Como está a situação de OC em Seattle

No fim de uma temporada de alto nível para os Seahawks — conquistando a primeira posição da NFC e consolidando Mike Macdonald como um treinador respeitado — o cargo de coordenador ofensivo virou um dos pontos mais quentes da offseason. O motivo é simples: Klint Kubiak está sendo procurado por diversas vagas de HC e é uma das poucas opções do lado ofensivo da bola.

Falamos mais sobre, no vídeo acima!

O cenário de Kubiak: fica ou sai?

Klint Kubiak, que assumiu o ataque de Seattle para a temporada 2025, rapidamente oscilou entre a dúvida e grandeza — elevando o desempenho de um ataque eficiente e explosivo que devolveu credibilidade à unidade de passe e equilíbrio do jogo.

Coordenadores dos Seahawks recebem convites para entrevistas de Head Coach

Nos últimos dias, ele fez 6 entrevistas para vagas de head coach, sem contar outros rumores de interesse da liga inteira por um play caller jovem com ideias ofensivas modernas. Isso coloca Seattle em um dilema real: o time quer e precisa manter seu cérebro ofensivo — mas entende que perder alguém em alta no mercado faz parte do jogo na NFL.

E quanto a probabilidade dele ficar? É alto o interesse de outras equipes, e essas conversas são sinal claro de que múltiplas vagas podem chamar sua atenção. Um cenário plausível é que, caso receba uma proposta concreta de head coach em um time competitivo, Seattle não consiga — ou não queira — igualar a oferta, mesmo tentando. Nesse caso, a porta para ele sair está aberta.

Vale lembrar que anos atrás, o OC dos Texans, Bobby Slowik recebeu ofertas de HC e acabou voltando para Houston com um aumento de salário após uma grande temporada. No ano seguinte, o ataque implodiu e ele acabou sendo demitido (hoje está no Dolphins). Kubiak não vai querer desperdiçar essa oportunidade, principalmente com o quantidade enorme de opções.

Na minha visão, ele só não sai se for EXTREMAMENTE PÉSSIMO nas entrevistas.

HC vs. OC: dinheiro e hierarquia na NFL

Na NFL, a diferença salarial entre um head coach e um coordenador ofensivo costuma ser enorme. Enquanto os head coaches mais bem pagos chegam a ganhar entre US$ 8 milhões e mais de US$ 17 milhões por ano, com nomes como Andy Reid passando dos US$ 20 milhões anuais, os coordenadores ofensivos normalmente ganham em média algo em torno de US$ 1 milhão por temporada — mesmo os mais bem pagos raramente ultrapassam US$ 4 milhões em acordo de assistente.

Essa disparidade não é só sobre salário absoluto, mas posição na hierarquia e autonomia nas decisões estratégicas: head coach tem poder sobre tudo, enquanto OC ainda é um cargo de confiança subordinado.

Se Kubiak sair, o que os Seahawks fazem?

O front office de Seattle tem algumas opções claras, cada uma com seus riscos e prêmios:

1. Promover internamente

O nome mais comentado internamente é Jake Peetz, o atual passing game coordinator dos Seahawks. Ele foi ligado a entrevistas externas — por exemplo, para OC nos Lions (e ano passado dos Bucs) — e é visto como um possível sucessor “in-house”.

Promover Peetz poderia manter continuidade ofensiva e recompensar quem já conhece o elenco e a cultura de Seattle. Mas ele ainda não tem experiência como coordenador ofensivo na NFL, apenas em LSU, o que pode pesar em jogos cruciais.

Ele já foi treinador posicional de diferentes setores do ataque, lhe dando um bom conhecimento. Ademais, trabalhou em anos bons com Sean McVay. A grande dúvida é que nas duas vezes em que os Seahawks procuraram OC sob o comando de MM, ele sequer foi cogitado. Inclusive, Macdonald já havia anunciado que não promoveriam ninguém.

Outras opções como o QB Coach, OL Coach, Run Game coordinator foram nomes trazidos juntamente com Kubiak e provavelmente são caras de sua confiança. Provavelmente KK vai tentar levá-lo para onde for.

2. Buscar coordenador experiente no mercado

coordenadores bem avaliados em outros lugares que fariam sentido para o esquema ofensivo de Seattle:

  • Mike Kafka — tem experiência de play caller e já foi ligado a Seattle no passado; e teve bons momentos no ataque dos Giants. Existem rumores que ele poderia voltar para os Chiefs, principalmente se Matt Nagy conseguir uma vaga de HC;

  • Joe Brady — agrada por criatividade e já está na conversa como um dos OC mais interessantes da liga nesse ciclo. Já recebeu ofertas de HC, mas segue como uma opção.

  • Arthur Smith — nome que foi considerado por Seattle no passado e tem experiência de OC com bom equilíbrio de jogo. Segundo reports, essa seria a primeira opção do time quando contratou Macdonald. Ele tem recebido ofertas de HC, mas acho que terminará como OC mesmo.

  • Greg Roman/Todd Monken — Já trabalhou com Macdonald nos Ravens e o foco no jogo terrestre é algo que agrada a filosofia do HC. Talvez a ligação entre eles faça essa ser uma opção forte.

Conclusão

Vale salientar que o fato dos Seahawks estar avançando nos playoffs (e que avance até o SB) pode atrasar o processo de procura de OC já que, obviamente, eles só vão começar a busca no final da temporada, quando (e se) Kubiak sair realmente do time.

Nomes como Mike McDaniel ou Kevin Stefanski, tem grandes chances de se tornarem HC, dado a grande quantidade de times que estão sem treinador. Se acontecer, por algum motivo, desses caras não virarem HC, eles devem se tornar o OC mais bem pago da liga e provavelmente times já eliminados vão fazer fortes ofertas por eles.

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