Uma das minhas épocas preferidas do ano é escrever os Draft Reports para os Seahawks. Já acertei alguns como: Nick Emmanwori, Jalen Milroe, Bryce Cabeldue, Ricky White III, Byron Murphy II, Christian Haynes, Tyrice Knight, Devon Witherspoon, Zach Charbonnet, Olu Oluwatimi, Kenny McIntosh, Boye Mafe, Abe Lucas, Riq Woolen, para listar os últimos quatro anos.
Ainda estamos no ano 3 de Mike Macdonald, então, ainda é cedo para definir as tendências, assim como era na época de Pete Carroll. Obviamente, John Schneider ainda está no comando e deve seguir algumas dessas diretrizes dos Drafts passados. Vale salientar que os Seahawksa venceram o Super Bowl (sempre bom lembrar) então isso “atrasou” um pouco o processo de Draft.
Seguiremos com bastantes jogadores, daqui até o draft:
Para você que começou a ver o esporte recentemente, temos alguns posts que podem ajudar na compreensão:
Playbook 15: Caiu na área é penâlti! Conheça as faltas do jogo
Playbook 16: Entenda as posições do futebol americano
Playbook 17: Pontuações na NFL
Playbook 18: Dicionário de termos do Futebol Americano
Vamos ao Report!
📖 Background
Jonah Coleman chegou ao Arizona Wildcats football como um recruta três estrelas, conhecido no high school pelo estilo físico e produção consistente, mas sem o mesmo hype nacional de outros running backs da classe. Desde cedo, conseguiu espaço na rotação ainda como freshman, atuando em snaps limitados, mas já mostrando sua principal característica: a capacidade de ganhar jardas após contato e correr com mentalidade downhill. Mesmo sem grande volume naquele momento, era visível que tinha perfil para assumir um papel maior no futuro.
No seu segundo ano em Arizona, seu papel cresceu de forma significativa. Coleman passou a ser mais envolvido no ataque, recebendo mais carregadas e começando a produzir com maior consistência. Seu jogo evoluiu em leitura de gaps e paciência, deixando de ser apenas um corredor físico para se tornar um back mais completo dentro da proposta ofensiva. Esse desenvolvimento chamou atenção e abriu caminho para o próximo passo na sua carreira.
Após essa evolução, decidiu se transferir para o Washington Huskies football seguindo seu HC, buscando maior nível de competição e exposição. A mudança se mostrou acertada rapidamente, já que em 2024 teve a melhor temporada da sua carreira. Em Washington, Coleman assumiu papel central no jogo terrestre e produziu de forma consistente em alto volume, mostrando capacidade de sustentar drives e ser o motor do ataque. Foi o ano em que seu jogo pareceu mais completo, combinando físico, visão e eficiência, o que o colocou com força no radar como prospecto de NFL.
Já em 2025, houve uma queda de rendimento em comparação direta com o ano anterior. Embora ainda tenha mantido papel relevante no ataque, sua eficiência caiu e o impacto jogo a jogo foi menor. Parte disso pode ser atribuída ao contexto ofensivo e ajustes das defesas, mas há também indicações de que Coleman pode ter atuado machucado em parte da temporada, o que ajuda a explicar a aparente perda de explosão e consistência em alguns momentos. Isso cria uma das principais discussões na sua avaliação: o quanto 2025 reflete uma regressão real e o quanto foi influenciado por fatores físicos.
🧠 Visão geral
Coleman é um running back físico, com perfil clássico de corredor entre os tackles. Seu jogo é baseado em contato, equilíbrio e consistência, sendo o tipo de jogador que desgasta defesas ao longo do jogo.
Ele se projeta melhor em esquemas que valorizam volume de corrida e controle de relógio, atuando como peça central ou complementar forte em um backfield.
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✅ Pontos fortes
O principal destaque de Coleman é sua capacidade de ganhar jardas após contato. Ele constantemente quebra tackles e transforma corridas curtas em ganhos positivos, mantendo o ataque em situações favoráveis.
Sua visão entre os tackles é sólida. Ele identifica bem os gaps e demonstra paciência suficiente para deixar os bloqueios se desenvolverem antes de atacar o espaço.
Outro ponto positivo é sua consistência. Mesmo quando não produz grandes jogadas, consegue avançar jardas de forma confiável, algo extremamente valioso para ataques baseados no jogo terrestre.
Além disso, mostrou em 2024 que pode lidar com volume elevado, atuando como peça central do backfield sem queda significativa de rendimento ao longo dos jogos.
❌ Pontos fracos
A principal preocupação está na queda de desempenho de 2025 em relação a 2024. Mesmo considerando o contexto e possíveis questões físicas, isso levanta dúvidas sobre seu teto e consistência a longo prazo.
Atleticamente, não é um running back explosivo. Sua velocidade final e capacidade de criar big plays em campo aberto são apenas medianas. Ele não correu as 40 jardas para não machucar seu stock.
Sua contribuição no jogo aéreo também é limitada. Ele não é um recebedor natural e ainda precisa evoluir como opção em third downs.
Além disso, se confirmadas as questões físicas em 2025, equipes da NFL certamente vão investigar mais a fundo sua durabilidade.
📈 Projeção NFL Draft
Projeta-se como uma escolha de Late Day 2 e Early Day 3.
🧬 Comparação NFL
Seu estilo de jogo lembra o de David Montgomery.
🧾 Resumo final
Jonah Coleman é um running back que construiu seu valor com produção e consistência, especialmente em sua excelente temporada de 2024. Embora 2025 tenha trazido uma leve regressão — possivelmente influenciada por questões físicas — seu perfil continua sendo atrativo para equipes que buscam um corredor físico e confiável.
Se conseguir replicar o nível de 2024 de forma consistente, tem potencial para ser uma peça útil em rotações de backfield na NFL, especialmente em esquemas que valorizam o jogo terrestre tradicional.
