Vencedores e perdedores dos Seahawks após o Draft de 2026

O Draft de 2026 pode não ter sido o mais chamativo para o torcedor do Seattle Seahawks, mas foi extremamente revelador. Em vez de buscar grandes manchetes, a franquia focou em ajustes pontuais, profundidade e flexibilidade de elenco — um sinal claro de que o front office acredita estar mais próximo de competir do que reconstruir.

Vencedores e Perdedores do Draft 2025 para Seattle

Vencedores e Perdedores do Draft 2024 para Seattle

Vencedores e Perdedores do Draft 2023 para Seattle

Vencedores e perdedores do Draft 2022 de Seattle

Ainda assim, toda movimentação de draft gera consequências internas. Cada escolha representa não apenas uma adição, mas também uma mensagem sobre quem está seguro, quem precisa provar mais e quem pode estar com os dias contados no elenco.


Vencedores

Olu Oluwatimi (C)

Esse é quase um vencedor disfarçado, ou que pode facilmente virar um dos perdedores do Draft. Ele era visto como um possível ativo a ser trocado e recuperar algum draft stock. Ele permaneceu em Seattle, seja por falta de interessados, seja por vontade do Front Office, então, ele segue como o reserva imediato de Jalen Sundell, uma vez que nenhum center também não foi draftado, sequer entre os UDFAs.

Tyrice Knight (LB)

Knight poderia facilmente ter sido pressionado por uma nova adição — mas isso não aconteceu. O silêncio do front office na posição de linebacker funciona quase como um voto de confiança. Agora, cabe a ele transformar essa “sobrevida” em produção dentro de campo. O caminho está aberto e ele é basicamente o único LB que temos depois da dupla titular.

Jared Ivey (EDGE) e Connor O’Toole (EDGE)

O grupo de pass rush não recebeu reforços relevantes via draft mesmo com a saída de Boye Mafe e a incerteza na continuidade de Demarcus Lawrence, além do último ano de Uchenna Nwosu, e isso muda completamente o cenário para Ivey. Ele deixa de ser apenas mais um nome na rotação e passa a ter uma oportunidade concreta de assumir snaps importantes. Em um sistema que valoriza pressão constante, esse tipo de espaço pode ser decisivo.

O’Toole segue a mesma lógica de Ivey, mas talvez com ainda mais margem para crescer. Sem novos concorrentes diretos chegando, ele entra na offseason sabendo que seu desempenho nos treinos e na pré-temporada pode levá-lo a um papel muito maior do que o esperado inicialmente, ao menos até o time trocar ou contratar uma opção com mais rodagem.


Perdedores

Christian Haynes (OG)

A chegada de Beau Stephens é quase uma certeza de corte para Haynes. A torcida sonha com o dia que Anthony Bradford não seja mais o titular e Haynes não foi capaz de nos proporcionar isso. Foi um grande desperdício de terceira rodada, tentaram colocá-lo como center, mas sem muito sucesso. O corte deve acontecer em algum momento a não ser que algum time maluco queira trocar por ele, mas a certeza é que, salvo lesões, ele não deve estar entre os 53 finais.

Noah Igbinoghene (CB) e Nehemiah Pritchett (CB)

A secundária foi claramente um alvo de reforço com 1 safety e 3 CBs, e isso não é uma boa notícia para Igbinoghene e Pritchett. Em um grupo que busca mais juventude e consistência, ele passa a ser visto como dispensável. A margem de erro agora é mínima. Pritchett entra na mesma equação, mas com menos margem ainda. Com mais opções disponíveis, o nível de exigência sobe — e qualquer oscilação pode custar caro. Ele precisa se destacar rapidamente para não ser ultrapassado na hierarquia.

Os dois não tem experiência de titular recorrente, principalmente Pritchett que basicamente toda vez que foi acionado foi queimado de forma vergonhosa em algum momento.

Kenny McIntosh (RB), George Holani (RB) e qualquer outro aspirante a RB3

O backfield ofensivo ficou mais competitivo, e McIntosh é um dos principais impactados. Sem nunca ter se firmado completamente, ele agora vê seu caminho ainda mais difícil depois de basicamente dois anos mahucado. O espaço diminuiu, e a pressão aumentou. John Schneider passou a offseason inteira falando bem de Holani, apenas para dar um grande reach em um RB na primeira rodada.

Price deve ser o RB1, Charb o RB2 quando voltar de lesão e isso faz com que Wilson entre na disputa pela vaga de RB3 e ele é um concorrente decente que Holani nunca teve nessa disputa.


Conclusão

O Draft de 2026 dos Seahawks não foi sobre transformar o time da noite para o dia — foi sobre ajustar engrenagens. E, muitas vezes, são esses ajustes que definem o sucesso de uma temporada.

Seattle parece confortável com sua base, mas deixou claro onde quer evolução. Para alguns jogadores, isso significa oportunidade. Para outros, um aviso direto: o tempo para se provar está acabando.

No fim das contas, o verdadeiro impacto desse draft não será medido apenas pelos calouros — mas por quem já estava no elenco e agora precisa responder.

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