Raio-X: Corrida.

Era Domingo, 4 de Outubro de 2026, por volta das 17:25 horário de Brasília. Enquanto grande parte do nosso Brasil estava acompanhando a marcha das apurações das eleições nacionais, as pessoas que realmente se preocupam com assuntos mais importantes estavam na frente das telas para assistir Seattle Seahawks x Los Angeles Chargers. Depois de uma decepcionante e dolorida derrota contra o Washigton Commanders era esperado que a equipe se recuperasse de uma vez e retornasse ao bom caminho da vitórias com uma atuação absoluta contra um rival que está afundado em crises e mais crises.

Pois bem, isso tudo descrito acima realmente aconteceu, mais apenas no primeiro tempo, definitivamente não fomos capazes de lidar bem com a vantagem e controlar o restante da partida. Tudo isso garantiu uma generosa dose de emoção e ansiedade a nós torcedores. Mas não fim o quê realmente vai contar é o +1 na coluna de vitórias, que se mostrou cada vez mais necessário devido as vitórias de San Francisco 49ers e Los Angeles Rams.

É justamente se utilizando dessa temática de corrida e da divisão que vamos, nesse Raio-X de hoje, analisar os aspectos da partida e da temporada até aqui do nosso gigantesco Seattle Seahawks. Sem perder mais um segundo sequer, vamos começar!

 

 Maratona.

 

Você meu caro leitor, deve conhecer a maratona como a prova de corrida mais longa das olimpíadas modernas, sendo disputadas pela primeira vez em 1896, mas você sabia que sua inspiração é muito mais antiga? Segundo a tradição, em 490 a.C., durante as Guerras Médicas, os gregos derrotaram os persas na Batalha da Planície de Maratona. Depois da vitória, um mensageiro chamado Fidípides teria sido enviado até Atenas para anunciar o resultado. A distância percorrida por Fidípides era de aproximadamente 4o quilômetros, distância similar do que veio a se tornar a distância oficial a ser percorrida na prova olímpica. A maratona moderna é a prova mais longa do atletismo, sua longa distância pede ao participante um combinação de resistência, força mental e velocidade para se sair vencedor e cá para nós… Uma partida de futebol americano não é tão diferente assim.

Tanto pra defesa, quanto por ataque é extremante desgastante jogar futebol americano é preciso estar totalmente concentrado pelos quinzes minutos dos quatro quartos pra uma equipe garantir um bom desempenho e consequentemente a vitória. O problema é que até aqui na temporada, estamos longe de fazer isso.

Vamos usar a frieza dos números para nos auxiliar. Contra o New England Patriots, na estreia, o primeiro tempo terminou 7×0 para o nosso adversário. No segundo jogo, fora de casa contra o Arizona Cardinals, a parte inicial da partida terminou, o placar marcava um acirrada 7×7. Contra os Commanders estivemos atrás o tempo inteiro e enfrentando os Chargers tomamos os 17×10, incluindo um 10×0 no último quarto. Observando por esse olhar fica óbvio que não estamos jogando a partida completa. Mesmo sendo favoritos, tivemos dificuldade de transformar isso em imposição pelos sessenta minutos corridos do relógio.

Agora imagina por acaso, Fidípides por algum motivo para no meio do caminho para Atenas, a vitória dos gregos não teria anunciada, e o pânico seria espalhado na cidade. Se não jogarmos a partida inteira a chance de vittória diminui consideravelmente.

 

100 metros rasos.

Na exata antítese do maratona, o 100 metros rasos é a prova mais rápida do atletismo. O recorde mundial na prova é de apenas 9.58 segundos do lendário Usain Bolt. Para se ter ideia da velocidade que se é atingida, uma pessoa comum percorre a mesma distancia em caminhada em cerca de 1 minuto e 20 segundos. Ao contrario da maratona que valoriza a resistencia e resiliência, o 100 metros busca a todo custo, agilidade e a necessidade acerto quase instantâneo de ajustes durante a corrida.

É justamente por isso que separo essa sessão para falar sobre o jogo corrido, pois minha ideia inicial era falar das QUATORZE faltas para um total de CENTO E CINQUENTA JARDAS, mas achei um pouco obvio demais afirmar o quão absurdo e prejudicial foi, além disso, no primeiro Raio-X da temporada, contra o New England Patriots esse tema já foi bem abordado. Então juntando a ida de Jadarian Price pra reserva de machucados e frustrada chegada de Joe Mixon, fica claro que o Seattle Seahawks precisa e está a procura de novo runningback e como tudo parece de maneira bem afobada.

Aqui não questiono o elefante na sala que é a não renovação do Kenneth Walker, mas lá em Março já se sabia que o MVP do Super Bowl não jogaria. Em janeiro já se tinha conhecimento da lesão de Zach Charbonett, a falta de um plano alternativo fez com que a equipe fosse obrigada a dar um reach na posição na primeira rodada e colocar toda a responsabilidade em cima de um calouro. A outra opção foi o Emanuel Wilson que até chegar aqui, foi titular em duas partidas na carreira.

Agora com a lesão de Price buscamos as pressas outra figura que possa contribuir para o backfield, o máximos que conseguimos até o momento foi Robert Henry Jr. Ainda não acho que seja suficiente. Continuamos correndo os 100 metros para melhorar algo que já poderia ser pensado previamente.

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