival.

Pós Jogo Seattle Seahawks 31 x 7 Arizona Cardinals [Week 2 2026]

Vencedores e Perdedores [Week 2 2026]

Durante a nossa transmissão da Rapinas TV, para você que vacilou e não assistiu, este autor que vos fala e nosso brilhante narrador João Neves conversávamos, paralelamente ao Seahawks, sobre o Corinthians e o treinador Fernando Diniz. Em que isso exatamente afeta o gigante do pacífico noroeste? No texto de hoje, vamos explorar um pouco do do universo do outro futebol. Aquele mesmo da bola redonda, para fazermos comparações sobre alguns determinados aspectos da partida de ontem e como alcançamos a vitória.

O Messi da NFL.

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Lionel Andrés Messi Cuccittini é um futebolista argentino nascido na cidade de Rosário argentina no dia 24 de junho de 1987. Atualmente atua como atacante no Inter Miami. Estou brincando, não vou ficar aqui descrevendo a longa carreira de Lionel Messi, as muitas centenas de gols e outra centenas de assistências em seus anos de Barcelona. A questão aqui é a seguinte: Se você em algum momento você meu caro leitor, teve oportunidade de ver o ex camisa #10 jogar, provavelmente teve a percepção que ele parecia fazer tudo de maneira fácil, muito tranquila. Não é como Ronaldinho Gaúcho ou Neymar, por exemplo que de longe podia observar a magia de ambos em campo, ou então ver os treinos, oportunismo, personalidade e o poder de decisão do eterno rival Cristiano Ronaldo. Messi parecia em campo, até em seus momentos de maior genialidade estar completamente tranquilo, tudo era simples, tudo era puro talento.

NOTA DO EDITOR: Absurdo comparar JSN com um argentino, mas tudo bem, strike 1, Gui.

Voltando para o futebol da bola oval, posso confirmar que ver Jaxon Smith-Njigba correndo rotas em um campo de NFL é uma sensação muito parecida como era de ver o Messi jogar. A facilidade que ele joga futebol americano, é completamente admirável e ao mesmo tempo é capaz de deixar qualquer um perplexo. E deixando bem claro, aqui não estou falando sobre prêmios individuais e ou as CENTO E CINQUENTA E CINCO jardas e TRÊS touchdowns que nosso camisa #11 sustentou ao final da partida. Estou falando de talento nato, às vezes tenho a sensação que existe uma força superior que apenas decidiu abençoa-lo com um talento sobre humano.

A rota que Njigba correu no touchdown de 82 jardas na nossa segunda campanha ofensiva do jogo é obscena. Com apenas um movimento de ombro e cabeça ele tira da jogada o Cornerback Will Johnson e o Safety Budda Baker. Isso sem perder nenhuma velocidade, nem um pouco do timming da jogada, sendo repetitivo parecia apenas um passeio no parque. Voltando a comparação, lembrou-me imediatamente daquele lance do Messi contra o Boateng na champhions league, mas sinceramente, o do JSN foi muito mais bonito.

 

Coordenador Ofensivo Celso Roth.

Para você meu caro leitor, que não acompanha o futebol da bola redonda existe uma figura, ou melhor arquétipo, do treinador tipicamente retranqueiro. Aquele treinador que vai colocar três volantes, povoar o meio campo, fazer uma linha de cinco defensores, e a única perspectiva de ataque é um centroavante que não consegue fazer cinco embaixadinhas sem deixar a bola cair, mas que tem 1,90 que vai ficar na área igual a um poste tentando aproveitar algum cruzamento aleatório. Esse tipo de treinador já teve vários representantes ao longo da história Mano Menezes, Cristóvão Borges, Jair Ventura, etc…

Apenas escolhi o Celso Roth, que foi um técnico vitorioso ao longo da sua carreira, incluindo um Libertadores da América pelo Internacional,  por ter muito vivo na memória o time do meu Vasco da Gama comandado pelo mesmo no já longínquo ano de 2015. Talvez esteja sendo um pouco injusto? Sim, mas essa memória ainda é muito viva no minha mente. Depois dessa breve explicação e revisita indesejada ao passado, está na hora da já tradicional frase: Como exatamente isso afeta o Seahawks?

Na primeira parte da partida, enquanto estávamos em uma partida equilibrada e empatada 7×7, conseguimos fazer uma boa campanha ofensiva. Foi uma sequência de jogadas equilibradas com bons passes e algumas boas corridas, que, com ajuda de uma boa posição de campo, permitiriam a nossa chegada até a redzone adversária. O quê se sucedeu a partir daí foi digno daquele Vasco de Celso Roth. Quatro corrida seguidas na beira da linha de gol.

Até aí nós já temos um problema, não é tão legal repetir o mesmo tipo de jogadas em quatro vezes seguidas, seria bom pelo menos tentar pelo menos um passe na endzone (Até porque nós não temos o Marshawn Lynch), mas a situação piora muito quando ao observar a sequência de jogadas é fácil observar. Foram quatro corridas muito parecidas, com pouco ou nenhuma variação, ou movimentação. Exatamente como um treinador retranqueiro faria, fazendo o mais óbvio possível para não perder o jogo.

É difícil de negar que as chamadas conservadoras deixaram uma certa mancha em um jogo, e sejamos justos, em uma temporada muito boa, considerando que nosso Brian Fleury está estreando escolhendo quais serão as chamadas ofensivas da temporada.

Apenas para finalizar, não faz mal errar, o importante é sempre aprender com os erros para não repeti-los. Dessa vez mesmo desperdiçando sete ou três pontos, a vitória veio com certa tranquilidade, a final, do outro lado eram só os Cardinals.

 

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