Faaalaa galera do Rapinas do Mar! Hoje, dia 09 de Janeiro de 2026 não vamos ter prévia (Insira mentalmente aqui sons de vaias). Mas como todos sabemos, o motivo disso é maravilhoso!!! Pela quarta vez na história o Seattle Seahawks é a seed 1 da conferência nacional! Vamos assistir de camarote a maravilhosa rodada de Wild Card, apenas observando nossos adversários, se de gladiarem por uma simples vagas no divisional Round, fase da pós-temporada em que já estamos garantidos.
Essa é apenas quarta vez na história que ocupamos essa posição na tabela. As outras oportunidades anteriores, foram em 2005, 2013 e 2014. Em todas essas vezes chegamos ao Super Bowl. Mas o que foi o diferencial dessa equipe de 2025, para as outras? Será em alguma medida, o sentimento era comparável? Será que na atual temporada temos menos chances de repetir nossas antigas equipe para chegar no maior jogo do ano, ou seja, na decisão da National Football League? Com um pouco de pesquisa, esse autor que vos fala foi tentar descobrir. Sem perder mais um segundo sequer, vamos começar!
2005, um ano para história.
Com o perdão pela redundância, vamos começar do começo. Em 2005, esse escritor existia na terra apenas por 4 anos. Logo, não estava precisando a acenção daquela equipe fantástico e como imagino que a grande maioria dos leitores não era torcedor do Seattle Seahawks naquele momento, me debrucei sobre os arquivos do Seattle Times e Seattle Post (Jornais locais da cidade) para buscar nas matérias o que era dito na época.
Primeiro vamos a offseason. No começo de Janeiro, mais especificamente no dia 13 de janeiro de 2005, o nosso saudoso dono Paul Allen demitiu o General Manege e presidente do time Bob Whitsitt. Whitsitt um homem de confiança de Allen, ele já tinha atuado na mesma posições no Portland Trail Blazzers, time da NBA também tinha o co-fundador da Microsoft como dono. O motivo da demissão foi uma rusga do executivo como o nosso técnico principal Mike Holmgren. Se já não bastasse isso, o vice presidente de operação, Ted Thompson, que seria o sucessor natural da posição, aceitou a proposta do Green Bay Packers e foi embora de Seattle do dia para noite.
Mike Reinfeldt foi contratado como consultor e juntamente com Holmegren (Que virou GM), fizeram três movimentos que mudaram para sempre. As renovações de Walter Jones e Matt Hassellback e colocação da franchise tag em Shaun Alexander (Futuro MVP). Agora vamos contextualizar uma coisa, atualmente estamos em uma seca de 6 anos sem vitória em playoffs. Em 2005, estávamos há VINTE anos sem triunfos na post temporada, para se ter noção naquela pós-temporada o nosso ex treinador e comentarista Chuck Knox soltou a seguinte frase “Não são os mesmo Seahawks”. 13-3 campanha. onze vitórias seguidas, MVP com recorde de touchdowns da liga, onze vitórias seguidas, primeira vez seed 1, um tabu de 20 anos quebrados. É difícil de argumentar contra esse não ser o time mais emocionantes da história do Seattle Seahawks.
2013-2014, os anos da Legião.
Imagino que este seja o período que mais esteja marcado no imaginário de todos nós. E não vou perder tempo descrevendo a construção daquele elenco com tantas estrelas porque isso está feito aqui mesmo no site em mais de uma dezena de excelentes textos. Vou somente me limitar a dizer que a janela de Super Bowl aberta pela time de 2005 já tinha se fechado a algum tempo. Holmgren se aposentou, Shaun Alexander foi embora. Para liderar esse renovação Pete Carroll chegou. Ele montou sem dúvida nenhuma aquela que seria a MELHOR defesa de toda história da NFL. Não aceito nenhum argumento contrário.
O que eu gostaria de destacar nesse período é a identidade. Pete Carroll moldou em seus jogadores muito mais que esquemas táticos ou jogadas espetaculares. Ele criou uma maneira de agir, de pensar, de se comunicar, uma identidade do que é ser um jogador e torcedor do Seattle Seahawks. Em resumo, ele criou uma CULTURA. Ao pensar na Legion of Boom, garanto que você não imagina apenas Richard Sherman, Earl Thomas e Kam Chancellor. Você imagina uma atitude dentro de campo, aquela famosa música “Here comes the boom”, as narrações e jogadas marcantes, e obviamente o troféu Vince Lombardi sem levantado ao final de tudo.
O legado da Legion of Boom foi tão incrível que de certa maneira penso que nos atrapalhou um pouco. Apagou um pouco aquele time de 2005 e por muito tempo serviu como memória nostálgica para sustentar Carroll quando o ciclo finalmente já tinha terminado. Mas se nesse momento eu estou escrevendo esse texto, e provavelmente se você está lendo agora é por causa daquele time. Seu maior legado é estar marcado no imaginário popular e transcendido as fronteiras dos torcedores de Seattle, se tornando um ícone para todo fã de futebol americano. Só nos resta agradecer e lembra com carinho.
2025, vivendo o presente….
Finalmente chegamos ao nosso presente. Um time reformulado com a saída de ídolos, dentro e fora do campo. Com o segundo técnico mais jovem da liga no comando. E quando absolutamente ninguém esperava, nós voltamos. O Seattle Seahawks conquistou QUATORZE vitórias na temporada regular e novamente ocupa a seed 1.
Sinceramente, penso que as vezes não valorizamos o suficiente o que foi essa temporada. Depois de anos vendo os nossos rivais San Francisco 49ers e Los Angeles Rams tendo sucesso, enfim temos condições reais de bater de frente com os dois em um jogo de vida ou morte na pós-temporada. Jamais irei esquecer como foi prazeroso ver a defesa montada por Mike Macdonald destruir completamente o ataque de Kyle Shanahan em horário nobre, ver Sam Darnold completamente sóbrio liderando uma campanha perfeita na prorrogação pra consolidar um virada incrível contra os Rams.
Se em 2005 foi o nosso renascimento e em 2013-2014 , foi o nosso auge. Em 2025 foi o ano da nossa revanche, de provar que todos estavam errados. Ainda não sabemos se ganharemos o Super Bowl, e sinceramente, ganhar ou não faz parte do jogo e pouco vai influenciar o que passou. Mas o legado desse time de 2025 já está aqui entre nós. É sobre abraçar o seu lado sombrio, é sobre fazer o seu melhor sem se importar com os outros. No training camp nosso técnico principal foi perguntado sobre a força impressionante da NFC West, a resposta dele representa bem o que eu penso sobre os nossos adversários nos playoffs “Eu realmente não me importo”.
Go Hawks!
