A classe do Draft de 2027 começa a se desenhar como uma das mais profundas dos últimos anos, com talento distribuído em praticamente todas as posições. O grupo de quarterbacks lidera a narrativa inicial, mas o que realmente diferencia essa classe é a quantidade de playmakers no ataque e a diversidade de perfis defensivos — principalmente no front seven e na secundária. Há um equilíbrio interessante entre jogadores já altamente produtivos e alguns já poderiam ter se declarado esse ano, mas decidiram voltar.
Prospectos para ficar de olho para o Draft 2026 – Ataque
Prospectos para ficar de olho para o Draft 2026 – Defesa
Os Seahawks tem 11 picks projetadas (tínhamos 12 mas uma uam delas foi enviada para selecionarmos Beau Stephens nesse draft) mas acredito que esse número vai mudar, seja trocando por um jogador, ou trocando um jogador do atual elenco em algum momento.
Vamos lá, hoje é dia de falar de ataque!
Agora sim — mesmo padrão: desenvolvimento de verdade, contexto de jogo, projeção e sem ficar raso.
Arch Manning — QB, Texas
Arch Manning chega como o nome mais completo da classe não só pelo sobrenome, mas pelo pacote técnico que já apresenta dentro do sistema de Texas Longhorns football. Ele demonstra maturidade rara para leitura pré-snap, identificando coberturas, ajustando proteções e entendendo leverage defensivo antes mesmo do snap. Dentro da jogada, trabalha bem progressões, mantém base sólida e tem mecânica consistente, o que ajuda na precisão em diferentes níveis do campo.
Outro ponto forte é a mobilidade funcional — não é um QB corredor por natureza, mas sabe escapar da pressão, resetar os pés e atacar fora da estrutura. Isso casa perfeitamente com a NFL atual. O ponto de atenção ainda é como reage sob pressão constante: em alguns momentos, acelera decisões e perde precisão intermediária. Mesmo assim, o conjunto físico + mental + técnico coloca Manning como QB1 claro e forte candidato à primeira escolha geral se mantiver a evolução.
Dante Moore — QB, Oregon
Dante Moore é, talvez, o quarterback mais talentoso da classe em termos de braço puro. No ataque de Oregon Ducks football, ele mostra capacidade de atacar qualquer janela do campo, com velocity e confiança para fazer throws de alto nível. Sua mecânica é limpa, o release é rápido e ele consegue operar com bom ritmo quando protegido, distribuindo a bola com precisão principalmente no curto e intermediário.
O problema aparece quando a jogada quebra. Moore ainda não é consistente fora da estrutura, e sob pressão tende a forçar passes ou confiar demais no braço, o que gera turnovers evitáveis. Esse é o clássico ajuste de quarterbacks talentosos: aprender quando não fazer a jogada heroica. Se conseguir equilibrar agressividade com controle, tem teto de QB franquia e pode brigar diretamente com Manning pelo topo.
Jayden Maiava — QB, USC
Jayden Maiava é o típico quarterback agressivo que vive de big plays, algo que aparece claramente no sistema de USC Trojans football. Ele utiliza bem sua força de braço para atacar o campo verticalmente e não hesita em desafiar coberturas, o que pode ser tanto uma qualidade quanto um problema. Sua mobilidade também é um diferencial, permitindo estender jogadas e criar fora da estrutura.
O grande ponto de evolução está no processamento mental. Ele ainda demora em progressões completas e pode travar contra defesas mais complexas, além de tomar decisões precipitadas. Hoje, é mais um “playmaker” do que um operador consistente de ataque. Se evoluir na leitura e timing, pode subir bastante; caso contrário, pode acabar sendo visto como projeto de desenvolvimento na NFL.
Darian Mensah — QB, Miami
Darian Mensah traz um perfil moderno de quarterback atlético, com forte capacidade de improviso dentro do ataque de Miami Hurricanes football. Ele é perigoso fora da estrutura, conseguindo estender jogadas com scramble e mantendo os olhos no campo para encontrar alvos tardios. Esse tipo de habilidade tem sido cada vez mais valorizado na NFL.
