Senhora e senhores, respeitáveis leitores do Rapinas do Mar… Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que voltamos ao prévias da semana. Normalmente todo começo de temporada falo sobre como a offseason é longa, invernal e tenebrosa, mas essa última em específico foi completamente diferente. Parece que dia 8 de Fevereiro de 2026 foi ontem. Parece que se passaram apenas 24 horas que Julian Love deu o último tackle, o cronômetro foi a zero, e o Seattle Seahawks levantou o seu segundo Super Bowl da sua história.
Quis o destino (e principalmente o Roger Goodell) que nosso primeiro adversário fosse exatamente o mesmo do jogo da nossa grande conquista. O gigante do pacífico noroeste iniciará sua jornada para defender seu título contra o New England Patriots, no dia 9 de Setembro em pleno Lumen Field. A partida irá ocorrer nas 21:20 horário de Brasília, e terá transmissão com imagens para o Brasil através do Sportv 3. A narração, obviamente, fica por conta da Rapinas TV no Youtube, com a belíssima voz de João Neves e os comentários deste que vos escreve.
O primeiro encontro entre as duas equipes foi no ano de 1977, o Seattle Seahawks que ainda engatinhava NFL, foi derrotado por 31×0. Já o encontro mais recente… Tenho certeza que foi um dias mais especiais das vidas de cada um de vocês que está lendo esse texto. Jamais esqueceremos o quê a Dark Side fez naquele dia.
Sem perder mais um segundo sequer vamos iniciar a primeira prévia da temporada de 2026!!Mas será que as coisas mudaram tanto assim?
Preocupações com o nosso ataque.
Há exatos 213 dia, no Levi’s Stadium em Santa Clara, Califórnia (Também conhecida como nossa segunda casa) o Seattle Seahawks teve seu primeiro snap ofensivo no SuperBowl com a seguinte formação:
QB: Sam Darnold.
RB: Kenneth Walker.
TE: Aj Barnner, Eric Saubert.
WR: Jaxon Smith-Njigba, Cooper Kupp.
OLs: Charles Cross, Grey Zabel, Jalen Sundell, Anthony Bradford, Abraham Lucas.
Como você meu caro leitor pode perceber tirando o nosso running back, que seria o MVP do Super Bowl, o nosso time entrando na nova temporada será rigorosamente o mesmo, porém há uma mudança que mesmo amplamente discutida ainda penso seu peso foi subestimado, não só por nós torcedores do próprio time, mas também por todos os fãs de NFL.
Obviamente estou falando do homem que está por trás da escolha das jogadas a serem executadas no nosso ataque, e aqui vamos voltar um pouco atrás para um curto e necessário contexto. Em seu primeiro ano como treinador principal na NFL Mike Macdonald apostou em Ryan Grubb. Um coordenador de muito sucesso no College Football, mas sem experiência suficiente no nível profissional, como todos nós sabemos, não deu certo.
Na offseason passada ao se ver novamente na busca de um comandante para o ataque se viu em meio a uma indecisão. Contratar Grant Udinski, um jovem sem experiência mas com grande potencial, ou Klint Kubiak, alguém já rodado na liga e muita bagagem chamando as jogadas. Nosso Head Coach optou pela segunda opção, como todos nós sabemos, deu muito certo. Agora, caminhando para o terceiro ano, e precisando do seu terceiro coordenador ofensivo diferente, Macdonald mais uma vez escolhe em Fleury, alguém que não tem experiência em chamar jogadas.
A pergunta que fica é: Isso vai nós atrapalhar?
A resposta dessa primeira pergunta (Especificamente para essa partida contra os Patriots) é provavelmente sim. Não porque pessoalmente ache o Brian Fleury um péssimo técnico ou coisa do tipo. Mas porque é natural que um cara sem repertório anterior nenhum leve um tempo para se adaptar a nova função, são erros que acontecem, somos humanos. O problema é que com um elenco competitivo como o nosso e em uma NFC Oeste que promete ser mais apertada do que nunca, talvez não tenhamos espaço para absorver esses erros.
Do outro lado do campo.
