Investidores ligados aos 49ers e Celtics entram na disputa pela compra do Seattle Seahawks

A venda do Seattle Seahawks começa a ganhar contornos de uma verdadeira batalha bilionária. Novos grupos de investidores surgiram como fortes candidatos para assumir a franquia após o início oficial do processo conduzido pelo espólio de Paul Allen.

Entre os nomes mais comentados estão Vinod Khosla, investidor minoritário do San Francisco 49ers, e a dupla formada por Aditya Mittal e Wyc Grousbeck, figuras ligadas ao Boston Celtics.

A situação chama atenção porque Khosla atualmente possui participação nos 49ers, principal rival de divisão dos Seahawks. Caso avance com sucesso na compra da franquia de Seattle, ele provavelmente precisaria vender sua participação em San Francisco devido às regras de propriedade da NFL.

Khosla é conhecido no setor de tecnologia por ser cofundador da Sun Microsystems e possui fortuna estimada em mais de 14 bilhões de dólares. Sua entrada na disputa mostra o tamanho financeiro envolvido na venda dos Seahawks, que pode estabelecer um novo recorde para franquias esportivas norte-americanas.

Do outro lado aparece um grupo com experiência recente no esporte profissional. Aditya Mittal, CEO da gigante siderúrgica ArcelorMittal, se uniu ao ex-controlador do Celtics, Wyc Grousbeck, para montar uma proposta formal pela equipe. Os dois já enviaram uma carta de interesse à Allen & Company, empresa responsável por coordenar a venda.

Mittal ficou conhecido recentemente após investir cerca de 1 bilhão de dólares na aquisição do Celtics em 2025. Já Grousbeck construiu reputação sólida durante sua passagem como principal proprietário da franquia de Boston, período no qual a equipe conquistou dois títulos da NBA.

Segundo os relatórios, caso a proposta vença, Grousbeck teria papel ativo na administração diária dos Seahawks, inclusive passando parte do tempo em Seattle, já que Mittal vive em Londres.

Toda essa movimentação acontece poucos meses depois de o espólio de Paul Allen anunciar oficialmente que os Seahawks seriam colocados à venda. A decisão segue uma diretriz deixada pelo cofundador da Microsoft antes de sua morte, em 2018: eventualmente vender seus ativos esportivos e direcionar os recursos para ações filantrópicas. Desde então, Jody Allen vinha comandando a franquia.

O momento da venda também aumentou ainda mais o valor da equipe. Seattle acabou de conquistar o segundo Super Bowl de sua história, o que elevou o interesse de investidores e fortaleceu projeções de uma negociação histórica. Analistas acreditam que o preço final possa ultrapassar facilmente os 8 bilhões de dólares — e alguns relatórios apontam números entre 9 e 11 bilhões.

Isso colocaria os Seahawks acima da venda do Washington Commanders, negociado por 6,05 bilhões em 2023, atualmente o maior valor já pago por uma franquia da NFL.

Além dos grupos já revelados, rumores anteriores também citaram nomes gigantes da tecnologia, como Meta
CEO Mark Zuckerberg e Apple executivo Tim Cook como possíveis interessados, embora existam informações conflitantes sobre o real nível de envolvimento deles no processo.

Independentemente de quem vença a disputa, uma coisa parece certa: os Seahawks estão caminhando para entrar em uma nova era. Depois de quase três décadas sob a influência da família Allen, a franquia deve passar por uma das mudanças mais importantes de sua história — e talvez pela venda mais cara que a NFL já viu.

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