Pela Honra: Prévia Seattle Seahawks X Arizona Cardinals (Week 9 2026)

Olá, leitores, torcedores e apaixonados pelo Seattle Seahawks. Sem grandes e estrondosas introduções hoje. Em um jogo amargurante contra o embalado Chicago Bears, tivemos a quarta derrota da temporada, voltando a ficar com recorde neutro. Foi uma partida quase eterna, que mais parecia um carrossel subindo e descendo, como uma montanha-russa brincando com as nossas emoções. Em busca de uma recuperação da grande ressaca emocional, vamos viajar até o deserto do Arizona para enfrentar nosso velho rival, Cardinals, pela segunda vez na temporada.

Na série histórica contra nosso conhecido adversário da NFC Oeste, estamos com uma confortável vantagem de 11 vitórias. São 33 triunfos para o nosso lado e 22 para o lado vermelho do duelo. O recorde ainda inclui um empate entre as equipes. Sim, aquele mesmo lendário 6×6 que ficará marcado para sempre na história da NFL. Ainda sobre esse tópico, um detalhe interessante é que estamos em uma sequência de 10 vitórias seguidas, algo completamente sem precedentes em qualquer outra época da história do confronto e raro em duelos de qualquer divisão. Nossa última derrota foi em 21 de novembro de 2021, quando os Cardinals, com seu quarterback reserva Colt McCoy, vieram ao Lumen Field, e ele teve 328 jardas passadas e dois touchdowns para vencer os Seahawks no último ano de Russell Wilson por 23×13.

No segundo encontro de 2026, vamos tentar evitar a quebra dessa invencibilidade. Como já foi dito, a partida vai acontecer no State Farm Stadium, no Arizona, às 18h25. A transmissão com imagens para a nação brasileira ocorrerá apenas via Game Pass e, obviamente, para os membros da Rapinas TV no YouTube. No nosso canal do YouTube também teremos narração e comentários de João Neves e deste autor que vos fala.

Passada nossa tradicional introdução e sem perder nem mais um minuto sequer, está na hora de começar nossa prévia da semana!

Os Cardinals desde a semana 2.

Na semana 2 da atual temporada da National Football League, tivemos nosso primeiro confronto da temporada contra o Arizona Cardinals. Naquela ocasião, com um ótimo segundo tempo, vencemos por 31×7 em um jogo que se tornou tranquilo ao seu decorrer. Desde então, a franquia do Arizona teve seis partidas pela frente. Nessas partidas, considerando a qualidade do elenco, não foi ruim. Foram duas vitórias contra Los Angeles Rams (18-16) e Dallas Cowboys (33-30), enquanto as derrotas se deram contra San Francisco 49ers (30-36), New York Giants (36-24), Detroit Lions (45-21) e Denver Broncos (30-26).

Na temporada, até os Cardinals têm vivido de flashes. Os brilhos vêm principalmente do running back Tyler Allgeier, um jogador que, no ano passado, era reserva de Bijan Robinson e que, apesar de números medíocres, no sentido original da palavra, vem tendo uma boa temporada, principalmente considerando que ele teve apenas 72 tentativas de corrida. Outro grande destaque e, sem dúvida, o grande ponto positivo da temporada é o tight end Trey McBride. O jogador continua sendo um dos jogadores mais subestimados de toda a liga. O camisa #85 está em segundo no ranking de jardas recebidas na sua posição, com 544, apenas três jardas atrás do badalado Brock Bowers.

A grande decepção da temporada, para além de Marvin Harrison Jr., que inclusive já foi embora da equipe, sendo trocado para o Houston Texans, é o running back calouro Jeremiyah Love. Escolhido na quarta posição geral do Draft de 2026, o camisa #4 chegou com muita pompa ao nível profissional, vindo de Notre Dame, mas até agora não deslanchou na liga. Inclusive, ele não entrará em campo contra nós no domingo devido a uma lesão no tornozelo que o levou à Injury Reserve.

A defesa dos Cardinals.

