Harrison Bryant – o novo TE dos Seahawks e como ele pode funcionar no roster.

Hey, 12s! Nessa quarta-feira recebemos a notícia de um novo TE no time: Harrison Bryant. O jogador chama atenção por sua polivalência, mas levantou questionamentos principalmente pelas múltiplas passagens em diferentes times em tão pouco tempo.

Bryant foi pick de 4° round dos Browns em 2020, sendo titular em 9 jogos naquele ano. Em sua carreira participou de 90 jogos, tendo sido titular em 27 deles e 10 marcando touchdowns.

Fiz esse resumo para ajudar a entender seu perfil, e o que podemos esperar dele no roster.

Perfil e Características

Bryant é considerado um jogador versátil, capaz de atuar em diversas funções no ataque. Suas principais qualidades incluem:

• Polivalência: Ele consegue alinhar como um tight end tradicional (inline), no backfield como um fullback ou até aberto como recebedor no slot.

• Capacidade de Bloqueio: É descrito como um bloqueador esforçado e técnico, especialmente em movimento, ajudando a abrir caminhos para o jogo terrestre. No entanto, às vezes pode ser superado fisicamente por defensores muito maiores.

• Ameaça no Red Zone: Tem boas mãos e inteligência para se desmarcar em situações de proximidade com a end zone, acumulando 10 touchdowns na carreira.

• Raio de Recepção: Com 1,96m de altura, utiliza bem seu corpo para vencer duelos contestados e oferece um alvo seguro para o quarterback.


Mas então, ele é bom?

Harrison Bryant é um bom jogador de composição de elenco (depth piece). Ele não é visto como um tight end estrela (nível Pro Bowl), mas é um veterano confiável que entrega exatamente o que o esquema pede.

• Histórico: Venceu o prêmio John Mackey em 2019 (melhor TE universitário) e foi eleito para o PFWA All-Rookie Team em 2020.

• Desempenho Recente: Na temporada de 2025 pelo Houston Texans, teve uma participação modesta com apenas 2 recepções em 12 jogos, sendo utilizado principalmente como bloqueador e em times especiais.


E porque Bryant passou por tantos times?

A trajetória recente de Harrison Bryant, passando por vários times em pouco tempo, deve-se principalmente ao seu papel como “especialista de profundidade” (depth piece) e ao mercado de contratos curtos para jogadores da sua posição. Aqui estão os motivos principais para essa movimentação constante:

• Fim do Contrato de Calouro: Bryant passou suas primeiras quatro temporadas (2020-2023) no Cleveland Browns, que o draftou. Após o fim desse contrato inicial, ele se tornou um agente livre e entrou no ciclo natural de jogadores que buscam novas oportunidades em mercados diferentes.

• Contratos Curtos de um Ano: Desde que saiu de Cleveland, ele tem assinado majoritariamente contratos de um ano, o que o torna um jogador de “aluguel” para times que precisam de profundidade imediata ou experiência em bloqueios por uma única temporada.

• Trocas e Cortes de Elenco: Em 2025, ele assinou com o Philadelphia Eagles, mas foi trocado para o Houston Texans antes mesmo da temporada começar, em uma negociação que envolveu o recebedor John Metchie III. No Houston Texans, ele chegou a ser cortado no dia final de montagem do elenco, mas foi recontratado logo em seguida para o practice squad e depois promovido ao elenco principal, mostrando como sua permanência muitas vezes depende de manobras burocráticas de elenco.

• Especialização em Bloqueio: Bryant não conseguiu replicar o sucesso estatístico que teve na universidade (onde foi o melhor tight end do país). Na NFL, ele se consolidou como um bloqueador sólido e jogador de times especiais. Esse perfil é muito procurado para compor o banco de reservas, mas raramente recebe contratos longos ou garantias de titularidade, o que facilita sua troca entre equipes que precisam reforçar essas áreas específicas.

• Lesões: Na sua última temporada pelos Texans (2025), ele passou um período na lista de lesionados (IR) devido a problemas no pescoço e ombro, o que limitou seu impacto estatístico e pode ter influenciado a decisão do time de não renovar com ele para 2026.


Em resumo, ele é um veterano confiável que os times contratam para funções específicas (bloqueio e Red Zone), mas que acaba sendo “vítima” da alta rotatividade de jogadores que não são estrelas absolutas da liga.

E você? O que achou dessa contratação? Go Hawks!

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