Chegou a hora da última chance.
Os Seahawks entram em campo contra o Kansas City Chiefs para o último jogo da preseason e, para muitos jogadores, será a última oportunidade de mudar a percepção da comissão técnica antes dos cortes.
Nesta altura do calendário, inclusive, o fato de um jogador estar recebendo muitos snaps nem sempre é um bom sinal. Muitas vezes, é justamente porque o time ainda precisa de respostas. Para os jogadores que continuam na bolha, esse último jogo pode ser a diferença entre começar a temporada no elenco, no practice squad ou procurando uma nova equipe.
Depois de acompanhar training camp e os primeiros jogos da preseason, esta é a nossa projeção atual dos 53 jogadores que devem começar a temporada em Seattle.
Quarterbacks — 3
Sam Darnold, Drew Lock e Jalen Milroe
Não há muita novidade aqui.
A grande questão continua sendo Jalen Milroe. O objetivo desta preseason era diminuir a distância para Drew Lock na disputa pela posição de QB2. Até agora, porém, parece que aconteceu justamente o contrário: a distância aumentou.
Não acredito que Seattle vá simplesmente abrir mão de Milroe. Entre cortar e trocar o jogador, inclusive, vejo uma troca como um cenário mais provável caso o time decida transformá-lo em ativo. Mas o cenário mais provável continua sendo a permanência de Milroe como QB3 e opção de emergência até o fim da temporada.
Isso não significa que sua situação esteja confortável. Muito pelo contrário.
Milroe vai entrar em 2027 sob ainda mais pressão. Drew Lock chega ao último ano de seu contrato e Seattle também terá que tomar decisões importantes sobre a posição de quarterback. Se Milroe quiser ser parte desse futuro, precisará mostrar uma evolução muito maior no próximo ano.
Running backs — 3
Jadarian Price, George Holani e Emanuel Wilson
Aqui não há muito motivo para mudanças.
Jadarian Price continua sendo uma das principais apostas da posição, enquanto George Holani e Emanuel Wilson completam o trio.
Não conseguimos ver muita coisa de Wilson nesta preseason, mas também não houve motivo suficiente para tirá-lo do elenco.
O cenário mais provável é que Seattle tente colocar Velus Jones Jr. e Jacardia Wright no practice squad.
Wright mostrou que pode ser um bom running back, mas precisa, antes de tudo, conseguir permanecer saudável. Jones, por outro lado, tem sido bastante utilizado no jogo aéreo e oferece uma característica diferente, mas não mostrou o suficiente para superar Wilson como corredor, especialmente entre os tackles, além de ajudar nos times especiais.
Com apenas três vagas, Jones fica de fora.
Fullback — 1
Brady Russell
Aqui a situação parece bastante clara.
Brock Lampe chegou para oferecer uma alternativa mais tradicional de fullback, mas mostrou pouco para ameaçar a posição de Russell.
Russell não é exatamente o típico fullback “limpa-trilho”, mas oferece muito valor nos times especiais e tem versatilidade suficiente para exercer outras funções ofensivas. Com Robbie Ouzts fora, Seattle provavelmente vai querer manter pelo menos um jogador capaz de atuar como fullback. Neste momento, esse jogador é Russell.
Lampe pode ser uma opção para o practice squad.
Wide receivers — 6
Jaxon Smith-Njigba, Cooper Kupp, Rashid Shaheed, Tory Horton, Montorie Foster Jr. e Cody White
Aqui está uma das principais decisões da nossa projeção. A lesão de Jake Bobo mudou a composição da posição e, na nossa visão, abre espaço para Seattle levar seis wide receivers.
Cody White é o escolhido para a sexta vaga. White é provavelmente o jogador que mais se aproxima do perfil que Bobo deixa disponível: tamanho, experiência e capacidade de contribuir nos times especiais. Ele também mostrou capacidade de produzir quando recebeu oportunidades.
