A venda do Seattle Seahawks para a família Khosla continua revelando novos detalhes sobre como será a estrutura da franquia após a aprovação definitiva da NFL. Embora Vinod Khosla seja o principal nome por trás da compra recorde de US$ 9,612 bilhões, um novo relatório da Bloomberg indica que ele não pretende assumir um papel operacional na organização.
Segundo pessoas familiarizadas com o processo, investidores da Khosla Ventures foram informados recentemente de que o empresário continuará concentrando seus esforços em seu fundo de venture capital, responsável por investimentos em empresas de tecnologia ao redor do mundo. A aquisição dos Seahawks não mudaria essa prioridade, o que significa que Vinod não deverá estar envolvido na administração cotidiana da equipe.
Essa informação reforça o que já havia sido divulgado no memorando enviado pela NFL às demais franquias. Neeru Khosla, esposa de Vinod, será a controladora da franquia, ocupando oficialmente a posição de principal proprietária exigida pelas regras da liga. Já Neal Khosla, filho do casal, é visto como a figura que deverá exercer um papel relevante dentro do grupo proprietário e participar mais ativamente das decisões ligadas aos Seahawks.
Neal não chega completamente sem experiência. Apaixonado por esportes e análise de dados, ele já teve passagem pelos bastidores do San Francisco 49ers durante um estágio em 2014 e, segundo veículos americanos, também participou de projetos ligados ao Miami Heat. A expectativa é que ele seja o elo entre a família e a operação da franquia nos próximos anos.
Outra novidade do relatório é que o grupo de investidores ainda pode ganhar novos integrantes antes da conclusão da venda. As negociações incluem nomes importantes do mercado financeiro, como Mark Stevens, ex-sócio da Sequoia Capital, além das empresas Sixth Street Partners, Carlyle Group e Dynasty Equity. A Sixth Street já possui participação minoritária no New England Patriots, enquanto Carlyle e Dynasty ainda não investiram em equipes da NFL.
Caso essas negociações avancem, os novos parceiros entrariam como investidores minoritários. A NFL permite que fundos de investimento autorizados adquiram pequenas participações em franquias, desde que respeitem os limites estabelecidos pela liga.
Para os torcedores dos Seahawks, a notícia pode ser vista como um indicativo de continuidade. Em vez de um proprietário presente diariamente no centro de treinamento ou interferindo diretamente nas decisões do futebol americano, a tendência é que a estrutura executiva permaneça valorizada. Isso significa que nomes como o gerente geral John Schneider e o técnico Mike Macdonald devem continuar tendo autonomia para conduzir o projeto esportivo, enquanto a nova família proprietária atua em um nível mais estratégico.
O processo de venda ainda precisa ser ratificado pelos demais proprietários da NFL, algo previsto para a reunião marcada para 26 de agosto. Se aprovada, a transação estabelecerá um novo recorde para a venda de uma franquia da liga e encerrará oficialmente a era da família Allen, iniciada quando Paul Allen comprou os Seahawks em 1997