A defesa do Arizona Cardinals vem sendo o grande ponto fraco da equipe até aqui (lembrando que escrevi quase que exatamente essas mesmas palavras contra o Chicago Bears e deu no que deu). Se olharmos para praticamente todas as estatísticas da unidade comandada pelo terceiro coordenador mais jovem da liga, Nick Rallis, os cenários desenhados são consideravelmente negativos.

Para começar, a defesa da franquia vermelha é literalmente a pior da NFL em pontos cedidos por partida, com 29,8. Apenas nas partidas contra o Los Angeles Chargers (o pior time da NFL), na semana 1, e contra o Los Angeles Rams, na semana 6, nosso adversário conseguiu segurar seu rival a uma marca menor do que 30 pontos. Na semana passada, contra o Dallas Cowboys, apesar da vitória, foram exatamente 30 pontos cedidos.

O ponto mais crítico parece estar justamente na secundária. O grupo, que tem como nomes Max Melton, Denzel Burke, Garrett Williams, Andrew Wingard e o veterano Budda Baker, é a segunda pior secundária da NFL não só quando consideramos as jardas cedidas a cada tentativa de passe, com 8,3, mas também porque cede o segundo maior rating para quarterbacks adversários, com 110,4. Para nós, que vamos entrar com um quarterback reserva, voltando de lesão, e temos o melhor wide receiver da liga em Jaxon Smith-Njigba, pode ser a situação perfeita para nos recuperarmos na temporada.

Por fim, é importante citar que, sem dúvida nenhuma, o melhor grupo da defesa do Arizona Cardinals é a linha defensiva. Apesar de o número de pressões ser baixo ou mediano, no melhor dos casos, o número de sacks é muito bom. A marca de derrubar os quarterbacks adversários 19 vezes é melhor, inclusive, do que a da nossa tão falada Dark Side, que tem um a menos. Para um time que cedeu 14 sacks nos últimos quatro jogos, é um ponto para ficar de olho.

Mas, sem adiantar mais os duelos da partida, vamos logo para a nossa próxima seção.

Chaves e duelos da partida.

Do lado ofensivo da bola, não tem muito o que esperar. A menos que um milagre aconteça, vai ser mais uma semana de um jogo modorrento, em que Brian Fleury vai tentar se segurar mais uma semana no cargo de coordenador ofensivo. Mas vamos lá: com uma semana a mais de treino, esperamos que a linha ofensiva esteja mais adaptada, com Quenton Nelson como guard pela esquerda e Grey Zabel pela direita. Uma semana a mais de treino pode ser fundamental para que Zach Charbonnet e Jadarian Price voltem aos trilhos e consigam mais ritmo para ter mais explosão nas corridas. No jogo aéreo, tudo indica que voltaremos a ter Drew Lock (lembrando que foi com ele que tivemos nosso melhor momento ofensivo da temporada até aqui). Com isso, espero ainda mais um ataque conservador, com passes rápidos e muitas corridas para aliviar a pressão que com certeza vai chegar ao nosso quarterback.

Do lado defensivo da bola, vamos enfrentar o midiático Gardner Minshew. Na partida passada, sua primeira como titular em Arizona, ele teve um grande desempenho. Foram 188 jardas, três touchdowns e nenhuma interceptação em uma vitória na prorrogação, mas um detalhe pode ser a chave da nossa vitória. Contra a equipe de Dallas, o quarterback sofreu apenas 16% de pressão em seus dropbacks. Caso nós consigamos pressionar melhor Minshew, com certeza vamos conseguir forçar mais erros. Para isso, nossos edges, que vêm tendo temporadas apagadas, precisam aparecer mais. Um possível retorno de Uchenna Nwosu pode ser de grande ajuda também. Na marcação ao passe, também é importante ressaltar que, agora que Marvin Harrison Jr. foi trocado, não há nenhuma outra opção relevante além de Trey McBride. Então, contra o tight end, devemos aplicar marcação dupla ou tripla, sem qualquer medo de cobertor curto.

Estamos com quatro derrotas. As aspirações de ganhar a divisão e até mesmo de chegar aos playoffs parecem estar longe, mas ainda existe a honra entre os jogadores. Temos que vencer o duelo e, assim, defendê-la.

Deixe um comentário