Beau Stephens pode se tornar o novo RG dos Seahawks?

Reforçar a linha ofensiva segue sendo uma das prioridades mais importantes para os Seattle Seahawks, e Beau Stephens chega como mais uma aposta do front office em jogadores físicos e encaixados em esquemas de zone blocking. Talvez ele não tenha entrado no Draft com o mesmo hype de outros nomes da classe, mas existe um motivo claro para tanta gente dentro da NFL enxergar potencial nele: Stephens evoluiu constantemente em Iowa até se transformar em um dos integrantes da unidade vencedora de Joe Moore Award em 2025.

Vamos lá!

Quem é Beau Stephens?

Vindo do high school ele foi um prospecto quatro estrelas com background em basquete e wrestling (que é sempre uma habilidade importante para OLs). Foi bastante disputado, recebendo ofertas de programas como LSU Tigers football, Michigan Wolverines football e Texas A&M Aggies football, mas acabou escolhendo Iowa Hawkeyes por conexão com a comissão técnica e pelo histórico de desenvolvimento de offensive linemen.

Em 2023, perdeu oito jogos por lesão. Ao mesmo tempo, passou a lidar mais abertamente com questões relacionadas a TDAH e saúde mental, algo que ele próprio admite ter mudado completamente sua carreira depois do suporte psicológico recebido dentro do programa de Iowa. O resultado dessa evolução apareceu claramente nos dois anos seguintes.

Em 2025, Stephens teve seu primeiro ano totalmente saudável (perdeu 11 jogos nos anos anteriores). O guard foi peça central da linha ofensiva que venceu o Joe Moore Award, prêmio dado à melhor OL do futebol universitário, terminou como First Team All-Big Ten e virou um dos melhores jogadores da classe em zone blocking. Seus números impressionam: apenas quatro pressões cedidas durante toda a temporada, nota 91.6 em pass blocking e 83.0 em run blocking. Em métricas avançadas, ficou no 99º percentil em zone blocking grade e no 98º percentil em run blocking.

Além disso, acumulou experiência extensa tanto como left guard quanto como right guard, algo extremamente valioso para depth na NFL. Ademais, teve snaps como center no Senior Bowl.

Analisando a escolha

Segundo informações do artigo do John Boyle, os Seahawks tinham um prospecto muito a frente dos outros no board. Ao terminar a quarta rodada o time começou a pensar em como conseguir uma troca para garanti-lo já que a próxima escolha só viria acontecer no sexto round. O fato de deixar Boye Mafe sair e outros FAs os Seahawks tinham “tranquilidade” para mandar uma escolha de quarta rodada do ano que vem para voltar na quinta rodada. Se quiser encarar como: o time trocou Boye Mafe e seu contrato de 60M em 3 anos por Dante Fowler (1 ano e 5M) e Beau Stephens, um acordo muito bom para Seattle.

Alguns boards tinham Stephens como nota de terceira rodada, outros podem tê-lo deixado cair por conta das lesões durante a carreira, ou a falta de números atléticos empolgantes.

Run Blocking

Beau Stephens, LG, #70

Stephens has some physical limitations. His arms were the shortest among Combine guards, and he’s not an especially fluid lateral mover. Explosive DTs can stress him early in reps before he settles into his anchor.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 16:51

Stephens tem braços curtos (menor entre todos os guards que foram para o Combine) para os padrões ideais da posição e não é um jogador particularmente móvel lateralmente. Defensive tackles explosivos podem conseguir colocá-lo em situações desconfortáveis antes dele firmar a âncora, especialmente em bull rushes mais rápidos.

Beau Stephens, LG, #70

Stephens isn’t the type of guard who glides effortlessly in space, and that shows up on some second-level assignments. But he compensates with processing speed — here, he instantly recognizes he won’t reach LB No. 4 and smartly redirects instead of whiffing in space.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 16:53

Ele também não é aquele guard extremamente fluido em espaço aberto, o que aparece em algumas jogadas no segundo nível. Parte do teto dele provavelmente será limitado justamente por essa falta de traits físicos mais raros. Perceba que ele tenta compensar essa falta de atleticismo com processamento. Ele percebe que não vai chegar no LB #4 e vai para o próximo alvo possível.

Beau Stephens, LG, #70

Stephens plays like someone molded in a zone-heavy scheme. He takes disciplined angles, understands run-lane geometry, and positions himself to sustain rushing lanes instead of chasing highlight pancakes.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 16:54

Stephens coloca em prática a sua experiência como OL de um esquema de zona. Ele toma bons ângulos e compreende bem o desenho da jogada para proteger o caminho do RB.

Beau Stephens, LG, #70

At the second level, Stephens can be a bit boom-or-bust because of his athletic limitations. There are reps where he can’t recover once a linebacker wins the angle, but when he arrives on time and squares up properly, defenders usually end up on the ground.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 16:54

No segundo nível ele é 8 ou 80. Como dito acima, ele tem limitações atléticas mas quando tem o ângulo e  faz a jogada é fatal para os defensores do segundo nível.

Beau Stephens, LG, #70

Stephens’ physicality really shows up on double teams. He works combo blocks with excellent timing, stays attached through the initial displacement, then climbs under control — and if there’s a chance to finish the rep, the defender usually ends up on the ground.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 16:55

Físico e excelente coordenação executando double-teams. Como sempre, finalizando a jogada com o defensor no chão.

