O NFL Combine 2026 já está nos livros. Ainda acontecerão os Pro Days, mas o Combine é basicamente o evento de maior impacto pré draft. Muitos nomes sobem um ou dois rounds de stock, ou até surgem no radar depois de serem totalmente desconhecidos.
Vencedores e perdedores do NFL Combine 2025
Vamos conhecer alguns desses nomes que caíram ou subiram após o evento.
Just a note
Esse ano tivemos poucos nomes divulgados que tiveram encontro com Seattle. Outro ponto é que pelo que foi reportado, John Schneider voltou para Seattle antes mesmo dos drills começarem, não me recordo disso ter acontecido recentemente. Esses dois pontos não são críticas, apenas a título de informação.
Vencedores
Brenen Thompson – WR, Mississippi State Bulldogs
Thompson chegou a Indianápolis como um prospecto visto principalmente como ameaça vertical situacional, mas saiu do Combine como um dos nomes que mais ganhou dinheiro no processo. Medindo 5’9 e pesando 164lbs, ele registrou um tempo na casa dos 4.26 segundos no 40-yard dash, confirmando velocidade de elite que já aparecia no tape, inclusive com tiro de 10 jardas de 1,54s.
Em 2025 foi titular em 11 jogos, acumulando cerca de 900 jardas recebidas e 7 touchdowns, com média superior a 16 jardas por recepção. Seu papel em Mississippi State era majoritariamente como Z receiver e slot vertical, explorando rotas go, post e deep over.
Germie Bernard – WR, Alabama Crimson Tide
Bernard já era um nome forte entrando no Combine, mas consolidou-se como prospecto de topo entre os recebedores. Com 6’1, 206, ele mostrou combinação rara de tamanho, controle corporal e agilidade.
Na temporada 2025 ultrapassou 1.000 jardas recebidas e registrou 8 touchdowns, atuando como titular absoluto no sistema ofensivo de Alabama. Ele demonstrou capacidade de ganhar jardas após recepção e também vencer contested catches. No Combine, seu 40-yard dash ficou com 4.48, mais do que suficiente para um WR do seu porte, além de números de elite de agilidade, como no shuttle (4,31) e no three-cone drill (6,71s) e explosão com 32,5″ no vertical e 10’5″ no broad jump.
Jeff Caldwell – WR, Cincinnati Bearcats
Talvez um dos recebedores que mais tenha subido. De desconhecido pode ter entrado em vários boards. Com 6’5 e 216lbs, ele conseguiu registrar 4,31s nas 40 jardas e um 1,48s nas 10-yd split. Também mostrou explosão com 42″ no vertical e 11’2″ em distância. Conseguir juntar fisicalidade, velocidade e explosão não é algo comum.
Na temporada 2025 produziu cerca de 1.100 jardas e 9 touchdowns, sendo titular em todos os jogos e atuando principalmente como X receiver. Ele mostrou habilidade em bolas contestadas e domínio físico contra press coverage no college.
Dillon Thieneman – S, Oregon Ducks
Eu sonhava em conseguir escolher Dillon Thieneman após um trade down na #32. Hoje acho que nem na 32 ele estaria disponível. Com 6’0 e 201lbs ele correu 4,35s, 41″ no vertical e 10’5″ no salto em distância. Também foi um grande destaque nos drills, mostrando transições limpas e velocidade. Acredito que ele se firmou como safety 2 da classe e seu nome na primeira rodada.
Tacario Davis – CB, Washington Huskies
Davis mede aproximadamente 6’4 e pesa 194lbs, com envergadura longa e perfil físico raro. No Combine registrou tempo competitivo no 40-yard dash na casa dos 4.41s, e saltos sólidos 37″ e 10’3″ no vertical e em distância. Se você voltar a projeções antigas, ele sempre era visto como um prospecto de primeira rodada. Ele nunca chegou no potencial esperado, mas agora os times podem apostar nele no dia 2 com tranquilidade. Seu desempenho nos drills de cobertura mostrou fluidez melhor do que muitos esperavam para um corner alto.
Charles Demmings – CB, Stephen F. Austin Lumberjacks
É por isso que o Combine é importante. Demmings é de um programa menor, mediu 6’1 e pesa 193lbs, com braços de 32″, 4,41s nas 40 jardas e saltou 42″ e 11’0″. Deve ter entrado no radar de muitos times, principalmente num classe em que a maioria dos CBs não são tão altos.
