Draft Report 2026: Zion Young, EDGE, Missouri

Uma das minhas épocas preferidas do ano é escrever os Draft Reports para os Seahawks. Já acertei alguns como: Nick Emmanwori, Jalen Milroe, Bryce Cabeldue, Ricky White III, Byron Murphy II, Christian Haynes, Tyrice Knight, Devon Witherspoon, Zach Charbonnet, Olu Oluwatimi, Kenny McIntosh, Boye Mafe, Abe Lucas, Riq Woolen, para listar os últimos quatro anos.

Ainda estamos no ano 3 de Mike Macdonald, então, ainda é cedo para definir as tendências, assim como era na época de Pete Carroll. Obviamente, John Schneider ainda está no comando e deve seguir algumas dessas diretrizes dos Drafts passados. Vale salientar que os Seahawksa venceram o Super Bowl (sempre bom lembrar) então isso “atrasou” um pouco o processo de Draft.

Seguiremos com bastantes jogadores, daqui até o draft:

Para você que começou a ver o esporte recentemente, temos alguns posts que podem ajudar na compreensão:

Playbook 15: Caiu na área é penâlti! Conheça as faltas do jogo

Playbook 16: Entenda as posições do futebol americano

Playbook 17: Pontuações na NFL

Playbook 18: Dicionário de termos do Futebol Americano

Vamos ao Report!

📖 Background

Zion Young construiu sua carreira no Missouri Tigers football como um dos pilares da linha defensiva, chegando como um recruta três estrelas e evoluindo ao longo dos anos até se tornar uma das principais referências do front seven. Desde cedo, mostrou um perfil físico interessante, com capacidade de atuar tanto alinhado mais por fora quanto reduzindo para dentro em situações específicas.

Ao longo da sua trajetória, foi ganhando espaço até se consolidar como titular e, eventualmente, capitão da equipe, um indicativo claro do respeito que tinha dentro do vestiário e da confiança da comissão técnica. Sua evolução foi marcada por consistência contra o jogo terrestre e desenvolvimento técnico como pass rusher, especialmente no uso de mãos e counters.

Na sua última temporada, entregou produção sólida e manteve bom nível contra o jogo terrestre, sendo um dos jogadores mais confiáveis da defesa nesse aspecto. Seu desempenho lhe rendeu reconhecimento dentro da conferência, reforçando seu status como um dos nomes mais seguros da linha defensiva.

No entanto, o processo pré-draft trouxe algumas questões importantes. Fora de campo, houve um episódio relevante: Young foi preso sob suspeita de dirigir alcoolizado, além de outras infrações como excesso de velocidade e problemas com o licenciamento do veículo. Na época, o head coach Eli Drinkwitz comentou publicamente o caso, destacando decepção com a tomada de decisão de um jogador que era capitão da equipe, o que adiciona um nível extra de preocupação na avaliação.

Dentro de campo, além dessas questões, há uma discussão importante sobre seu perfil atlético, especialmente no que diz respeito à velocidade e explosão — fatores que são cada vez mais valorizados para edge rushers na NFL moderna.

🧠 Visão geral

Young é um edge rusher físico, técnico e disciplinado, com forte impacto contra o jogo terrestre. Seu jogo é baseado em força, controle de gap e execução técnica, mais do que em explosão pura.

Ele é o tipo de jogador que oferece um floor alto, mas cujo teto está diretamente ligado às suas limitações atléticas.

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✅ Pontos fortes

 Ele utiliza bem as mãos, entende como trabalhar counters e demonstra boa consciência situacional como pass rusher. Contra o jogo terrestre, é extremamente sólido. Mantém bem o edge, controla bloqueios e raramente se compromete fora de posição, algo que deve traduzir imediatamente para a NFL.

Sua liderança também é um ponto relevante. O fato de ter sido capitão mostra não só seu papel dentro de campo, mas também sua influência no vestiário.

Além disso, traz uma mentalidade física e competitiva, jogando com energia e consistência snap a snap.

❌ Pontos fracos

A principal preocupação com Young é a falta de velocidade e explosão.

Seus números atléticos reforçam isso: aproximadamente 4.77 no forty e 1.72 no split de 10 jardas no Pro Day, tempos que já são considerados medianos — e possivelmente ainda inflados pelo contexto favorável desses testes. Para comparação, esse split é mais lento do que o de L.J. Collier, mesmo com Young sendo mais leve.

Essa limitação também apareceu no Senior Bowl, onde esteve longe de ser um dos defensive linemen mais rápidos, ficando atrás inclusive de alguns defensive tackles. Sua velocidade máxima registrada (~15.0 mph) reforça essa preocupação.

O problema central é que, na NFL atual, especialmente para equipes como os Seahawks que precisam de mais “quick wins” vindo do edge, essa falta de burst pode limitar drasticamente seu impacto como pass rusher.

Isso levanta comparações preocupantes. Perfis semelhantes como L.J. Collier e Darius Robinson também tiveram sucesso no college e bons desempenhos no Senior Bowl, mas encontraram dificuldades para traduzir isso para a NFL devido à falta de explosão.

Além disso, embora tenha tido uma boa semana de treinos no Senior Bowl — mostrando técnica, counters e consciência — isso não necessariamente garante transição para o próximo nível sem as ferramentas atléticas necessárias.

Por fim, a questão extracampo adiciona um nível de risco que equipes precisarão avaliar cuidadosamente.

📈 Projeção NFL Draft

Projeta-se como uma escolha de meio para final de segundo round, podendo variar dependendo de como as equipes avaliam seu teto atlético versus seu floor elevado.

🧬 Comparação NFL

Seu perfil lembra fortemente Gregory Rousseau, tanto pelo estilo de jogo quanto pelas limitações atléticas.

🧾 Resumo final

Zion Young é um prospecto com chão alto: técnico, físico e confiável contra o jogo terrestre, além de trazer liderança comprovada como capitão.

No entanto, a NFL atual exige mais explosão na posição de edge — e esse é o principal ponto de interrogação no seu perfil. Seus testes e dados de velocidade levantam dúvidas legítimas sobre sua capacidade de gerar pressão consistente no próximo nível.

Somando isso ao episódio extracampo recente, trata-se de um jogador com risco maior do que o perfil tradicional de “safe pick” pode sugerir.

Se encaixado corretamente, pode ser um defensor sólido contra a corrida e peça útil na rotação. Mas apostar nele alto no draft, especialmente buscando impacto como pass rusher, traz um déjà vu que várias equipes já experimentaram antes — e nem sempre com sucesso.

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