Beau Stephens, LG, #70

Stephens consistently creates clean rushing lanes because of his hand placement and leverage technique. He’s not a dominant mauler purely on raw power, but he understands leverage extremely well and knows how to maximize positioning to generate movement.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 16:56

Sua técnica de posicionamento de mãos e ângulos permite que ele crie lanes para os RB. Eu não acho que ele tenha muita força bruta, mas com leverage e técnica ele consegue abrir esses espaços.

Beau Stephens, LG, #70

The footwork is excellent as he works across the DT’s face to establish leverage. From there, the hand placement stays controlled, and his ability to constantly reset during the rep helps preserve gap integrity even when challenged by power.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 16:56

Esse é um dos meus snaps favoritos de Stephens. Bom trabalho de pés para passar do DT e tomar bom ângulo. Bom posicionamento de mãos e capacidade de se adaptar e reposicionar para manter o gap íntegro. Ele ainda é suscetível a movimentos de força, mas ele compensa com sua técnica.

Pass Protection

Beau Stephens, LG, #70

Pass protection might be the most underrated part of Stephens’ game. Technically, he’s very refined — balanced through contact, disciplined with his base, and consistently active with his hands. Not allowing a single sack over his final three college seasons says everything

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 16:58


Na proteção ao passe, talvez esteja o aspecto mais subestimado do jogo dele. Stephens é tecnicamente muito refinado. Mantém boa base, joga equilibrado e trabalha muito bem o posicionamento das mãos. O fato de não ter permitido sacks nas últimas três temporadas mostra exatamente o nível de consistência dele nesse aspecto.

Beau Stephens, LG, #70

Zane Durant is an excellent DT prospect, and this rep highlights Stephens’ awareness in pass protection. He subtly adjusts his pass set and hand placement specifically to neutralize the bull rush — the exact kind of move that should theoretically challenge him the most.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 17:00


Zane Durant é um excelente DT. Stephens muda seu pass set e posiciona as mãos para neutralizar o bull rush (movimento que ele é mais propenso a ser batido).

Beau Stephens, LG, #70

Stephens’ pre-snap processing consistently stands out on tape. Before the snap, he identifies the potential pressure threat and immediately communicates inside help for the left tackle, who likely would’ve lost the rep otherwise. Excellent mental processing.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 17:03


Mais uma vez uma oportunidade de se adaptar “durante o voo”. O bull rush acontece novamente, mas ele usa a técnica correta. Enquanto tenta estabelecer as mãos, ele dar um salto par atrás para desacelerar e depois consegue o posicionamento favorável par aconseguir ancorar.

Beau Stephens, LG, #70

A great example of Stephens’ in-rep adjustment ability. The bull rush develops quickly, but he recovers with excellent mechanics — subtly hopping backward to absorb the force, regain leverage, and finally anchor down. A lot of college guards simply don’t have that skill.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 17:03


Boa leitura antes da jogada analisando as possíveis ameaças e alerta para ajudar o LT que seria batido internamente. Excelente processamento.

Beau Stephens, LG, #70

Stephens initially keys DT No. 97. Once the stunt develops and the blitzer loops across the formation, he instantly recognizes the protection adjustment, passes the DT back to the left tackle, and smoothly picks up the new threat crossing his face. Many college OLs panic here

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 17:04


Ele tem sua primeira atribuição no DT #97, ele passa para o LT depois que um blitzer/stunt avança para o outro lado e o center precisa se ajustar. Muitos OLs seriam pegos de surpresa a nível de college aqui.

Beau Stephens, LG, #70

The linebacker wearing No. 0 blitzes here, but watch Stephens’ eyes during the kick-slide. Even while executing the set, he keeps vision on No. 24, recognizing the possibility of delayed pressure late into the rep. That level of awareness is exactly what OL coaches want

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 17:05


O LB #0 vem na blitz, mas, perceba que enquanto ele faz o seu kick-step ele mantém os olhos no #24 que poderia ser um late blitzer.

Beau Stephens, LG, #70

One of Stephens’ best technical reps comes on a textbook snatch-and-trap against Deven Eastern. He removes the resistance at the perfect moment, uses the defender’s momentum against him, and completely takes him out of the rep. Outstanding timing and technique.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 17:06


Exibindo sua técnica ele consegue um snatch and trap contra a escolha de sétima rodada Deven Eastern…

Beau Stephens, LG, #70

Later on, Stephens flashes the same snatch-and-trap technique against Lee Hunter, who at one point generated legitimate first-round buzz during the draft process.

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— alexcastrofilho.bsky.social (@alexcastrofilho.bsky.social) 15 de maio de 2026 às 17:07


…e depois contra o NT Lee Hunter, outrora cogitado na primeira rodada.

Conclusão

O fit, experiência fazem dele uma excelente opção. Provavelmente não será titular no ano 1, mas no mínimo reforça o grupo para os anos futuros. Sei que muitos sonham com a saída de Anthony Bradford da titularidade, mas os Seahawks apostaram nele ano passado vindo de um ano ruim, ele teve um real progresso em 2025 (ainda que tenha suas panes mentais e erros).

Stephens chega para reforçar com experiência o grupo que não tinha opções confiáveis com Christian Haynes (que fatalmente não estará no roster final) e as escolhas de sexta e sétima rodada Bryce Cabeldue e Mason Richman. Ele não deve se tornar um jogador muito diferente no futuro, por limitações físicas/atléticas, mas, ele oferece um piso muito sólido ainda que seja rookie, além de ter versatilidade posicional.

Vale lembrar que Bradford será um FA ao final da temporada, então, no mínimo o time adicional uma peça para não precisar se desesperar na renovação do contrato do atual RG titular.

Forever a 12s!

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