Gracen Halton – DL, Oklahoma Sooners
Halton chegou ao Combine sendo visto como um DT um pouco undersized. Ele mediu e pesou de forma satisfatória com 6’3 e 293lbs e apesar dos braços de 31 1/8″ seus testes foram muito bons. Correu as 40 jardas com 4,82s, 36.5″ (the third-best mark by any defensive tackle over the past 20 years) e 9’6″ nos saltos, e 8,09 e 4,79 no 3 cone e shuttle, respectivamente. Sua agilidade pode fazer ele sair num range similar ao de B. Fiske de alguns anos atrás.
DeMonte Capehart – DT, Clemson Tigers
Um excelente projeto. Mediu 6’5, 313 e braços de quase 34″. Capehart já é um prospecto com boa capacidade no run defender. Os seus números no Combine podem mostrar o potencial que ele pode atingir como pass rusher. Correu 4,85s, 1,71s no 10-yd split, 33.5″ e 8’11” nos saltos.
Kaleb Elliss-Orr – LB, TCU
Elliss-Orr mede 6’2 e 234lbs eno Combine registrou tempo no 40-yard dash na casa dos 4.47s (1,59s no 10yd), excelente para linebacker off-ball, além de boa performance nos drills de mudança de direção. Isso inclui 40″ no vertical e 10’4″ no salto em distância, além de um 4,41s no shuttle.
Na temporada 2025 acumulou mais de 80 tackles totais, múltiplos tackles for loss e participação em turnovers defensivos. Foi titular na maior parte da temporada e atuou tanto em cobertura quanto como blitzer ocasional. É outro prospecto que deve aparecer mais nos boards após o Combine.
Treydan Stukes – DB, Arizona
Stukes apresentou Combine muito sólida, com tempo competitivo no 40-yard dash e excelente fluidez nos drills de backpedal e transição. Mede aproximadamente 1,83m e pesa 88 kg.
No college foi titular múltiplas temporadas e registrou mais de 50 tackles na última campanha, além de passes defendidos consistentes. Seu ganho veio da confirmação de velocidade funcional, elevando-o no ranking interno entre safeties e nickel corners para faixa de terceira rodada.
A. J. Haulcy – S, LSU Tigers
Haulcy mede cerca de 1,85m e pesa 92 kg. No Combine registrou tempo na casa dos 4.47 no 40-yard dash, além de bom desempenho no vertical jump. Demonstrou fluidez nos drills posicionais e leitura rápida nas simulações.
Na temporada 2025 acumulou mais de 70 tackles totais, interceptações e forte presença contra o jogo terrestre. Foi titular absoluto em LSU. O Combine solidificou seu ranking como um dos 6 melhores safeties da classe, consolidando projeção de segunda rodada média.
Genesis Smith – EDGE
Smith mede aproximadamente 1,93m e pesa 112 kg. No Combine registrou números atléticos acima do esperado, especialmente no broad jump e no split inicial do 40-yard dash, indicando explosão na primeira passada.
No college produziu temporada com 7 a 8 sacks e múltiplas pressões, sendo titular em mais de 10 jogos. O Combine o elevou no ranking entre os edge rushers para dentro do top-15 da posição, consolidando projeção de terceira rodada alta.
D’Angelo Ponds – CB, Indiana Hoosiers
Ponds mede cerca de 1,80m e pesa 82 kg. No Combine registrou tempo na faixa dos 4.38–4.42 no 40-yard dash, mostrando velocidade de elite. Nos drills de cobertura apresentou excelente mudança de direção.
Na temporada 2025 acumulou múltiplas interceptações e mais de 10 passes defendidos, sendo titular absoluto. O motivo de ser considerado vencedor é claro: confirmou perfil atlético compatível com corner de slot ou boundary em esquemas de zona. Subiu para dentro do top-10 entre cornerbacks da classe.
Avieon Terrell – CB, Clemson Tigers
Terrell, com aproximadamente 1,78m e 80 kg, apresentou Combine muito consistente, correndo na casa dos 4.40 no 40-yard dash e mostrando fluidez excepcional nos drills de quadril.
Foi titular em Clemson e acumulou temporada com mais de 50 tackles e diversos passes defendidos. Já era visto como prospecto sólido, mas o Combine confirmou que possui atleticismo suficiente para atuar como nickel corner na NFL. Subiu para possível segunda rodada baixa.
