Raio-X: Fábulas

Domingo, duas horas da tarde horário de Brasília. Todos nós apaixonados por futebol americanos nos sentamos em frente a televisão, celular, ou computador para assistirmos nosso time preferido jogar. Um cenário completamente tranquilo para um resto de dia tranquilo. Somado a isso, tínhamos nada mais, nada menos que DOZE vitória seguidas certo? Na última partida tinha sido um triunfo avassalador contra um rival de divisão certo? ERRADO OTÁRIO (Se você não entendeu procure por “Choque de Cultura” no google) foi um dos jogos mais torturante da história recente do Seattle Seahawks.

Fora de casa contra o Washington Commanders, fomos completamente dissecados pelo grande veterano Marcus Mariota, sofremos uma pick and six do terceiro linebacker reserva do adversário, nosso runningback escolhido na primeira rodada do draft sofreu o segundo fumble em três partidas como profissional (Rashad Penny é você?).

Analisando as derrotas da temporada passada nenhuma passa nem perto de ser tão ruim como essa, perdemos para um Tampa Bay Buccanners em seu melhor momento e  para um time equivalente em termos de força de elenco no Los Angeles Rams.

O momento pede calma e reflexão para evitar reações exageradas e conclusões precipitadas. Mas como e quais conclusões podemos tirar da partida? Para atingirmos essa objetivo, convido vocês meus caros leitores a revisar as fábulas, aquelas histórias curtinhas que sempre tem uma boa lição de moral. Sem perder um segundo sequer, vamos começar!

 

A Lebre e a Tarturaga.

Uma das fábulas mais famosas da história e provavelmente aqui você já a conhece, mas caso não, aqui vai um breve resumo:

 “Uma lebre, muito orgulhosa de sua velocidade, zombou da lentidão de uma tartaruga e aceitou o desafio de disputar uma corrida. No início, a lebre ficou muito à frente e, por acreditar que venceria facilmente, decidiu descansar e acabou adormecendo. Enquanto isso, a tartaruga continuou caminhando lentamente, sem parar, até chegar à linha de chegada. Quando a lebre acordou e tentou alcançá-la, já era tarde demais, e a tartaruga venceu a corrida. A fábula ensina que a persistência e a constância podem ser mais importantes do que a velocidade e o excesso de confiança. “

Essa fábula escrita pelo famoso Esopo, na minha opinião, pode facilmente retratar o que se passou com a nossa defesa na última partida. Nos éramos amplos favoritos,  nomes reconhecidos por toda liga, nossa linha defensiva completa enfrentando um linha ofensiva dos Commanders que estava desfalcada. E mesmo assim não conseguimos ser minimamente efetivos na pressão ao quarterback. Marcus Mariota tinha tempo para fazer absolutamente o que ele quissese. Esse tempo gerou um desempenho 183 jardas e 3 touchdowns. Não consigo aqui afirmar que estávamos muito confiantes e que isso gerou uma performance ruim, mas com certeza eu posso afirmar que não entramos com o nível de concentração mais alto possível. Conerbacks lentos, Safety  sempre atrasados (Lembrando que estávamos com os reservas) e Linebackers desatentos, erros de cobertura, tudo isso abre margem para a interpretação da lebre.

É justamente essa possível confiança excessiva que nos faz entrar em uma partida de temporada regular com Nemiah Prichett e Josh Jobe como Conerbacks confiando que a qualidade esquema vai se sobre sair os talento individuais.

Mas provavelmente provavelmente estou cometendo um erro em comparar nossa defesa a uma lebre, afinal definitivamente toda a nossa unidade se pareceu muito mais como uma tartaruga do que com uma lebre.

 

Galinha dos ovos de ouro.

Em uma fábula menos famosa, mas que ainda muito interessante para ilustras nossa situação.

Um corvo encontrou um pedaço de queijo e pousou em uma árvore para comê-lo. Uma raposa, que passava pelo local, interessada no alimento, começou a elogiá-lo e a destacar sua beleza e seu talento para cantar. Orgulhoso com os elogios, o corvo abriu o bico para cantar e deixou o queijo cair. A raposa rapidamente pegou o alimento e fugiu. O corvo percebeu, então, que havia sido enganado por sua própria vaidade. A fábula ensina que devemos ter cuidado com elogios exagerados.

Se a sessão acima foi bem negativa e reconhecendo a atuação ruim, nessa parte vamos equilibrar um pouco as coisas. Somos os atuais campeão do Super Bowl, e como já foi citado anteriormente, estávamos com doze vitórias seguidas, em algum momento teríamos que perder. Essa derrota inesperada iria chegar em algum momento. As vezes é importante ter um percalço desse no caminho para poder recalcular a rota. Se sempre as raposas desatacam apenas seus aspectos positivos, é difícil identificar quais os aspectos você está errando. Isto é enquanto estávamos apenas vencendo, é muito mais trabalhoso perceber falhas que ocorrem durante as partidas e acabam mascaradas pelo resultado positivo.

Obviamente, o ideal é sempre corrigir os erros com vitória, mas a derrota podem criar um bom senso de urgência em relação a tudo. Por exemplo, no jogo corrido, nosso melhor desempenho ter 15 jardas nos quatro quartos da partida é completamente absurdo, ainda mais considerando que 11 das 15 foram conquistadas em uma corrida só. É preciso revisar jogadores e chamadas. Outro ponte que pode precisar de mais atenção são os conerbacks. Depois de enfrentar um corpo de recebedores minimante qualificado, tivemos muita dificuldade, talvez seja caso de consultar a NFL sobre uma resposta sobre o caso Terrion Arnold.

Muito elogios também são ruins, as vezes tudo que precisamos é perceber que somos mortais para que os corvos, ou melhor, para que as Rapinas do Mar voltem a traçar voos mais altos.

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