Assistente dos Seahawks recebem convites para entrevistas

Após a conquista do Super Bowl LX, o Seattle Seahawks rapidamente entrou no radar da liga não apenas pelo título, mas também pela valorização de seus assistentes técnicos. O sucesso em campo inevitavelmente gera interesse externo, e a comissão técnica comandada por Mike Macdonald começa a sentir os efeitos desse reconhecimento. Duas movimentações recentes mostram que a franquia pode sofrer mudanças importantes em sua estrutura antes mesmo do início da temporada 2026.

A primeira envolve Frisman Jackson, treinador de wide receivers dos Seahawks. Ele foi entrevistado pelo Las Vegas Raiders para assumir a função de coordenador ofensivo na nova comissão liderada por Klint Kubiak. Kubiak, que deixou Seattle para se tornar head coach dos Raiders, busca montar sua equipe com profissionais de confiança, e Jackson surge como um nome natural nessa transição. Desde que chegou a Seattle, Jackson participou do desenvolvimento do corpo de recebedores e esteve inserido na estrutura ofensiva que ajudou o time a chegar ao título. Antes dos Seahawks, ele acumulou experiência em franquias como Pittsburgh Steelers e Carolina Panthers, construindo reputação sólida no desenvolvimento técnico de wide receivers. Caso seja contratado, representaria não apenas uma promoção significativa em sua carreira, mas também mais uma peça retirada do staff campeão de Seattle.

No lado defensivo, Karl Scott também entrou no radar de outra franquia. Atual treinador de defensive backs e coordenador do jogo aéreo defensivo dos Seahawks, Scott foi entrevistado pelo Arizona Cardinals para a vaga de coordenador defensivo. Seu trabalho na secundária foi um dos pilares da defesa que se consolidou como uma das mais eficientes da NFL na última temporada. Ele teve papel direto no desenvolvimento de jovens jogadores e na organização estrutural do sistema de cobertura. Mesmo sem experiência prévia como coordenador defensivo na NFL, Scott já vinha recebendo interesse de outras equipes em ciclos anteriores, o que demonstra como seu nome é bem avaliado internamente na liga e já havia recebido convite de entrevista para ser DC em Washington. Para os Cardinals, que buscam reestruturação defensiva, a contratação de Scott representaria a aposta em um técnico jovem, com perfil moderno e alinhado às tendências atuais de defesa focada em versatilidade e disguise de coberturas.

UPDATE: Os Cardinals preferiram outro nome e ele seguirá em Seattle.

Essas movimentações indicam um possível efeito cascata na comissão técnica dos Seahawks. A saída de Kubiak para Las Vegas já havia criado a necessidade de ajustes ofensivos em Seattle, e a eventual perda de mais assistentes poderia acelerar mudanças estruturais. Para Mike Macdonald, o desafio será manter a identidade construída, garantindo continuidade de filosofia mesmo com eventuais substituições. Ao mesmo tempo, o interesse da liga reforça a percepção de que o trabalho realizado em Seattle elevou o status de seus profissionais.

Em muitos casos, equipes campeãs passam por esse tipo de “desmonte parcial” na comissão técnica, especialmente quando jovens assistentes ganham projeção. Se Jackson e Scott concretizarem suas saídas, os Seahawks precisarão agir estrategicamente para preservar a cultura competitiva recém-consolidada. Por outro lado, o reconhecimento externo também serve como prova de que a organização está formando treinadores preparados para assumir posições de maior responsabilidade na NFL.

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