Porém, como passador de pocket, ainda há bastante inconsistência. O timing das rotas, a antecipação e a leitura de cobertura precisam evoluir, e o braço, embora competente, não é de elite. Isso limita seu teto no momento. Se conseguir dar o salto como passador tradicional, pode virar titular; caso contrário, projeta mais como quarterback de sistema ou opção dinâmica em rotação.
Jeremiah Smith — WR, Ohio State
Jeremiah Smith é simplesmente o prospecto mais dominante da classe, independente de posição, dentro do ataque de Ohio State Buckeyes football. Ele combina tamanho, velocidade, controle corporal e técnica de forma rara, conseguindo vencer em qualquer tipo de rota. Seja em separação pura ou em bolas contestadas, ele constantemente leva vantagem sobre defensores de alto nível.
Após a recepção, Smith eleva ainda mais seu valor. Ele quebra tackles, tem visão com a bola nas mãos e transforma jogadas comuns em ganhos explosivos. O mais impressionante é a ausência de fraquezas claras no jogo. Se continuar nesse ritmo de desenvolvimento, entra na NFL com status de talento geracional, no nível dos melhores prospects de wide receiver dos últimos anos.
Ryan Williams — WR, Alabama
Ryan Williams é um dos jogadores mais elétricos da classe, atuando no ataque de Alabama Crimson Tide football. Sua principal arma é o que faz com a bola nas mãos: agilidade, mudança de direção e aceleração permitem que ele transforme recepções curtas em grandes ganhos. Ele também apresenta ótimo controle corporal para ajustar em bolas difíceis.
O ponto que ainda limita seu salto definitivo são os drops. Em momentos importantes, a inconsistência nas mãos aparece e prejudica sua produção. Isso é algo corrigível, mas precisa ser tratado. Se conseguir estabilizar esse aspecto, Williams tem perfil claro de recebedor de primeira rodada com impacto imediato como playmaker.
Ryan Wingo — WR, Texas
Ryan Wingo é uma ameaça vertical clara dentro do ataque de Texas Longhorns football. Sua velocidade força defesas a respeitarem o fundo do campo, abrindo espaço para o restante do ataque. Ele é eficiente em rotas profundas e consegue ganhar separação com facilidade em situações de um contra um.
Para subir de nível, precisa desenvolver melhor o jogo intermediário e refinar a árvore de rotas. Ainda depende muito do físico e da velocidade, o que pode limitar contra corners mais técnicos. Com evolução nesse aspecto, tem potencial para se tornar um receiver completo e não apenas um especialista em big plays.
Bryant Wesco Jr. — WR, Clemson
Bryant Wesco Jr. é um recebedor que ganha valor pela técnica dentro do sistema de Clemson Tigers football. Ele roda rotas com precisão, entende bem zonas de cobertura e sabe se posicionar para oferecer janelas seguras ao quarterback. Esse tipo de inteligência de jogo costuma traduzir bem para o próximo nível.
O problema é que a produção ainda não acompanha totalmente o talento técnico. Faltam números mais consistentes para consolidar seu status. Se conseguir transformar execução em impacto estatístico, pode subir bastante nos boards, especialmente como um receiver confiável para terceiras descidas.
Ahmad Hardy — RB, Missouri
Ahmad Hardy é um dos running backs mais produtivos da classe, sendo peça central no ataque de Missouri Tigers football. Ele combina visão, paciência e equilíbrio de contato, conseguindo constantemente ganhar jardas após o primeiro impacto. Sua consistência em alto volume de carregadas também chama atenção.
Além da produção, Hardy mostra capacidade de manter eficiência ao longo do jogo, algo essencial para backs de três descidas. Ele não depende apenas de big plays — constrói drives. Esse perfil o coloca como um dos nomes mais seguros da posição, com forte candidatura à primeira rodada.
Nate Frazier — RB, Georgia
Nate Frazier segue a tradição de running backs físicos de Georgia Bulldogs football, sendo eficiente entre os tackles e consistente em situações de contato. Ele lê bem os blocos, mantém as pernas em movimento e transforma ganhos pequenos em jardas positivas.
