Sábado, 17 de Janeiro de 2026. Depois de 1099 dias o gigantesco Seattle Seahawks voltou a disputar uma partida na pós-temporada da National Football League e eu desafio a você meu caro leitor a imaginar um retorno melhor que esse. Jogando em um Lumen Field extremamente barulhento, o gigante do pacífico noroeste derrotou, superou, acabou, aniquilou, obliterou o seu maior rival San Francisco 49ers. O placar final mostrou QUARENTA E UM pontos ao nosso favor e apenas SEIS para a franquia vermelha e dourada.
Em um sábado que vai estar na nossa memória por muitos e muitos anos avançamos para o rodada seguinte dos playoffs e vamos enfrentar os nosso velho chato rival Los Angeles Rams no jogo que vale mais que o título de campeão da conferência nacional. Vale o bilhete dourado para fábrica do Willy Wonka, também conhecida no mundo da NFL como Super Bowl.
Nesse Raio-X, vamos falar rapidamente sobre o que de melhor aconteceu nessa partida histórica, e especialmente uma consequência mais que especial que muitos nem imaginam que possa acontecer.
Aproveitar oportunidades.
Enfrentamos o San Francisco 49ers exatamente duas semanas depois do jogo decisivo da décima oitava semana da National Fooball League. Para um jogo que ocorreu em um espaço de tempo tão curto com seu anterior fiquei surpreso o quão pouco o segundo embate entre as franquias foi mencionado. No terceiro dia do ano, em Santa Clara, o placar da nossa vitória foi 13×3. A grande verdade foi que esse triunfo não se refletiu o suficiente no resultado final.
Nós fomos muito mais dominantes em absolutamente todos os aspectos da partida. Controlamos o relógio, pressionamos Brock Purdy, forçamos turnovers, corremos muito bem com a bola. Foi quase um jogo da manual. Mas três jogadas mudaram um pouco a percepção da partida. A quarta decida na primeira campanha ofensiva que não convertemos e os dois field goals errados por Jason Myers. Se o natural acontecesse, DOBRARIAMOS a nossa pontuação. Sorte nossa que não fez falta.
Quando o Wild Card chegou, parece que viemos determinados a corrigir especificamente esses erros. A defesa foi tão boa ou melhor que antes, a grande diferença foi que o ataque (Enquanto os titulares estiveram em campo) apenas não pontuamos um mísera vez.
Em termos de desempenho não houve uma discrepância considerável entre as duas atuações. As vezes não se trata de jogar melhor taticamente falando, se trata apenas de aproveitar todas, ou quase todas oportunidades que aparecerem pela frente
Uma nova era.
O ano era 2012. O ESPN Brasil anunciava a expansão no número de jogos a serem transmitidos em terras tupiniquins. Foi um momento extremamente importante para o Futebol Americano no Brasil. Pela primeira vez uma emissora nacional se dedicaria a cobertura completada de toda temporada regular, não só apenas nos playoffs. Na NFL, o Seattle Seahawks Pete Carroll estava entrando seu terceiro ano como técnico principal da franquia. Em abril fizemos um dos drafts mais importantes da história. Na primeira rodada escolhemos Bruce Irving, na segunda rodada Bobby Wagner, na terceira simplesmente Russell Wilson.
Naquela temporada, liderados por um calouro o nosso gigante do pacífico noroeste, ganhou no Wild Card do na época do Washigton Redskins, e fomos derrotados no rodada seguinte para o Atlanta Falcons. Apesar do resultado frustrante, a semente do que seria a Legion of Boom e aquele time marcante e vitorioso estava plantada. Aquelas vitórias, lances absurdos, partidas marcantes e para usar a palavra da moda “Aura” que todo elenco construiu foi responsável por formar eu, você e grande parte dos torcedores brasileiros do Seattle Seahawks. Isso aconteceu justamente pelo momento chave em que tudo aconteceu.
Vamos fazer um pequeno avanço temporal. Depois de anos a maior emissora do Brasil e da américa latina compra um pacote de transmissão da NFL e o futebol americano assume um novo espaço na mídia, inclusive na televisão aberta. Concidentemente o Seattle Seahawks volta a ser competitivo justamente nesse ano. Convido a você meu caro leitor a pensar: Assim como nós fomos formador pela Legion of boom, imagine quantos novos torcedores de Seattle nasceram por esse time? Todo uma nova geração de 12’s man conheceu e se apaixonou por futebol americano por nomes como Jaxon Smith-Njogba, Kenneth Walker, Leonard Willans etc.
Obviamente, ganhar é o grande objetivo, mas isso é o campo que vai dizer. Fora dele, esse elenco já alcançou ótimos feitos.
