Escolha: Prévia Kansas City Chiefs X Seattle Seahawks (Week 7 2026)

Faaaaaalaaa, galera do Rapinas do Mar! Sejam muito bem-vindos a mais uma prévia da rodada!

Depois de longos e muito bem-vindos dez dias desde aquela desastrosa partida contra o Denver Broncos, o atual campeão do Super Bowl, Seattle Seahawks, voltará a campo para tentar retomar o caminho das vitórias. O adversário da vez será o Kansas City Chiefs, de Patrick Mahomes e Kenneth Walker III. E o encontro acontecerá justamente no horário mais nobre dos horários nobres: vamos ouvir Carrie Underwood na apresentação do glorioso Sunday Night Football!

No histórico do confronto, estamos muito, mas muito atrás mesmo. Até o momento, foram 34 vitórias para o lado vermelho do duelo, contra apenas 19 do nosso lado. A quantidade elevada de confrontos se deve, obviamente, às antigas batalhas na AFC Oeste, quando as duas equipes ainda dividiam a mesma divisão. A primeira partida entre elas aconteceu justamente em 1977, nosso primeiro ano na Conferência Americana. Em uma das raras boas atuações daquela temporada, vencemos por 34 a 31, fora de casa. Um fato curioso é que sofremos nada menos que VINTE E UM pontos no primeiro quarto, mas anotamos VINTE no segundo!

O último encontro aconteceu em 2022, na véspera do Natal. Em uma atuação muito ruim do nosso ataque, os Seahawks praticamente não tiveram chances de vencer e acabaram derrotados por 24 a 10.

O duelo de 2026 será disputado no Lumen Field, às 21h20 (horário de Brasília). A transmissão por imagens ficará por conta do SporTV 2, mas a narração de verdade você acompanha na Rapinas TV, com nosso trio, agora não mais invicto, formado por João Neves, Guilherme Góes e Cássio Galoti.

Uma partida tão especial, com tantas histórias e que pode ajudar a definir o rumo da nossa temporada. Não vamos perder mais um segundo sequer. Vamos começar!

Chiefs até aqui

Até o momento, o Kansas City Chiefs tem cinco vitórias e nenhuma derrota na National Football League, sendo um dos três times invictos da liga, ao lado de Minnesota Vikings e San Francisco 49ers. Os resultados foram contra Denver Broncos (31 a 10), Indianapolis Colts (33 a 30), Miami Dolphins (24 a 10), Las Vegas Raiders (30 a 27) e Los Angeles Chargers (22 a 6).

O grande destaque da temporada tem apenas 1,75 m de altura, pesa 76 kg, veste a camisa 9 e também é o atual MVP do Super Bowl. Obviamente, estou falando de Kenneth Walker III! Nossa antiga estrela lidera a liga em jardas terrestres, com 665, e também em jardas por tentativa de corrida, com incríveis 6,3.

Para se ter uma ideia do desempenho de Walker, todos os outros running backs da liga, somados, acumularam 643 jardas terrestres até aqui — 22 a menos que o nosso ex-jogador. Outro dado impressionante é sua média de 133 jardas corridas por partida. Do outro lado, a defesa comandada por Mike Macdonald está em uma sequência impressionante de 35 jogos consecutivos sem permitir que um único corredor ultrapasse a marca estabelecida para essa estatística. Contra o camisa 9 e o Kansas City Chiefs, teremos, provavelmente, um dos maiores desafios dessa sequência.

Outro grande perigo do ataque da franquia do Missouri é, obviamente, Patrick Mahomes. Embora aparentemente não esteja no centro do protagonismo ofensivo da equipe, o quarterback continua extremamente eficiente. Ele tem apenas 158 tentativas de passe, uma das menores marcas da liga, mas lidera a equipe em jardas por tentativa, com 8,3.

Resumindo: nossa prioridade deve ser conter o jogo terrestre. Se conseguirmos fazer isso, ainda teremos um desafio e tanto pela frente ao enfrentar Patrick Mahomes. Afinal, sabemos muito bem do que ele é capaz quando encontra espaço para trabalhar.

A defesa dos Chiefs

Na temporada da principal liga de futebol americano do mundo, a defesa do Kansas City Chiefs tem se destacado pelo trabalho coletivo. Em termos de elenco, houve algumas mudanças em relação às temporadas anteriores. Depois de negociar seu principal cornerback, Trent McDuffie, com o Los Angeles Rams, a franquia apostou no novato Mansoor Delane. Ainda na secundária, o safety Bryan Cook deixou a equipe na agência livre e assinou com o Cincinnati Bengals.

Outros nomes importantes foram mantidos, como o veterano e excelente Chris Jones, os edge rushers George Karlaftis e Felix Anudike-Uzomah, além do linebacker Nick Bolton.

