Bifurcação: Prévia Chicago Bears X Seattle Seahawks (Week 8 2026)

Faaaaaalaaaa torcedores do Seattle Seahawks e leitores do Rapinas do Mar! Bem-vindos a mais uma prévia da semana! Depois de entrar em campo no palco mais midiático da National Football League, o Sunday Night Football, e conseguir um bela vitória com excepcional atuação defensiva contra o também muito midiático Kansas City Chiefs, vamos atuar mais uma vez sobre todos os holofotes. Dessa vez o adversário que estará do outro lado campo será o embalado Chicago Bears de Caleb Willams e Ben Johnson. O palco será o nosso amado Lumen Field, e o horário segundo horário nome com maior prestígio, o Monday Night Football.

Na série histórica temos pouco jogos. São apenas 20 confrontos entre as duas franquias na histórias, com esse recorte temos 4 jogos de vantagem, deixando o recorde total em 12 vitórias do nosso lado e 8 vitórias para os Ursos de Chicago.  A primeira partida entre as duas equipes foi a 51 temporadas atrás, em 1976, nossa primeira temporada e como foi de costume para um time de expansão, tomamos uma surra. Foi uma derrota por 34×7 com uma grande jogo do quarterback adversária Bob Avellini que teve 209 jardas e dois touchdowns. A última partida, todos devem se lembrar, foi dia 26 de Dezembro de 2024, em uma das piores partidas da história, em termos de futebol americano bem jogado, vencemos fora de casa por um ínfimo placar de 6×3, em um duelo que não deixou saudade em absolutamente ninguém.

Em 2026, a partida, como já dito anteriormente, acontecerá no Lumen Field, mas o horário será um pouco diferente, com o fim do horário verão no Estados Unidos América, todas as partidas acontecerão uma horas mais tarde, por tanto o chute inicial de Seahawks x Bears acontecerá pontualmente ás 22:15. A transmissão com imagens será exclusiva da ESPN 2 e obviamente, também estará disponível para membros da Rapinas TV no Youtube, onde ocorrerá a narração mais clubista do mundo do nosso João Neves e comentários desse autor que vos fala.

Não vamos perder mais um segundo sequer. Vamos começara prévia da rodada!

 

Chicago Bears até aqui.

Na temporada atual da liga profissional de futebol americano, o Chicago Bears tem cinco vitórias e duas derrotas. As vitórias foram contra Carolina Panthers (59-37), Philadelphia Eagles (27-7), New York Jets (23-12), Atlanta Falcons (31-23) e New Englando Patriots (30-24). Já as derrotas contras as equipes de Minnesota Vikings (9-3) e Green Bay Packers (31-7). Nesse momento é importante contextualizar: Durente o jogo da semana 2 contra os Vikings, o Quarterback e sem dúvida alguma, melhor jogador do time Caleb Willams, sofreu uma lesão de grau dois no posterior da coxa, o levando a perder alguns jogos. O retornou foi apenas na semana 6 contra o Atlanta Falcons, assim é fácil concluir que nosso próximo adversário ainda não perdeu na temporada com o seu QB titular.

O grande cérebro por trás de tudo obviamente é o técnico principal Ben Johnson, uma das melhores mentes ofensivas da atualidade, está em seu segundo ano nesta posição. Com Johnson por trás, o Chicago Bears se tornou na equipe que mais corre com a bola em toda a liga, com 246 tentativas, por consequências os Bears também tem o maior número de jardas totais de toda a liga com 1080. Os responsáveis por carregar esse piano são os runningbacks D’Andre Swift e Kyle Monagai. Isso de maneira lógica facilita o jogo aéreo, em especial faz com que Willams tenha a segunda melhor porcentagem de passes completos por tentativa com 71%.

O alvo principal do jogo aéreo tem sido Luther Burden, um segundoanista que só na partida passada contra o New England Patriots teve 130 jardas em apenas quatro recepções. Mas também é ficar de olho no Tight End Colston Loveland, escolha 10 de draft ano passado e que vem de dois jogos seguidos com mais de 65 jardas recebidas.

 

A defesa dos Bears.