Depois ser completamente dominado por Sam Darnold e companhia e principalmente pela atuação incrível da Dark Side, o New England Patriots decidiu que precisava se reforçar para ser competitivo novamente. Na linha ofensiva a equipe de Boston contratou o guard Alijah Vera-Tucker, passando assim Jared Wilson (Aquele mesmo que foi tratorado pro Rylie Mills) para sua posição orignal de Center. O corpo de Wide Recivers foi reformulado saíram: Stefon Diggs e Kayshon Boutte. Para seus lugares, nosso rival trocaram uma escolha de quinta e outra escolha de primeira rodada pelos serviços de AJ Brown, que apesar do seu temperamento esquentado e de diva, ainda pode ser um jogador muito produtivo. O time da Nova Inglaterra também contratou Romeu Doubs que estava no Green Bay Packers.
Do lado defensivo também houve transformações. Quem saiu dessa vez foi o Outside Linebacker K’Lavon Chaisson, que foi a caminho dos Washington Commanders. Para seu lugar os patriotas contrataram o versátil Dre’Monte Jones, sim aquele mesmo torcedor, que foi contratado por uma fortuna pelo Seattle Seahawks de Pete Carroll e simplesmente não jogou nada. Outra saída também foi do Safety Jaylinn Hawkins que viajou até o Baltimore Ravens. O substituto escolhido foi o mais que veterano, três vezes Pro Bowl e três vezes All Pro Kevin Byard que liderou a National Football League em interceptações ano passado com 7.
Com essas alterações e permanências dos dois lados, o quê exatamente devemos fazer para repetir o resultado de meses atrás?
Duelos e Chaves da partida.
Do lado ofensivo da bola, penso que tudo vai depender do quanto nosso ataque vai conseguir ser efetivo correndo com a bola. Essa foi nossa grande força motriz no ano passado e ao que tudo indica, nosso esquema de ataque vai ser novamente baseado nessa dimensão ofensiva. Sim, vai ser muita pressão no nosso calouro Jadarian Price, que irá fazer sua estreia no futebol americano profissional, já que o mesmo nem estreou na pré-temporada depois de lidar com lesões no tranning camp. Sim, eu sei que é muita pressão no calouro, mas ele foi um Runningback escolhido na primeira rodada, ele tem que ter impacto imediato no campo.
No jogo aéreo, Sam Darnold precisa principalmente limitar os erros e escapar da partida sem nenhuma interceptação. Além disso, distribuir os passes será fundamental para escapar do excelente Conerback da Nova Inglaterra, Cristian Gonzalez (Principalmente com o jogador querendo mostrar serviço devido a sua renovação). Tenho bastante confiança que Jaxon Smith-Njigba irá continuar sendo um jogador de altíssimo nível, mas com Cooper Kupp um ano mais velho, espero que Rashid Shaheed finalmente assuma seu lugar como segundo recebedor consolidado da equipe.
Outra expectativa que eu tenho para a partida é AJ Barner. O dono do nosso único touchdown ofensivo do Super Bowl pode ser uma arma interessante, devido ao frágil grupo de Linebackers dos Patriots e como Fleury foi o treinador de Tight Ends do San Francisco 49ers é esperado que ele dê mais ênfase a essa posição.
Na defesa tudo vai depender de quanto vamos conseguir pressionar Drake Maye. O segundanista tem a missão difícil de repetir o desempenho do ano passado e deixa-lo desconfortável no pockett. Então Derick Hall, Demarcus Lawrence, Uchena Nwosu e o recém chegado Dante Fowler poderão ser fator decisivo ao longo de todo partida. Na secundária o que preocupa mais são as lesões. No momento que esse texto foi escrito Ty Okada não participou dos treinos da semana e Nick Emmawori e Julian Neal treinaram de forma limitada e diferente do no passado, não penso que temos talento profundo o suficiente pra suprir esses possíveis desfalques. Dentro disso, nossa meta deve ser limitar os adversários, adotando uma postura mais conservadoras nas chamadas.
Ganhamos temporada passado, foi muito bom, muito especial e sem dúvida nenhuma, entrou para a história. Mas a NFL não permite comemorar muito. Tudo vai começar de novo, novos heróis, novos vilões, novas histórias. No fundo a graça do esporte é justamente essa. Apertem o cintos, vai começar mais uma volta da montanha-russa que é a National Football League.
