O que Seattle pode fazer com a pick 32 do Draft?

Seattle fará (será mesmo) a escolha 32 pela primeira vez na história. Quando venceu o Super Bowl o time trocou a escolha e por isso, apenas esse ano terá a chance de escolher na 32. Ainda há muita água para correr entre hoje e a noite de Draft, mas nosso trabalho é projetar.

Vamos as opções de Seattle!

Trade Down

Essa é uma opção que é falada com frequência. Esse ano seria um ótimo Draft para trocar para baixo. As opções de escolhas na 32 não serão muito diferentes 15 escolhas depois, e como Seattle tem apenas 4 escolhas, seria a chance de fortalecer o capital de Draft para os dias 2 e 3.

A grande questão é que o cenário ser bom para Seattle pelo fato de não perder tanto em qualidade, também faz com que os interessados em subir sejam mais escassos. O real atrativo é que escolhas de primeiro round tem a opção de quinto ano, então alguém pode subir apenas para garantir o seu jogador com essa opção.

KC Concepcion, WR, Texas A&M

Essa é uma das minhas escolhas favoritas. WR no momento não é nossa maior necessidade, mas, pense no cenário em que os Seahawks não conseguem renovar com Rashid Shaheed, essa é uma ótima reposição. Além de grande retornador, ele é capaz de produzir no slot, outside, excelente corredor de rotas e é uma máquina de jardas após a recepção. Seu grande problemas são drops de concentração. Por ter a mentalidade de tentar muitas jardas após a recepção ele incia movimentos antes de completar a recepção. Isso é algo que pode ser ajustado.

Emmanuel Pregnon, G, Oregon/Chase Bisontis, G, Texas A&M

A OL dos Seahawks evoluiu, mas ainda no seu melhor momento nos últimos anos, viu Anthony Bradford ter snaps bizarros. A evolução dele é visível, mas ainda longe de ser um titular sólido na liga. Pregnon e Bisontis tem o atleticismo para o esquema de zona e a fisicalidade para ajudar no jogo corrido. Não são Greys Zabels, mas também não são Anthony Bradfords.

Dillon Thieneman, S, Oregon

Talvez seja o mais próximo do estilo de Coby Bryant. Um jogador muito inteligente e frequentemente se referem a ele como um treinador dentro de campo. Isso é algo muito importante num esquema complexo como é o de Mike Macdonald. É versátil, pode jogar sozinho no fundo do campo, alinhar no nickel e descer para o backfield, sempre jogando com intensidade máxima. Precisa melhorar sua capacidade de sair de bloqueios e as vezes seus olhos ficam muito tempo no backfield.

Christen Miller, DT, Georgia

Talvez a linha defensiva seja é visto como o ponto mais forte do time. Mas, tenham em mente que nomes como Demarcus Lawrence, Leo Williams, Jarran Reed não são eternos. É preciso juntar talento para o futuro com Byron Murphy, Rylie Mills e outros. Essa seria uma escolha perfeita para esse cenário. Um jogador de muito potencial mas ainda muito cru. Sua produção de sacks não é um destaque, mas tem versatilidade para jogar desde nose tackle até 4-tech. Essa versatilidade é necessária no esquema de Mike Macdonald.

Jadarian Price, RB, Notre Dame

Nos mocks ele normalmente está disponível na 64, mas duvido muito que ele ficará tanto tempo disponível. Ele deve estar bem mais perto da 32 do que da 64, então pode ser uma boa opção após um trade down. Os Seahawks tem Zach Charbonnet com contrato, mas que se operou no último dia 20 de fevereiro, as projeções otimistas são que ele possa estar de volta na segunda metade de outubro. O outro RB do elenco é Kenny McIntosh que lutou para se manter no roster e para ficar saudável. Ken Walker tem todo leverage na negocição e deve se aproveitar disso.

Se Seattle quiser deixar o MVP do Super Bowl ir, a melhor reposição é Price. Ele tem a capacidade similar a de Ken Walker de bater home runs. É um excelente fit para outside zones, capaz de fugir de tackles no backfield. Ele não tem no currículo a mesma capacidade de Walker de improvisar e sair de situações improváveis, mas corre sem a hesitar, confiando mais nos bloqueios. Ademais, ele teve uma boa produção mesmo sendo RB2 de Notre Dame e isso faz ele chegar na NFL mais “fresco”.

Deixe um comentário