A novela sobre a venda dos Seattle Seahawks pode estar entrando em sua reta final. De acordo com informações publicadas pelo Front Office Sports, dois grupos de investidores surgiram como os principais candidatos para assumir o controle da franquia, que pertence ao espólio de Paul Allen desde sua morte, em 2018.
Vale lembrar o contexto. Paul Allen, cofundador da Microsoft, comprou os Seahawks em 1997 e foi um dos responsáveis por transformar a equipe em uma das organizações mais estáveis da NFL. Após sua morte, a franquia passou a ser administrada por sua irmã, Jody Allen, mas o desejo deixado por Paul era que o time fosse vendido e os recursos destinados a iniciativas filantrópicas. O processo de venda foi oficialmente iniciado neste ano e pode resultar na maior negociação da história da NFL.
Segundo a reportagem, um dos grupos é liderado pelo bilionário Vinod Khosla, fundador da Khosla Ventures e atual acionista minoritário do San Francisco 49ers. Caso sua proposta seja a vencedora, ele será obrigado pelas regras da NFL a vender sua participação na franquia rival antes de assumir os Seahawks.
O outro grupo reúne Aditya Mittal, um dos executivos da gigante siderúrgica ArcelorMittal e investidor do Boston Celtics, ao lado de Wyc Grousbeck, ex-governador e ex-principal proprietário da tradicional franquia da NBA. A combinação de experiência na gestão esportiva e enorme capacidade financeira faz dessa candidatura uma das mais fortes da disputa.
Um detalhe que chamou atenção é que um dos grupos conta com a participação de um ex-jogador dos Seahawks. Até o momento, porém, a identidade desse ex-atleta não foi revelada, aumentando a curiosidade entre os torcedores.
Embora esses dois grupos apareçam na dianteira, a disputa ainda não está encerrada. Outras propostas podem surgir antes da decisão final, e pessoas envolvidas nas negociações afirmam que uma atualização importante sobre o processo deve acontecer nas próximas semanas.
A expectativa é que a venda estabeleça um novo recorde para uma franquia da NFL. As estimativas apontam para um valor entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões, superando com folga a venda do Washington Commanders, concluída em 2023 por US$ 6,05 bilhões. Além do título do Super Bowl LX, conquistado em fevereiro, a valorização da marca Seahawks também foi impulsionada pela força do mercado de Seattle e pela crescente receita da liga.
Independentemente de quem vença a disputa, a expectativa entre os torcedores é que a nova administração mantenha a filosofia que levou Seattle de volta ao topo da NFL. Depois de conquistar o segundo Super Bowl de sua história, os Seahawks entram em uma nova era não apenas dentro de campo, mas também nos bastidores.
Dois grupos despontam como favoritos para comprar os Seahawks