Existe, porém, uma possibilidade interessante envolvendo White. Como veterano, ele não passa nos waivers e pode trazê-lo de volta imediatamente. Isso permitiria ao time arriscar a vaga e, ao mesmo tempo, tentar preservar espaço para outro jogador.
Montorie Foster Jr. também ganhou bastante força durante a preseason. Hoje, ele está à frente de Emmanuel Henderson Jr. na disputa.
Henderson tem algumas vantagens importantes: é um calouro sob contrato por quatro anos, tem velocidade e pode ajudar bastante nos times especiais. Mas ainda está atrás de Foster como recebedor.
Por enquanto, Foster fica e Henderson é um forte candidato ao practice squad.
Tight ends — 4
A.J. Barner, Elijah Arroyo, Nick Kallerup e Eric Saubert
Essa é uma das posições mais tranquilas da nossa projeção.
Seattle teve algumas outras opções durante o offseason. Harrison Bryant, por exemplo, chegou depois do draft e acabou sendo cortado em julho. Depois disso, o time trouxe de volta um velho conhecido: Nick Vannett, que assinou com Seattle em julho.
Mas Vannett parece muito mais uma opção para preencher a profundidade da posição durante a preseason do que um candidato real ao elenco de 53 jogadores.
Offensive line — 9
Charles Cross, Grey Zabel, Abraham Lucas, Anthony Bradford, Olu Oluwatimi, Josh Jones, Jalen Sundell, Christian Haynes e Beau Stephens
A linha ofensiva é uma das posições em que a situação mudou bastante durante a preseason, principalmente por causa da lesão de Mason Richman.
A ausência de Richman aumenta a importância de jogadores como Olu Oluwatimi e Christian Haynes. Existia um cenário em que Seattle poderia ouvir propostas por algum desses jogadores, mas a necessidade de manter experiência e profundidade torna uma troca muito mais complicada.
Olu tem experiência como titular e pode oferecer segurança como center reserva. Haynes, por sua vez, mostrou alguma evolução e ainda pode ser útil como peça de profundidade.
A grande decisão aqui é ficar com apenas nove jogadores.
Bobby Hart tem experiência e continua sendo uma opção interessante, mas não entra na nossa projeção de 53. O mesmo vale para outras opções de profundidade.
Defensive line — 5
Leonard Williams, Byron Murphy II, Jarran Reed, Rylie Mills e Mike Morris
Aqui está uma das mudanças mais difíceis da projeção.
Brandon Pili fica fora.
E isso não acontece porque Pili tenha jogado mal. Pelo contrário: ele foi um dos jogadores da linha defensiva que mais conseguiu chamar atenção durante a preseason.
O problema é a composição do elenco.
Leonard Williams, Byron Murphy II e Jarran Reed formam o núcleo da unidade. Rylie Mills ganhou espaço e mostrou que pode ser uma peça importante da rotação. Mike Morris também oferece versatilidade e pode atuar em diferentes funções.
Morris, inclusive, também está ameaçado. A disputa pelas últimas vagas da defesa está apertada, e o Seahawks pode acabar escolhendo entre diferentes tipos de jogadores para preencher esse espaço.
Pili seria provavelmente o primeiro jogador que eu colocaria de volta na lista caso Seattle decida levar seis defensive linemen.
Por enquanto, porém, são cinco.
Edge — 5
DeMarcus Lawrence, Derick Hall, Uchenna Nwosu, Dante Fowler Jr. e Connor O’Toole
A última vaga é a grande discussão.
DeMarcus Lawrence, Derick Hall, Uchenna Nwosu e Dante Fowler Jr. formam o grupo principal. Para completar a unidade, ficamos com Connor O’Toole.
O’Toole conseguiu aparecer durante a preseason com pressão sobre o quarterback, tackles para perda de jardas e boa atividade defensiva. Além disso, sua contribuição nos times especiais aumenta bastante o valor que ele oferece para uma vaga de fundo de elenco.
Aidan Hubbard não mostrou o suficiente até aqui para entrar na nossa projeção.
