Falaaaaa galera do Rapinas do Mar e torcedores do Seattle Seahawks!!! Bem-vindos a mais fantástico texto de Raio-X!!! Que semana tranquila não é mesmo? Nós definitivamente merecemos isso depois de passarmos por fortes emoções quinta-feira a noite. Em um dos jogos mais maluco da nossa história o Seattle Seahawks derrotou o Los Angeles por 38×37 na prorrogação com direito a conversão de dois ponto para a vitória. Será uma daquelas partidas que vai ficar na história e no coração de cada torcedor. (Para você que não assistiu teve um belo pós jogo na rapinas TV, link abaixo)
Com o triunfo no jogo mais importante do ano até o momento, assumimos de forma isolada a liderança não só da divisão oeste da NFC, nas também de toda conferência nacional. É isso mesmo torcedor depois de seis anos, o Seattle Seahawks ocupa novamente a ponta da conferência nacional, a famosa seed #1. Com a folga na primeira rodada do playoffs dependendo apenas das nossas próprias forças, vamos aqui nesse Raio-X tentar entender quais foram os aspectos mais importantes desse momento tão importante.
Elementos da virada.
O futebol americano é basicamente composto por três fases: Ataque, defesa e times especiais. Na partida contra o Los Angeles Rams cada uma delas teve o seu protagonismo. E vamos ver como elas se complementaram e viraram um ciclo que nos levaram a vitória.
Ataque
O ataque, passou muito tempo engasgado. Depois de uma primeira campanha quase perfeita, com direito a screen pass de mais de QUARENTA E CINCO jardas para Kenneth Walker, que mais terminaria mais tarde com uma corrida de Zach Charbonnett, foi um primeiro tempo de tragédia.
Erros sucessivos, chamadas ruins de Klint Kubiak e execuções piores ainda. A primeira campanha do segunda tempo da esperança com Walker fazendo uma grande jogada mais uma vez. Dessa vez explodindo para uma linda corrida para cinquenta e cinco jardas. Mas também foi isso, até o quarto período tudo que vimos foram interceptações e jogadas ruins de Sam Darnold.
Times especiais.
Esse é o momento que os times especiais aparecem, a final não trocamos uma quinta e uma quarta rodada para o New Orleans Saints por um jogador que apenas possa contribuir em apenas uma fase do jogo. Vamos fazer uma pequena recapitulação.
O placar marcava 30×14 para o Los Angeles Rams. Faltavam oito minutos e doze segundos para o fim da partida. Sam Darnold tinha acabado de lançar sua segunda interceptação da partida, um passe bem feio, no qual claramente faltou processamento depois do snap para ver o defensive tackle adversário recuando na cobertura do passe. O estádio estava murcho, torcedores desistindo, e certos canais do youtube fechando lives. Quando ninguém mais esperava Rashid Shaheed aparece retornando um punt para touchdown. Foi o divisor de águas. Nesse momento ficou nítido que a energia mudou, estávamos confiantes e próximos da virada.
Defesa.
A grande jogada dos times especiais deu a energia necessária para a defesa finalmente chegar no jogo. Precisamos ser sinceros nessa momento. Em boa parte da partida Sean McVay e Matthew Stanfford acabaram com a nossa defesa. Essa combinação de gênio ofensivo mais quarterback jogando em nível é extremamente perigosa e difícil de ser combatida. O uso de personel 13 (Um runningback e três tighend) resultou no pior jogo da nossa defesa no ano (Contra o Tampa Bay Buccaneers não estávamos saudáveis). Foi o terceiro melhor jogo da carreira de um jogador draftado em 2009, atualmente com 37 anos. O principal wide reciver da equipe teve DUZENTAS E VINTE E CINCO JARDAS. Mas com tudo isso, sendo verdade ainda tivemos os nossos momentos.
Quando Shaheed retornou o punt para tochdown, a defesa que já tinha forçado a saída do ataque adversário de campo momentos antes ganhou uma energia diferente. A pressão começou a chegar com muito mais eficiência, e mesmo que terminando a partida sem levar o quarterback adversário uma vez ao chão, começamos a punir Stafford fisicamente com vários hits e hurries (Como no vídeo acima)
. Obviamente na prorrogação fomos amassados novamente, mas aquelas quatro campanhas do quarto derradeiro era tudo que precisávamos naquele momento. Era tudo que precisávamos ataque que outra parte do time reassumisse o controle da partida.
Ataque.
Depois que a defesa não segurou o Los Angeles Rams na primeira campanha da prorrogação, nosso ataque liderado por Sam Darnold tinha a obrigação de marcar um touchdown. Ainda sob muita desconfiança o nosso quarterback camisa #14 teve um dos seus drives mais tranquilos da temporada. Muito calmo dentro do pocket tomou sempre as melhores decisões possíveis. Jogou a bola fora quando tinha que jogar, lançou sob pressão quando foi necessário, tomou pancada no último momento para esperar o recebedor se desmarcar.
Ele marchou o campo inteiro com tanta confiança que ninguém duvidou quando nós decidimos arriscar a conversão de dois pontos para vencer a partida. Naquele momento claramente a melhor unidade da equipe era a ofensiva, então é melhor deixa-la resolver a partida por se mesma. Sorte nossa que Eric Saubert estava lá pra receber o passe e depois correr para a galera para comemorar a vitória do Hawkão.
Conclusão.
É assim que times campeões se formam. Cada jogador, cada unidade apoiando uns aos outros. Se você ver que um companheiro de time não está tendo um bom dia, um simples jogadas sua pode acender uma fagulha nele e partir dai tudo se torna um ciclo positivo. Isso é esporte, isso é cultura vencedora, isso é Seattle Seahawks.