Chris Johnson – CB, San Diego State Aztecs
Johnson mede aproximadamente 1,85m e pesa 88 kg. No Combine registrou tempo muito forte no 40-yard dash, na casa dos 4.3 altos, além de vertical acima da média.
Na temporada 2025 teve mais de 45 tackles e múltiplas defesas de passe como titular. O Combine elevou sua projeção dentro do ranking da posição para top-12 CBs da classe, consolidando valor de segunda ou terceira rodada.
Colton Hood – CB, Tennessee Volunteers
Hood mede cerca de 1,80m e pesa 86 kg. No Combine mostrou agilidade acima da média e velocidade adequada, além de boa técnica nos drills posicionais.
No college foi titular e registrou múltiplos passes defendidos e presença constante em cobertura homem a homem. Subiu dentro do ranking de corners versáteis, consolidando projeção de terceira rodada.
Dani Dennis-Sutton – EDGE, Penn State Nittany Lions
Dennis-Sutton mede cerca de 1,98m e pesa 120 kg, com idade aproximada de 22 anos. Em 2025 registrou cerca de 10 sacks e múltiplos tackles for loss, sendo peça central na defesa de Penn State.
No Combine confirmou explosão com números fortes no salto vertical e broad jump, além de tempo no 40 próximo de 4.60, excelente para seu tamanho. Ele também mostrou boa agilidade lateral para um edge de quase 2 metros.
Já era visto como prospecto de primeira rodada, mas o Combine solidificou seu status como possível top-20 pick. O grande ganho foi mostrar que além de tamanho e produção, ele tem perfil atlético de elite para a NFL moderna.
Malachi Lawrence – EDGE
Lawrence entrou no Combine com dúvidas sobre consistência, mas saiu com narrativa positiva graças ao desempenho atlético. Com aproximadamente 1,93m e 115 kg, mostrou explosão inicial forte e números sólidos no salto vertical.
Sua produção no college não era dominante, mas registrou temporada com múltiplos sacks e pressões constantes. O Combine ajudou a elevar sua projeção de quarta rodada para possível terceira rodada, dependendo do fit defensivo.
PERDEDORES DO COMBINE 2026
Cashius Howell – EDGE
Apesar de grande velocidade, seus braços foram os mais curtos já registrados. Se esperava um braço curto dele, mas a medição foi tão ruim, que até tirou um pouco do peso de outro prospecto Reuben Bain, que também tem braços curtos, mas tem outras ferramentas para tentar compensar, diferente de Howell.
Malachi Fields – WR, Notre Dame
Ele vinha de Senior Bowl muito forte. Alvo importante em Notre Dame, tinha fisilicalidade para ganhar nas rotas de forma quase que exclusiva. Ele correu um tiro de quarenta jardas lento e além disso, deixou cair passes no gauntlet drill, mostrando rigidez na transição de quadril.
Emmett Johnson – RB, Nebraska
Esse aqui eu coloco uma ressalva. O principal fator para sua “queda” foi o 4.56 no 40-yard dash foi o pior entre os running backs do evento. Seus saltos também não mostraram explosão elite. Assistindo o tape ele não parece lento ou que lhe falta explosão, mas esse números com certeza levantaram dúvidas nos scouts.
LT Overton – EDGE, Alabama
No Combine correu 4.87 no 40, com 1.70 no 10-yard split — ambos entre os piores da posição. Para um edge que precisava provar explosão inicial, isso foi devastador. Vai precisar ser definido seu papel: edge, DT, big end? Isso será fundamental para o seu futuro.
Lee Hunter – DT, Texas Tech
Seu salto vertical de 21,5 polegadas foi o pior da posição. O broad jump de 8’4” ficou entre os últimos. Seu RAS foi um dos mais baixos entre os DTs. No tape, ele é forte contra corrida, ocupa gaps e tem pés surpreendentemente ágeis para o tamanho. Porém, a falta total de explosão reforçou que ele provavelmente não será disruptor de backfield na NFL.
Kayden McDonald – DT, Ohio State
McDonald, 1,88m e 148 kg (6’2”, 326 lbs), é nose tackle clássico. Em Ohio State, atuou como run-stopper, com cerca de 30 tackles e impacto indireto absorvendo bloqueios.
No Combine, mostrou rigidez nos drills de movimentação lateral. Não era esperado que fosse explosivo, mas sua falta de fluidez ficou evidente.
Ele continuará valorizado por times que jogam base 3-4, mas seu teto como pass rusher praticamente desapareceu na avaliação.