O que ainda limita seu teto é o impacto no jogo aéreo. Ele não é um alvo natural saindo do backfield, o que reduz seu valor em esquemas mais modernos. Mesmo assim, como corredor puro, apresenta floor alto e pode contribuir cedo na NFL.
Isaac Brown — RB, Louisville
Isaac Brown é um dos jogadores mais explosivos da classe, atuando por Louisville Cardinals football. Sua aceleração e mudança de direção são de elite, permitindo que ele crie big plays com frequência. Em campo aberto, é extremamente difícil de ser parado.
A principal preocupação está no porte físico e na durabilidade ao longo de uma temporada completa. Ele pode não aguentar alto volume de toques. Ainda assim, como arma ofensiva — especialmente em sistemas que valorizam espaço — tem potencial de impacto imediato.
Mark Fletcher Jr. — RB, Miami
Mark Fletcher Jr. oferece uma combinação interessante de tamanho e mobilidade dentro do ataque de Miami Hurricanes football. Ele consegue produzir tanto em situações físicas quanto explorando espaços, mostrando flashes de dominância em diferentes contextos de jogo.
O problema ainda é a consistência. Existem jogos em que ele assume protagonismo, e outros em que desaparece. Isso pode estar ligado à leitura de jogo e ao ritmo. Se conseguir estabilizar desempenho, tem potencial para subir bastante e se firmar como RB completo.
Kewan Lacy — RB, Ole Miss
Kewan Lacy é um verdadeiro “home run hitter” no ataque de Ole Miss Rebels football. Sua velocidade em campo aberto e capacidade de aceleração fazem com que qualquer toque tenha potencial de virar grande ganho. Ele é uma ameaça constante em jogadas desenhadas para espaço.
Por outro lado, ainda precisa evoluir no jogo físico e na consistência down a down. Nem sempre consegue produzir quando o espaço não aparece. Se desenvolver esse aspecto, pode deixar de ser apenas um playmaker situacional e virar um running back mais completo.
Jamari Johnson — TE, Oregon
Jamari Johnson é um tight end moderno dentro do sistema de Oregon Ducks football, oferecendo versatilidade como recebedor e bloqueador. Ele consegue explorar mismatches contra linebackers e safeties, sendo uma opção confiável no jogo aéreo.
Como bloqueador, ainda está em desenvolvimento, mas mostra disposição e técnica básica para evoluir. Com maior volume ofensivo e refinamento, pode se tornar uma peça importante em ataques que utilizam bastante o tight end.
Carter Smith — OT, Indiana
Carter Smith apresenta o perfil físico desejado para offensive tackle no sistema de Indiana Hoosiers football, com tamanho e comprimento adequados. Ele mostra flashes positivos em proteção de passe, especialmente quando consegue manter base e posicionamento.
O principal desafio é a consistência técnica, principalmente contra edge rushers mais rápidos. Ele ainda pode ser batido no primeiro passo. Com desenvolvimento de footwork e timing, pode evoluir para um tackle confiável.
Trevor Goosby — OT, Texas
Trevor Goosby é um dos tackles mais seguros da classe dentro de Texas Longhorns football. Ele combina tamanho, técnica e consistência, cedendo pouca pressão ao longo dos jogos. Sua base é sólida e o uso de mãos é eficiente.
Embora talvez não tenha o teto mais alto em termos atléticos, o floor é extremamente confiável. Esse tipo de jogador costuma ter transição tranquila para a NFL, podendo se tornar titular cedo e com baixo risco.
Austin Siereveld — OL, Ohio State
Austin Siereveld traz valor pela versatilidade na linha ofensiva de Ohio State Buckeyes football, podendo atuar em múltiplas posições. Ele tem tamanho, força e entendimento de jogo que permitem essa flexibilidade.
O ponto de evolução está na proteção de passe, onde ainda precisa melhorar técnica e consistência contra rushers mais rápidos. Se desenvolver esse aspecto, pode se tornar um lineman completo e extremamente valioso pela capacidade de preencher diferentes funções.
