Seahawks avançam na renovação de Witherspoon

Um novo relatório de Ian Rapoport aponta que as negociações entre Seahawks e Devon Witherspoon avançaram. A proposta já ultrapassaria US$ 30 milhões por temporada e está mais adiantada do que a renovação de Christian Gonzalez.

Os Seahawks deram um passo importante para resolver uma das maiores prioridades da franquia antes do início da temporada.

Segundo um novo relatório de Ian Rapoport, da NFL Network, as negociações para a renovação contratual de Devon Witherspoon evoluíram nas últimas semanas. De acordo com o insider, Seattle já apresentou uma oferta superior a US$ 30 milhões por ano, e as conversas estão mais avançadas do que as negociações entre o New England Patriots e o cornerback Christian Gonzalez.

A comparação entre os dois casos não acontece por acaso. Além de integrarem a talentosa classe de cornerbacks do Draft de 2023, Witherspoon e Gonzalez são representados pela mesma agência, a Athletes First. Na prática, isso significa que os dois contratos caminham lado a lado, já que qualquer acordo fechado por um deles tende a servir de parâmetro para o outro.

Para Seattle, a mensagem é clara: quanto antes a renovação sair, menor a chance de o preço aumentar novamente.

O mercado dos cornerbacks mudou completamente

Se há alguns anos pagar US$ 20 milhões anuais para um cornerback parecia um investimento gigantesco, hoje essa realidade ficou para trás.

O novo teto da posição pertence a Trent McDuffie, que assinou uma extensão de US$ 31 milhões por temporada. Logo atrás aparecem Sauce Gardner, com US$ 30,1 milhões anuais, e Derek Stingley Jr., que recebe US$ 30 milhões por ano. Antes deles, Jaycee Horn havia elevado o mercado para US$ 25 milhões anuais, enquanto Patrick Surtain II recebe US$ 24 milhões por temporada.

É justamente esse grupo que Seattle pretende colocar Witherspoon.

Caso a informação de Rapoport se confirme, o camisa 21 passará a integrar imediatamente a elite salarial da posição e pode até ultrapassar McDuffie caso o valor final da extensão seja superior aos atuais US$ 31 milhões anuais.

Seattle não está pagando apenas pelos números

Os 72 tackles, uma interceptação, sete passes desviados e um fumble recuperado registrados por Witherspoon em apenas 12 jogos da temporada regular de 2025 ajudam a explicar por que o investimento faz sentido. O cornerback ainda conquistou sua terceira seleção consecutiva para o Pro Bowl e voltou a aparecer no Second-Team All-Pro.

Mas o que realmente diferencia Witherspoon não aparece por completo na folha de estatísticas.

Dentro da defesa de Mike Macdonald, ele exerce um papel que poucos jogadores conseguem desempenhar. Em uma mesma partida pode alinhar como cornerback externo, atuar no slot, atacar o quarterback em blitzes, marcar tight ends e ainda ser uma peça importante contra o jogo terrestre. Essa versatilidade permite que Macdonald mantenha o mesmo grupo em campo enquanto muda completamente o desenho da defesa antes do snap.

É justamente esse tipo de jogador que redefine mercados.

A questão já não é “se”, mas “quando”

Os Seahawks ainda têm controle contratual sobre Witherspoon até o fim da temporada de 2027 graças à opção de quinto ano. Ou seja, não existe urgência para concluir um acordo.

Ao mesmo tempo, também não existe muito motivo para esperar.

Com Christian Gonzalez negociando sua própria renovação e o mercado dos cornerbacks registrando aumentos praticamente todos os anos, Seattle parece ter entendido que fechar negócio agora pode evitar um investimento ainda maior no futuro.

O novo relatório de Ian Rapoport indica que essa direção já foi escolhida. Agora resta saber se Devon Witherspoon será apenas mais um integrante do grupo dos cornerbacks que recebem mais de US$ 30 milhões por temporada ou se será o próximo nome a estabelecer um novo teto para a posição.

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