O jogo definitivo: Prévia SUPER BOWL New England Patriots x Seattle Seahawks.

Senhoras e senhores, respeitável público, foi uma longa jornada até aqui. Passamos por dezessete jogos intensos, um divisional round histórico, e uma final de conferência digna de filme de Hollywood, mas finalmente chegou. O Super Bowl está entre nós depois de infinitos onze anos. Quis o destino que o nosso adversário do próximo domingo seja aquele mesmo de mais de uma década atrás. Encararemos novamente o New England Patriots. Óbvio que o contexto agora é totalmente diferente do passado, absolutamente nenhum jogador daquela partida está nas equipes e apenas três ainda jogam na NFL (Russell Wilson, Bobby Wagner e Jimmy Garoppolo).

Quando a bola oval voar as 20:30 horário de Brasília, no Levi’s Stadium em Santa Clara, tudo que os 53 jogadores mais comissão técnica trabalharam por meses e meses afundo vai estar em jogo. Claro que a jornada até foi importante e guardaremos com caminhos todos os jogos, mas perder o embate definitivo da temporada pode ser a pá de cal final para o desenvolvimento de qualquer elenco vencedor.

Depois desse discurso inicial sobre a importância da partida, vamos tentar fingir um pouco de normalidade e tentar conhecer um pouco do nosso adversário no evento esportivo mais esperado dos esportes americanos. Sem perder um segundo sequer mais, vamos começar!!!

 

 

Prodígio Patriota

Na temporada de 2025-26 da NFL o New England Patriots teve quatorze vitórias e três derrotas na temporada regular os triunfos foram contra: Miami Dolphins 2x, Carolina Panthers, Buffalo Bills, New Orlans Saints, Tennessee Titans, Cleveland Browns, Atlanta Falcons, New York Jets 2x, Cincinatti Bengals, New York Giants e Baltimore Ravens) Não é um calendário muito forte não é mesmo? Esse é um argumento muito usado para desmerecer a campanha Patriota. Mas será que os Patriots estão no Super Bowl apenas pelo seu calendário?

Obviamente esse argumento é muito simplista. A franquia da Nova Inglaterra conseguiu sair de quatro vitórias para o Super Bowl pelos seguintes fatores: Um quarterback jovem e extremamente talentoso aliado a um coaching staff ofensivo experiente e com muito conhecimento. Claro que estamos falando da combinação de Drake Maye e Josh McDaniels,

O camisa #10 terminou a temporada regular com 4,394 jardas passadas (Quarta melhor marca de toda liga) e trinta e um passes para touchdown (Terceira melhor marca da NFL). Essa explosão ofensiva representado pelas estatísticas ainda é complementada pelo falo do segundoanista ser o líder de porcentagem de passes completos (72%) e ainda assim ser o melhor em jardas ganhas por passe (8.9). Essa combinação pode ser extremamente perigosa para a nossa defesa, considerando que tivemos dificuldade de defender o passe em profundidade de Matthew Stafford, Maye tem a força no braço a precisão para isso. Por outro lado, os números podem ser positivos para nossa Dark Side também. O quarterback adversário foi o quarto mais sackados por com 47. Muitos desses sacks estão na conta do Left Tackle calouro Will Campbell, ataca-lo corretamente pode ser a chave para vencer o troféu Vince Lombardi.

 

 

Defesa Patriota

Do lado defensivo da bola as forças motriz do New England Patriots são semelhantes as nossas. Na linha defensiva se destaca claramente a capacidade pressionar quarterbacks adversário pelo interior da linha. Mais especificamente estamos falando de dois jogadores: Milton Willams e Christian Barmore.

O primeiro foi de longe o jogador mais caro da free agent vindo do atual campeão Philadelphia Eagles, ele chegou com bastante espectativas a equipe de Boston. Ao passar da temporada ele foi lentamente atingido o nível de grande jogador que se esparva dele. Já Barmore foi uma escolha de segunda rodada dos Patriots em 2021, vindo da Universidade de Alabama. Depois de disputar apenas quatro partidas em 2024, retomou a velha forma do ano anterior. Parar esse dois jogadores pode ser a chave para o nosso ataque se desenvolver.

Nas pontas das linha defensiva estão carreiras bem diferentes. De um lado está K’Lavon Chaisson, antiga primeira escolha de primeira rodada do Jacksonville Jaguars que não foi nada bem em seu contrato de calouro, mas que depois de uma rápida passagem pelo Las Vegas Raiders, teve de longe o melhor ano da sua carreira. Em New England foram 7.5 sacks 10 tackles para perdas de jardas e 18 QB hits.

Do outro lado, temos um velho conhecido do técnico Mike Vabrell, estamos falando de Harold Landry. Edge Rusher mais veterano mais de sempre de boa produção. Ele trouxe estabilidade para posição principalmente sendo um bom run defender. Para dizer que não falei das flores, é importante citar Christian Gonzalez, um dos conerbacks mais promissores da liga que fez uma ótima temporada

É importante salientar que todos os nomes aqui citados, vivem seus melhore momentos da temporada justamente nos playoffs e é isso pode nos preocupar mais.

 

Chaves para a partida.

Ofensivamente, a prioridade de sempre é não cometer turnovers. O primeiro passo para ganhar o  Super Bowl é não perder para se mesmo, então esperamos que Sam Darnold continue cuidando bem da bola como vem acontecendo nesses playoffs. Diferente da final de conferência poderíamos variar um pouco a jogadas de corrida. Contra o Los Angeles Rams em determinado momento ficou bem óbvio que quando George Holani estava em campo, a jogada chamada seria um passe. Esse tipo de previsibilidade acaba totalmente as jogadas de playaction o que pode gerar jardas negativas para as corridas de Kenneth Walker.

No jogo aéreo, é esperado que Gonzalez siga Jaxon Smith-Njigba pelo campo inteiro, com isso deve abrir espaço para os nossos outros recebedores com Rashid Shaheed e Cooper Kupp. Um ponto do jogo aéreo relevante é o uso do Tigh Ends, AJ Barner foi muito pouco utilizado na pós-temporada, considerando que o interior da linha ofensiva adversária ira enfrentar o possante Anthony Bradford, nosso camisa #88 pode ser um boa válvula de escape ofensiva.

Do lado defensivo temos algumas preocupações. A primeira delas é parar o jogo de passes rápidos de Drake Maye para Tigh Ends principalmente Hunter Henry, jogador experiente que costuma ser a bola de segurança do seu Quarterback. A segunda é limitar as bolas em profundidade, esse foi a grande especialidade de Maye durante toda a temporada e também nos jogos mais recentes, quando mesmo caindo de rendimento geral, esse tipo de jogada foi funcional.

Por fim, algo fundamental que teremos que fazer é limitar o camisa #10 correndo. Ele praticamente ganhou a final da conferência americana contra o Denver Broncos dessa maneira e nossa equipe já teve certa dificuldade de finalizar as jogadas.

É isso, não tem mais jeito, o final está diante dos nosso olhos. O troféu Vince Lombardi, a glória eterna, o título mundial tanto faz.  Falta apenas um jogo, quatro quartos, sessenta minutos no geral, essa partida vai decidir muito mais que um vencedor e um perdedor, vai definir quem vai entrar para história e quem vai ser arremessado no abismo do esquecimento. É a prova definitiva, nos resta torcer para que o Seattle Seahawks saia vencedor.

 

 

 

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