Uma das minhas épocas preferidas do ano é escrever os Draft Reports para os Seahawks. Já acertei alguns como: Nick Emmanwori, Jalen Milroe, Bryce Cabeldue, Ricky White III, Byron Murphy II, Christian Haynes, Tyrice Knight, Devon Witherspoon, Zach Charbonnet, Olu Oluwatimi, Kenny McIntosh, Boye Mafe, Abe Lucas, Riq Woolen, para listar os últimos quatro anos.
Ainda estamos no ano 3 de Mike Macdonald, então, ainda é cedo para definir as tendências, assim como era na época de Pete Carroll. Obviamente, John Schneider ainda está no comando e deve seguir algumas dessas diretrizes dos Drafts passados. Vale salientar que os Seahawks venceram o Super Bowl (sempre bom lembrar) então isso “atrasou” um pouco o processo de Draft.
Seguiremos com bastantes jogadores, daqui até o draft:
Para você que começou a ver o esporte recentemente, temos alguns posts que podem ajudar na compreensão:
Playbook 15: Caiu na área é penâlti! Conheça as faltas do jogo
Playbook 16: Entenda as posições do futebol americano
Playbook 17: Pontuações na NFL
Playbook 18: Dicionário de termos do Futebol Americano
Vamos ao Report!
📖 Background
Coleman Bennett chega ao processo do Draft como um prospecto pouco convencional, vindo de níveis mais baixos do college football, mas com uma trajetória marcada por liderança, inteligência e pedigree familiar na NFL.
Filho de Donnell Coleman Jr., escolha de segunda rodada no Draft de 1994, Bennett cresceu em um ambiente próximo ao futebol americano de alto nível. Ainda assim, seu caminho não seguiu o tradicional pipeline das grandes universidades.
Iniciou sua carreira em Bucknell, onde teve impacto imediato e atuou por três temporadas, destacando-se tanto dentro de campo quanto academicamente. Sua consistência e produção chamaram atenção, levando à transferência para Rice. No entanto, sua passagem por lá foi limitada, com apenas quatro jogos disputados — sem conseguir se estabelecer de forma consistente.
Buscando uma oportunidade maior, transferiu-se novamente, desta vez para Kennesaw State, onde teve sua melhor temporada em 2025. Atuando como principal opção do backfield, registrou 764 jardas terrestres e assumiu papel de liderança no time, sendo nomeado capitão.
Além do desempenho em campo, chama atenção seu perfil acadêmico: Bennett se formou com GPA perfeito, reforçando uma imagem de jogador altamente disciplinado e inteligente — características valorizadas por staffs da NFL.
Não há registros de problemas extracampo ou lesões relevantes, o que contribui para um perfil limpo. No entanto, a principal “red flag” está no nível de competição enfrentado ao longo da carreira.
🧠 Visão geral
Bennett é um running back físico, agressivo e com mentalidade competitiva clara, mas que vem de um salto significativo de nível competitivo rumo à NFL.
Seu jogo é baseado em contato, quebra de tackles e esforço constante, mais do que em explosividade ou talento atlético de elite.
Projeta como um RB de profundidade que pode ganhar espaço em roster principalmente por intangíveis — liderança, inteligência e confiabilidade — além de potencial contribuição em special teams.
🟦 30 Visit 🟩
✅ Pontos fortes
O estilo físico é o principal destaque. Bennett corre com agressividade, buscando contato e frequentemente quebrando tackles, especialmente contra defensores em espaço aberto.
Sua capacidade de evitar arm tackles aparece consistentemente no tape, mostrando bom equilíbrio e força no tronco.
Demonstra versatilidade no jogo aéreo, fruto de sua experiência anterior como receiver. É confortável saindo do backfield em rotas e pode contribuir como opção de checkdown.
Outro ponto forte é o perfil mental. Sua liderança (capitão), inteligência (GPA perfeito) e pedigree familiar indicam um jogador altamente coachable e com boa compreensão do jogo.
Também compete com alto nível de esforço em todas as jogadas, algo que tende a ser valorizado em jogadores de rotação e special teams.
❌ Pontos fracos
O salto de nível competitivo é a maior preocupação. Bennett produziu majoritariamente contra competição de nível inferior (FCS e programas mid-major), o que levanta dúvidas sobre tradução para a NFL.
Apesar do estilo físico, não possui leg drive consistente para empurrar pilhas em corridas internas, limitando sua eficácia em situações de short-yardage contra defesas mais fortes.
Falta explosividade e velocidade de topo para gerar big plays no próximo nível.
Seu perfil atlético geral é considerado apenas bom, não elite, o que reduz margem de erro na transição.
Também não há evidência consistente de produção contra defesas de alto nível, o que dificulta projeções mais agressivas.
📈 Projeção NFL Draft
Undrafted Free Agent (UDFA), com chance de roster via special teams e depth chart.
🧬 Comparação NFL
Seu estilo lembra Jamaal Williams.
🧾 Resumo final
Coleman Bennett é um prospecto que vence mais pelos intangíveis do que pelas ferramentas físicas.
Seu estilo agressivo, capacidade de quebrar tackles e versatilidade no jogo aéreo oferecem um caminho claro como running back de profundidade na NFL.
No entanto, a falta de explosividade e o nível de competição enfrentado ao longo da carreira limitam seu teto.
Para se firmar, precisará provar rapidamente que consegue traduzir seu jogo físico contra atletas de nível NFL e agregar valor em special teams.
Se conseguir fazer essa transição, tem perfil para se tornar um jogador útil de elenco, mesmo sem protagonismo ofensivo.
