Brian Fleury está cercado de nomes experientes

Quando Mike Macdonald promoveu Brian Fleury ao cargo de coordenador ofensivo, a principal dúvida não era sobre seu conhecimento do esquema ofensivo, mas sim sobre sua falta de experiência na função. Aos 38 anos, Fleury nunca havia comandado um ataque na NFL, e assumir essa responsabilidade em uma franquia que busca voltar aos playoffs representa um desafio considerável.

No entanto, os Seahawks parecem ter pensado justamente nisso ao montar sua comissão técnica para 2026. Embora Fleury seja um estreante como offensive coordinator, ele estará cercado por treinadores que acumulam décadas de experiência em diferentes áreas do ataque, desde a linha ofensiva até o desenvolvimento de quarterbacks, passando pelo jogo terrestre e pela preparação estratégica dos adversários.

Essa estrutura pode ser um dos fatores mais importantes para facilitar sua transição ao novo cargo.

Brian Fleury, Coordenador Ofensivo

Antes de chegar ao cargo de coordenador ofensivo dos Seahawks, Brian Fleury construiu uma trajetória pouco convencional. Após atuar em Towson como assistente e coordenador de special teams, tornou-se coordenador defensivo em Sacred Heart antes de ingressar nos 49ers.

Em San Francisco, trabalhou inicialmente no controle de qualidade da defesa, depois fez a transição para o ataque, passou a atuar com os tight ends e, posteriormente, assumiu também a coordenação do jogo terrestre. Essa experiência dos dois lados da bola lhe deu uma visão ampla do futebol americano, mas nenhuma dessas funções exigia comandar toda uma ofensiva ou assumir a responsabilidade pelas chamadas durante os jogos.

É justamente por isso que a experiência da comissão ao seu redor pode ser determinante durante seu primeiro ano no cargo. Cercado por treinadores que já ocuparam cargos de coordenador, head coach e especialistas em diferentes áreas da ofensiva, Fleury poderá dividir responsabilidades e acelerar seu processo de adaptação sem precisar carregar sozinho todo o peso de comandar um ataque da NFL.

John Benton, Senior Offensive Assistant e Treinador da Linha Ofensiva

John Benton é o treinador mais experiente da comissão ofensiva de Seattle.

Sua carreira começou no futebol universitário antes de ingressar na NFL, onde passou por Rams, Texans, Dolphins, Jaguars, 49ers, Jets e Saints, sempre trabalhando com linhas ofensivas.

Além de comandar tecnicamente a unidade, Benton chega aos Seahawks como Senior Offensive Assistant, função que o coloca como um dos principais conselheiros de Brian Fleury. Sua experiência na montagem de esquemas de bloqueio, ajustes de proteção ao quarterback e desenvolvimento do jogo terrestre permite que o coordenador ofensivo tenha um veterano para discutir decisões técnicas e estratégicas durante toda a semana.

Para um OC estreante, poucos apoios poderiam ser mais valiosos.

Thomas Hammock, Senior Offensive Assistant

Ex-running back de Northern Illinois, Thomas Hammock iniciou sua carreira como treinador no futebol universitário antes de chegar aos Ravens, onde trabalhou como treinador de running backs e assistant head coach.

Depois disso, assumiu Northern Illinois como head coach durante sete temporadas, sendo responsável por todos os aspectos do programa.

Essa experiência faz de Hammock um dos profissionais mais completos da comissão ofensiva. Além de contribuir com o desenvolvimento do jogo terrestre, ele conhece os desafios de liderar uma equipe, administrar uma comissão técnica e tomar decisões sob pressão. Essa bagagem pode servir como um importante ponto de apoio para Fleury durante sua primeira temporada como coordenador ofensivo.

Justin Outten, Run Game Coordinator

Justin Outten talvez seja quem melhor compreenda os desafios que Brian Fleury enfrentará.

Sua trajetória começou no futebol colegial e universitário antes de passar por Falcons, Packers, Broncos e Titans.

Em Denver, Outten ocupou o cargo de coordenador ofensivo, vivenciando exatamente as responsabilidades que agora passam para Fleury.

Nos Seahawks, será responsável pela coordenação do jogo terrestre, liderando a elaboração desse setor da ofensiva e trabalhando em conjunto com a linha ofensiva e os running backs. Isso permite que Fleury distribua responsabilidades para alguém que já ocupou sua função e entende a carga de trabalho exigida de um coordenador ofensivo.

Jake Peetz, Passing Game Coordinator e Treinador dos Quarterbacks

Jake Peetz construiu uma carreira bastante diversificada, passando por Jaguars, Washington, Raiders, Alabama, LSU e Rams antes de chegar a Seattle.

Ao longo desse caminho, trabalhou diretamente com quarterbacks, recebedores e coordenação ofensiva, acumulando experiência tanto na NFL quanto no futebol universitário.

Como Passing Game Coordinator e treinador dos quarterbacks, será responsável por desenvolver o jogo aéreo, preparar Sam Darnold e colaborar na construção do plano ofensivo semanal. Isso permite que Fleury tenha um especialista dedicado exclusivamente ao ataque pelo ar, facilitando a distribuição das responsabilidades dentro da comissão.

Daniel Stern, Pass Game Strategist

Daniel Stern tem uma trajetória diferente da maioria dos treinadores da comissão.

Sua carreira começou no departamento de pesquisa e desenvolvimento dos Ravens, onde trabalhou com análise de dados, tendências da liga e estudo de adversários antes de migrar para funções diretamente ligadas ao ataque.

Como Pass Game Strategist, sua responsabilidade vai muito além de sugerir jogadas. Stern participa da elaboração do plano semanal, identifica padrões das defesas adversárias, analisa coberturas, auxilia na construção do script inicial das partidas e fornece informações estratégicas para Brian Fleury e Jake Peetz durante toda a preparação.

Enquanto Fleury coordena toda a ofensiva, Stern atua nos bastidores oferecendo informações que ajudam a construir um plano de jogo mais eficiente e adaptado ao adversário da semana.

Veredito

Brian Fleury será o responsável pelas decisões finais e pelo desempenho da ofensiva dos Seahawks. Essa responsabilidade não muda pelo fato de estar cercado por treinadores experientes.

O que muda é o ambiente em que ele iniciará sua carreira como coordenador ofensivo.

John Benton traz mais de três décadas treinando linhas ofensivas na NFL. Thomas Hammock já liderou um programa universitário como head coach. Justin Outten conhece a rotina e a pressão de um coordenador ofensivo. Jake Peetz assume o desenvolvimento do jogo aéreo e dos quarterbacks, enquanto Daniel Stern acrescenta uma abordagem estratégica baseada em análise detalhada dos adversários.

No fim das contas, Fleury não precisará ser especialista em todas as áreas do ataque. Sua função será integrar o trabalho de profissionais altamente experientes e tomar as decisões finais aos domingos. Para um coordenador de primeira viagem, é difícil imaginar uma estrutura de apoio muito mais completa do que a que Mike Macdonald montou para a temporada de 2026.

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