Jared Ivey é outro nome que merece atenção, principalmente pela capacidade de atuar por dentro e por fora. Mas, neste momento, O’Toole está à frente.
Também existe um cenário em que Seattle leva apenas quatro edges e utiliza a vaga em outra posição. Não é a nossa aposta, mas é uma possibilidade real.
Linebackers — 4
Ernest Jones IV, Drake Thomas, Tyrice Knight e Patrick O’Connell
Ernest Jones e Drake Thomas são escolhas praticamente incontestáveis.
Tyrice Knight também ganhou muitos pontos nesta preseason. Depois de uma temporada de calouro promissora, ele voltou a mostrar sinais daquele jogador e parece ter recuperado bastante espaço dentro da disputa.
A quarta vaga é a mais complicada.
Por enquanto, ficamos com Patrick O’Connell.
Existe um cenário em que Seattle leva apenas três linebackers e utiliza a vaga em outra posição. Também existe a possibilidade de Chazz Surratt ocupar esse espaço.
Surratt tem a vantagem de ser veterano e poder retornar diretamente ao practice squad caso seja cortado. O’Connell, porém, mostrou o suficiente para justificar o risco de mantê-lo no elenco.
Por enquanto, O’Connell fica.
Cornerbacks — 5
Devon Witherspoon, Josh Jobe, Nehemiah Pritchett, Julian Neal e Noah Igbinoghene
É importante deixar claro: se estivesse saudável e em plena forma, Diggs provavelmente estaria entre os melhores jogadores desta unidade. O problema é justamente saber quando ele estará pronto para jogar em alto nível novamente.
O pouco acesso que tivemos aos treinos mostra um jogador ainda bastante enferrujado, principalmente nas mudanças de direção. Para um cornerback, isso é uma preocupação importante.
Igbinoghene oferece uma alternativa mais pronta para o início da temporada. Ele pode atuar no nickel, jogar por fora e ainda contribuir nos times especiais.
Por isso, hoje ele merece a vaga.
A expectativa é que Seattle tente colocar Diggs no practice squad e continue trabalhando para que ele recupere sua forma.
Também acreditamos que Seattle ainda pode buscar um defensive back via troca antes do início da temporada. As lesões na secundária aumentam essa necessidade.
Se uma negociação acontecer, Pritchett pode acabar sendo o jogador cortado.
Safeties — 5
Julian Love, Ty Okada, Nick Emmanwori, A.J. Finley e D’Anthony Bell
A lesão de Bud Clark abriu uma vaga importante na secundária, mas existe outro fator que pode pesar ainda mais nessa composição: a disponibilidade de Nick Emmanwori para as primeiras semanas da temporada.
Nesse cenário, D’Anthony Bell ganha ainda mais valor.
Bell não está limitado à função tradicional de safety. Ele também vem trabalhando como nickel corner, e essa versatilidade pode ser extremamente importante para Seattle.
Se Emmanwori não estiver disponível no começo da temporada, Bell pode ser um dos jogadores mais próximos de reproduzir algumas das funções que o jovem safety exerce na defesa. Ele oferece a possibilidade de jogar mais próximo da linha de scrimmage, além de atuar no fundo do campo.
A.J. Finley também merece a vaga pelo que mostrou nesta preseason. É um jogador muito atlético e teve bons momentos quando recebeu oportunidades.
Rodney Thomas II fica fora da projeção. A cirurgia e a ausência no último jogo levantam dúvidas demais sobre sua disponibilidade imediata.
Por isso, o grupo fica com Love, Okada, Emmanwori, Finley e Bell.
Special teams — 3
Jason Myers, Michael Dickson e Chris Stoll
Aqui não há muito o que discutir.
Jason Myers teve alguns chutes errados durante a preseason e seu salário sempre será motivo de discussão, mas Seattle não trouxe uma concorrência real para a posição.
Sem uma alternativa concreta, Myers continua sendo o kicker.
