Quaterbacks para se ficar de olho para Seattle vindo do College

Acredito que mesmo que você seja um torcedor otimista, não esperava muito dessa temporada. Talvez vencer os Broncos em casa, e varrer os 49ers, como sempre, seria o ápice do nosso ano. Seattle era candidato para ficar dentro do top 5 do próximo draft. Além dessa escolha o time tem a pick dos Broncos, que deveria ficar, no mínimo, na segunda metade do draft. Interessante que hoje ainda temos a projeção das mesmas picks, a diferença é que a dos Broncos deve ser a no top 10 e a nossa original que deve ficar no começo da segunda metade.

Isso deixa Seattle em condição de “comandar” seu destino. Pode usar as duas picks para subir por um QB. Pode pegar um QB na sua escolha natural, ou ser menos audacioso e tentar pegar com a escolha dos Broncos. O que é certo é que é muito dificil de sairmos desse draft sem escolher o cara que será o futuro da franquia.

Prospectos para ficar de olho para o Draft de 2023 (Ataque)

Prospectos para ficar de olho para o Draft de 2023 (Defesa)

Vamos lá!

Picks de top 10

Provavelmente ao fim do processo possamos ter outros QBs nessa prateleira. No entanto, esse dois caras MUITO provavelmente não sairão daqui. Young joga num time completo que vai aos playoffs ano sim, ano também. Stroud encantou no primeiro ano e tem várias armas num ataque vertical e dinâmico.

QB Bryce Young, Alabama

Com uma década de Russell Wilson, o torcedor de Seattle não tem preconceito com QBs menores. No entanto, Young parece ter um frame muito frágil, não só em altura, mas também em peso. Mas consegue comandar bem o ataque e faz lançamentos com sua mobilidade. A grande dúvida que há nele, e que sempre haverá num QB de Alabama, vide Tua Tagovailoa, é se num elenco que não seja “perfeito”, tal qual é Alabama, com grande OL, bons recebedores e uma baita defesa, ele seria capaz de sobreviver.

QB C.J. Stroud, Estado de Ohio

Um jogador ainda inexperiente com apenas duas temporadas como titular. As dores do crescimento devem aparecer. Tem um frame bom para QB, braço forte, mas seu processamento fará alguns times pensarem duas vezes. Na verdade em Ohio State parece ter uma dificuldade para “finalizar” o processo de lapidação dos seus QBs nesse sentido, vide Dwayne Haskins e Justin Fields, QBs que também foram escolhidos na primeira rodada. Fazer uma avaliação dele é complicada pelo fato do seu grupo de WRs. O talento é tão absurdo que por vezes eles estão extremamente livres, um trio dinâmico e um dos melhores dos últimos tempos. Isso pode gerar dúvidas semelhantes a de Young, poderia ele produzir com um grupo de WRs menos talentoso?

Candidatos a primeira rodada

Esse grupo contém jogadores que por alguns analistas são certeza de primeira rodada, enquanto para outros muitas vezes estão no fim do dia 2. Essa dicotomia pode ser resolvida dependendo do desempenho deles nessa temporada.

QB Will Levis, Kentucky

Ele é o cara que é mencionado com mais frequência quando os fãs não querem ter esperanças em Stroud ou Young. Provavelmente ele estaria disponível na nossa segunda pick de primeira rodada. Teve uma temporada fantástica ano passado, mas teve um novo OC e agora estará na vitrine. Ele vai para seu quinto ano, lembrando que ele perdeu a disputa para o fraquíssimo Sean Clifford em Penn State, que o fez se transferir para Kentucky. Ele é basicamente uma cópia do Josh Allen. Para o bom e para o ruim que se esperava dele, devido a problemas de acurácia.

Ele tem um elenco de apoio MUITO fraco. É sacado como uma pinhata jogo sim, jogo também, tanto que esse ano jogou machucado por vezes, e perdeu uma partida contra South Carolina. Se os outros QBs mencionados falávamos de um cenário “confortável”, Levis é justamente o contrário. Dá para se ter uma ideia do que ele produzir ou não em situações problemáticas.

Precisa resolver seus problemas com turnovers, seja fumbles ou interceptações. Ele rodou um esquema ofensivo da mesma árvore dos Rams, o que poderia ajudar numa adaptação para o esquema de Shane Waldron.

QB Tyler Van Dyke, Miami

Um recruta de alta linha de 2020, Van Dyke foi se colocando na conversa do draft tão cedo depois de uma sólida campanha de segundo ano, na temporada passada comandando os Hurricanes. Hoje, o mais esperado é que ele volte para mais um ano e até que se transfira, com o intuito de fugir do novo HC Mario Cristobal, que foi técnico de Oregon e atrapalhou MUITO o desenvolvimento de Justin Herbert.

QB Anthony Richardson, Florida

Talvez a descrição exata do que um GM procuraria em ferramentas físicas em um QB. Braço muito forte, mobilidade, pode resolver com as pernas, lançar em movimento. Se mostra um bom líder no huddle, e com o passar dos jogos foi tomando melhores escolhas. Ainda precisa refinar essa tomada de decisão e acurácia, por vezes ele não sabe medir a força do seu braço.

Ele seria minha escolha preferida para projeto. Com a temporada que fez, o hype caiu um pouco e ele parou de ser cogitado na loucura de outrora como pick de top-10. Ele é jovem e poderia ficar um ano no banco se adaptando enquanto Smith/Lock ficam como QB titular. Preservar ele assim como Andy Reid fez com Patrick Mahomes e Alex Smith (não estou comparando o talento deles, apenas a situação de não precisar apressar o calouro).

Apostas

Aqui vamos listar alguns nomes que não figuram nas primeiras prateleiras, mas podem subir muito ou descer ainda mais até o fim do processo.

QB Grayson McCall, Coastal Carolina

Um grande líder para CCU. O grande problema é esse. Joga numa conferência fraca e numa Universidade sem grande prestígio. Apesar de parecer um pouco mais robusto do que Young, também não tem o melhor dos frames para NFL. É um bom gestor de jogo e também tem mobilidade para correr com a bola e fazer lançamentos fora de base. Sofreu com lesões e tem perdido os últimos jogos.

Hendon Hooker, Tennessee

Essa era uma aposta bem particular minha no começo do ano. E rendeu bastante, sendo candidato ao Heisman não fosse sua lesão nesse final de semana que o fará perder o restante da temporada.. Gosto muito do seu estilo de jogo. Tem braço forte e explora o fundo do campo, mesmo que com alguns overthrows. Roda um ataque com bastante RPO e num up-tempo. Seu tempo entre snaps é de 20s, o menor da conferência. Isso mostra uma velocidade de raciocínio e comando e poderia ser um diferencial na NFL.

Se as coisas complicarem ele tem mobilidade para ser uma ameaça com as pernas e força para não ser um alvo tão fácil dos tackleadores. A dificuldade é que ele terá 25 anos ao ser draftado.

Go Hawks!

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