Esse conjunto de jogadores, sob a liderança do multicampeão do Super Bowl Steve Spagnuolo, forma a segunda melhor defesa da liga em pontos permitidos por jogo. O Kansas City também ocupa a segunda posição quando o assunto é defender a red zone, ficando atrás apenas do Minnesota Vikings, comandado por Brian Flores. Esse aspecto merece atenção especial, já que temos enfrentado dificuldades para transformar nossas campanhas ofensivas em touchdowns quando chegamos a essa região do campo.

Um possível ponto fraco está na capacidade de transformar pressão em sacks. Apesar de ocupar uma posição intermediária no ranking de taxa de pressão aos quarterbacks adversários, com 23,1%, a linha defensiva tem encontrado dificuldades para concluir as jogadas. Nos cinco jogos disputados até aqui, foram apenas oito sacks, exatamente metade deles conquistada na última semana, contra uma linha ofensiva do Los Angeles Chargers bastante desfalcada por lesões.

Se conseguirmos proteger Sam Darnold e aproveitar essas oportunidades, poderemos encontrar caminhos para produzir ofensivamente contra essa defesa.

Chaves da partida

Nas últimas semanas, sempre comecei esta seção dizendo que nossa principal prioridade seria estabelecer o jogo terrestre. Porém, diante das últimas atuações do ataque, vou precisar mudar um pouco a ordem das prioridades. Para mim, o ponto central desta partida será não cometer turnovers de maneira alguma.

Já se espera um confronto difícil. Entregar campos curtos ao adversário e deixar nossa defesa tempo demais em campo é a receita perfeita para transformar o jogo em um desastre. Precisamos cuidar da bola, evitar erros evitáveis e obrigar os Chiefs a percorrer o campo para pontuar.

Falando agora sobre o jogo corrido, teremos, sim, o retorno de Zach Charbonnet. Ainda assim, não devemos esperar que ele resolva todos os nossos problemas imediatamente. Depois de tanto tempo afastado, é natural que precise de algumas partidas para recuperar o ritmo, a explosão e a confiança nos movimentos, especialmente após uma lesão tão séria.

Com isso, talvez precisemos improvisar mais uma vez com Emanuel Wilson. Ao mesmo tempo, gostaria de ver Sam Darnold soltando a bola mais rapidamente, seja em jogadas de pick — bloqueios que ajudam a liberar um recebedor —, em screens ou em end arounds, quando um jogador se desloca pelo campo para receber a bola e atacar pelas laterais.

Jaxon Smith-Njigba deve voltar a ser nosso principal alvo, e a ausência de um cornerback de elite como Trent McDuffie pode favorecer o camisa 11. Ainda assim, precisamos estar preparados para ver o Kansas City dobrando a marcação sobre ele, como aconteceu contra o Denver Broncos. Será fundamental encontrar alternativas para explorar os espaços deixados por essa atenção extra.

Do lado defensivo, precisaremos executar muito bem os tackles para conter o jogo terrestre. Sabemos que Kenneth Walker adora improvisar durante as corridas e é extremamente perigoso depois do primeiro contato, quando consegue escapar de um defensor e transformar uma jogada aparentemente controlada em um grande ganho de jardas.

Também precisamos aumentar a pressão sobre Mahomes. A linha ofensiva adversária tem cedido pressão em 33% das situações, um número que precisamos explorar. Para isso, nossos edge rushers terão de aparecer — não apenas nesta partida, mas também no restante da temporada. Chegou a hora de transformar pressão em jogadas decisivas.

Na secundária, não devemos enfrentar um grupo particularmente profundo de recebedores. Os principais alvos de Mahomes devem ser o tight end Travis Kelce e Noah Gray. Por isso, precisaremos de boas atuações dos nossos linebackers Ernest Jones e Tyrice Knight, além de Nick Emmanwori no slot, para marcar os adversários tanto em cobertura individual quanto em zona.

Por fim, forçar turnovers pode ser decisivo, especialmente considerando as dificuldades que nosso ataque tem apresentado. Apesar de alguns apagões, a defesa teve bons momentos contra o Denver Broncos, mas não conseguiu roubar a bola nenhuma vez. Essa ausência de turnovers acabou pesando no resultado. Contra Kansas City, criar oportunidades para recuperar a posse pode ser a diferença entre uma derrota frustrante e uma vitória fundamental.

Já estamos praticamente na metade da temporada, e este é um jogo com muitas narrativas e implicações para o futuro dos Seahawks. Vencer ou perder pode mudar a forma como enxergamos as possibilidades desta equipe para o restante do ano. Às vezes, a diferença entre continuar na disputa e ficar para trás está justamente em escolher o caminho certo nos momentos decisivos.

Agora é hora de fazer valer o fator casa, empurrar o time no Lumen Field e mostrar que ainda temos muito a dizer nesta temporada. Go Hawks!

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