Se do lado ofensivo da bola tudo vai a mil maravilhas, com uma unidade explosiva capaz de ganhar jardas tanto pela terra, quanto pelo ar, na defesa dos Chicago Bears o clima é totalmente ao contrário. A defesa do nosso próximo adversário tem sido um grande ponto fraco  até aqui na temporada. O grupo liderado por Dennis Allen vem tendo atuações ruins tanto pelo chão, quanto pelo ar. Em termos de tentativas, a unidade tem o segundo menor número de corridas tentadas contra, com apenas 138, mas mesmo assim tem 4.4 jardas por tentativas. Como referência, a nossa defesa, que é considerada elite contra o jogo terrestre, sofreu 42 tentativas terrestre a mais, temos um de jardas cedidas de 3.5, segunda melhor marca da liga.

Olhando para o jogo aéreo, a situação não melhora muito. Apesar de ter conseguido uma interceptação na endzone contra os Patriots, a defesa da franquia de Illinois, cedeu incríveis 321 jardas e dois touchdowons contra Drake Maye. As piores Stats contra o passe então quando olhamos para as jardas cedidas por passe completo, que estão em 13.4. Esse número deixa os Bears isolamento com a pior marca da liga nesse quesito, afrente inclusive de times como o Arizona Cardinals (13.3) e Indianápolis Colts (12.2). Mais uma vez para compararmos, a nossa Dark Side tem como marca nessa estatística, 8.3 jardas. Para não dizer que de tudo é ruim, quantidade de Sacks produzidos pela unidade defensiva chama atenção. São 19 sacks, para uma porcentagem de pressão total aos quarterbacks adversários de 28% quarta melhor marca da liga apenas atrás de Minnesota Vikings, Seattle Seahawks e Las Vegas Raiders.

Foi justamente parar reforçar essa pressão aos quarterbacks e melhor o desempenho no jogo terrestre, que o Chicago Bears trocou duas escolhas de primeira rodada pelos serviços do Defensive Tackle Jeffrey Simmons. O veterano vai estrar justamente na segunda-feira contra nós.

 

Chaves e duelos da Partida.

Na última partida, eu desisti de pedir para o jogo terrestre funcionar e de maneira surpreendente, tivemos nosso melhor jogo correndo com a bola. Nessa semana vou me arriscar novamente e falar que ter um jogo pelo chão minimamente efetivo pode ser um ótimo caminho para a nossa segunda vitória seguida. Obviamente a estreia Quenton Nelson, nossa nova estrela recém chegada, vai facilitar bastante pois sua grande força sempre foi nessa dimensão do ataque. Outro ponto que deve facilitar são os retornos (Ainda não confirmados oficialmente) Jarian Price e Zach Charbonnet. Claro que tanto o novato quanto o veterano devem ter snaps reduzidos durante a partida, mas o simples fato de não termos George Holani e Velus Jones reversando com Emanuel Wilson, vai deixar o runningback camisa #23, em melhores condições de conseguir corridas explosivas.

No jogo aéreo, não vamos ter a presença de Rashid Shaheed. Não que o recebedor estivesse fazendo muita diferença ofensivamente, mas pode ser uma ótima oportunidade para Tory Horton engrenar de vez na temporada e assumir a posição de Wide Reciver número 3. Algo que também tem que ser explorado são os passes curtos. Primeiro porque como vimos na sessão acima, é um defeito latendo da unidade defensiva do nosso adversário, e segundo porque vamos estar sem o nosso Left Tackle titular Charles Cross. O substituto natural deve ser Josh Jones, que é consideravelmente pior.

Do lado defensivo da bola vamos ter um desafio gigantesco enfrento Caleb Willams e a mente ofensiva de Ben Johnson. No último confronto entre Johnson e Mike Macdonald foi em 2024 e o antigo coordenador do Detroits Lions colocou incríveis 42 pontos no placar. Para evitar que isso se repita, vamos ter que pressionar e muito Caleb Willams. Com muito cuidado pois uma das especialidades do camisa #18 é justamente improvisar quando está sobre pressão, por isso, vamos precisar de muita intensidade no interior da linha e disciplina na ponta para prender o quaterback adversário dentro dos números.

Outro ponto de atenção deve Luther Burden. O recebedor camisa #10 é um jogador extremamente ágil, portanto acompanhá-lo homem a homem não deve ser a melhor opção. Seria melhor algum tipo de zona ajustada para limitar grande ganhos, obviamente aliado a isso uma técnica de tackle perfeita.

Vai ser um jogo muito difícil, mas vencer ele significa engrenar de vez na temporada e voltar ativamente a disputa pelo Super Bowl. Perder, é mais um sair decepcionado e provavelmente começar a pensar no ano que vem. Resta saber qual o lado da bifurcação vamos tomar.

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