Domingo 21:20, o mais nobre de todos os horários nobres da National Football League, grande parte do nosso Brasil estava em frente aos seus aparelhos tecnológicos acompanhando as apurações do segundo turno das eleições nacionais. Nós, torcedores apaixonados do Seattle Seahawks, ficávamos apreensivos com a partida contra o Kenneth Walker, Patrick Mahomes, Travis Kelce e o Kansas City Chiefs. O nervosismo era justificado, a final, até então o atual campeão do Super Bowl tinha três vitórias e três derrotas na temporada. Com nosso maior rival, San Francisco 49ers, tendo perdido a primeira partida do ano, horas antes contra o Atlanta Falcons, a oportunidade perfeita para apresentar uma resposta enérgica era bem possível e digo mais, é necessária.
E o quê podemos ver nas horas que transcorreram a partida foi um ótima reação da equipe, principalmente do lado defensivo. Contra um ataque adversário que vinha voando nossa Dark Side se impôs de dentro dos seus domínios desde do primeiro momento e limitou o time rival a apenas três pontos. Inclusive alcançou a marca histórica de ser a primeira equipe a forçar Patrick Mahomes, duas vezes MVP e TRI campeão do Super Bowl, a não adentrar a últimas vinte jardas final do campo. Com uma ataque que na sua maioria do tempo foi burocrático, terminamos a partida com 17 pontos de vantagem no placar.
Sem perder mais um segundo sequer, vamos aqui falar um pouco sobre as narritavas que nos levaram a vencer essa partida tão importante.
Canivete Suíço.
Desde que somos pequenos ouvimos a expressão sobre um tal de “canivete suíço” como sinônimo para algo que tenha muitas funções. Mas você saber da exata maneira de como expressão surgiu?
A expressão “canivete suíço” surgiu no final do século XIX, quando o cuteleiro Karl Elsener desenvolveu canivetes para o Exército Suíço, reunindo diversas ferramentas em um único objeto entre elas estão: lâmina, tesoura, chave de fenda, abridor de latas e saca-rolhas. Com o tempo, o instrumento tornou-se conhecido por sua versatilidade, dando origem ao sentido figurado da expressão. Atualmente, o termo é utilizado para descrever pessoas, objetos ou até mesmo situações capazes de desempenhar múltiplas funções e resolver diferentes problemas.
Eu imagino que apenas com essa introdução todos já saibam sobre quem esse autor vos fala. Obviamente o herdeiro e príncipe da camisa #3, o jogador mais multi posicional da liga, Nick Emmanwori. Vamos lembrar que o “Safety” era muito bem cotado para o Draft de 2025. Sempre é importante recordar que Emmanwori quando esteve realizando a os testes físicos nos combine, ele conseguiu um RAS (Que é um indicie baseado no conjunto de notas obtidas pelo jogador, em relação a uma média histórica) de 10. Traduzindo para você leitor que não acompanha tanto o processo de Draft, essa nota 10 o coloca literalmente como Safety mais atlético na história. Desde daquele momento até quando foi draftado por nós no início da segunda rodada era sabido que o jogador poderia ocupar qualquer posição dentro do campo, porém se tinha dúvidas sobre sua capacidade mental e de leitura de jogo.
Depois de um ano de calouro incrível, essa partida contra o Chiefs essa partida foi um pacote completo do que nossa estrela pode ser. Teve de tudo: Marcação passo a passo contra Wide Reciver no slot, pressão blitz que forçou interceptação, combate ao jogo terrestre, e leitura na marcação runningback. Ele esteve em todos os lugares da defesa.
Eu fico imaginado um Quarterack adversário olhando para o lado contrário do campo e imagiando “Meu Deus do céu… Qual será a posição que esse cara tá jogando agora?” As simples presença de Emmanwori já dificulta muito a leitura dos nossos rivais.
Arroz e feijão.
Arroz e feijão formam a dupla mais tradicional da mesa de casa família brasileira. Os dois separadamente são alimentos acessíveis, versáteis e que podem acompanhar uma dezena de diferentes complementos. Com o passar do tempo, essa combinação consolidou-se no cotidiano do país, tornando-se um símbolo da comida caseira brasileira. Consumido no almoço, ou até mesmo no jantar dependo da sua região do país ou da tradição do seu núcleo familiar.
Já expressão “Fazer o Arroz com Feijão”, na sua maioria das vezes é utilizada para representar aquilo que é básico, essencial e feito sem complicações. Algo de certa maneira é dito como simples, mas que se forem cumpridos alguns elementos básicos não tão complexos assim, o resultado será algo muito comum, mas muito prazeroso.
De certa maneira, era isso que estava faltando para o nosso ataque nas últimas partidas, e de certa maneira foi exatamente isso que fizemos no duelo contra o Kansas City Chiefs. O jogo terrestre foi perceptivelmente mais efetivo, com Emanuel Wilson tendo 100 jardas em 24 carregadas e um touchdowns. Sam Darnold, teve um jogo mais seguro em um quadro geral, cuidado melhor da bola, fazendo jogadas importantes com as pernas e sempre acionando Jaxon Smith-Njigba (Como no touchdown que ele identificou nossa estrela em uma cobertura homem a homem contra o conerback calouro) nas melhores situações. A grande exceção foi aquela maldita jogada no final do primeiro tempo que sem qualquer nenhum tipo de janela para lançar boa ele simplesmente joga a bola no colo do jogador dos Chiefs. O engraçado dessa situação é que no Drive anterior, em uma situação parecida, nosso quarterback se livra da bola praticamente jogando ela pra fora do estádio.
Como já foi dito, tirando essa jogada, foi um jogo discreto de Darnold, e sinceramente, é apenas isso que precisamos para vencer considerando o nível de atuação da nossa defesa. Um arroz soltinho, feijão bem temperado, algo que qualquer quarterback mediano da NFL deveria conseguir.
