Verdades (nem tão) inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada [8]

Seja bem vindo se é a primeira vez que você acompanha nosso site. Bem vindo de volta, se está aqui há um bom tempo. Normalmente nos Pós Jogos e nas Análises dos jogadores, eu prezo mais pela parte tática, cap e outras implicações, do que emitir minha opinião de forma mais holística. Esse texto me dá a chance de fazer isso. Inclusive, convido vocês a lerem as outras edições, nem acredito que chegamos ao ano 8.

Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada

Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada [2]

Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada [3]

Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada [4]

Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada [5]

Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada [6]

Verdades inconvenientes que ninguém quer ler sobre o fim da temporada [7]

Esse é o texto padrão para todos os anos, mas, a temporada acabou com a vitória no Super Bowl, ou seja, temos mais motivos para comemorar do que para reclamar, mas vamos a alguns pontos importantes.

John Schneider teve mais sorte que juízo com a linha ofensiva…

Analisar depois do fato consumado é fácil. O jogo é jogado, mas muitas vezes o processo errado dá um resultado certo e nos dá uma ideia errônea. Agora é muito fácil aplaudir o trabalho de John de não ter entrado em leilões pelos Free Agents da posição, já que Mehki Becton, Will Fries e outros não performaram como o esperado, apesar de bem pagos.

Mas, entenda, a ideia de não deixar um caminhão de grana em determinados jogadores é uma coisa, apostar que Anthony Bradford vai ser suficiente é outra. Não existia/existe fundamento para confiar em Bradford, mas JS o fez. É como disse, processo errado que dá certo.

Bradford tem vídeos virais de falhas bizarras dele e isso acabou colocando pressão na posição de center que também não era das mais confiáveis com Olu Oluwatimi e Jalen Sundell.

Tanto é que até na pós temporada, no recorte que talvez seja o melhor da carreira de Bradford, ele foi “humilhado” cedendo sacks, cometendo faltas e erros mentais em momentos importantes. Seattle não venceu porque escolheu Bradford, Seattle venceu APESAR de ter escolhido Bradford.

A prática do desapego

Trocar Geno Smith por Sam Darnold, a primeira delas. Eu nunca foi fã de Darnold, mas defendi 100% o movimento. Abro um parênteses para dizer que o QB ganhou muito meu respeito na reta final, nos vídeos de vestiário que mostravam o quão bom líder ele era e como era respeitado pelos companheiros.

Seattle pegou um QB mais novo, mais barato, que queria jogar em Seattle, ainda ganhou uma terceira rodada no processo. Geno Smith, um dos maiores ingratos que já vestiu a camisa dos Seahawks queria se sentir mais valorizado…bem, ele deveria ser grato pela oportunidade que teve e não tentar forçar um novo contrato depois de dois anos sem se classificar para os playoffs.

Sam Darnold, apesar de ter esfarelado na reta final da temporada com os Vikings, vinha de um grande ano. Ou seja, além de todos os outros motivos já citados, ainda tinha um QB com uma temporada boa recente. Algo que falei desde aquela época é que mesmo que não nos classificássemos para os playoffs, ou seja, estar no mesmo ponto que Geno deixou o time, ainda seria uma escolha boa, por economizar, ganhar capital de draft e apostar num nome mais em alta e mais jovem.

O time cortou Tyler Lockett. Não ficou claro se houve uma tentativa de renegociação de contrato, mas, mesmo para uma lenda como Lockett o cap hit era muito alto. O time decidiu cortá-lo, movimento difícil, mas necessário. Nesse mesmo dia, DK anuncia que queria ser trocado. Poderia ao menos ter esperado um dia, para todas as atenções fossem dadas a Lockett.

A diva fez várias exigências para troca e acabou no ataque dos Steelers que se classificou para os playoffs por um field goal errado. Não tinha QB no momento da troca e não tem QB definido para o próximo ano e ainda será treinado por Mike McCarthy. No processo ainda ganhamos uma terceira rodada usada para subir por Nick Emmanwori.

As apostas de John Schneider deram certo

Além da aposta em Darnold e na OL, JS fez outros movimentos fantásticos. Ele apostou em dois veteranos, Cooper  Kupp e Demarcus Lawerence. O primeiro, não teve números de destaque, 47 recepções, 593 jardas e apenas 2 TDs recebidos. Vinha de repetidas lesões, cortado por um rival que havia aconselhado ao WR se aposentar e aos outros times da liga de não pagar mais que o mínimo de veterano por ele.

O contrato de Kupp ainda é caro, mas, a liderança e experiência dele foram fundamentais na arrancada final do time para o título. Ademais, as recepções vieram em momentos importantes, seja para desafogar um drive, converter uma terceira descida, ou seja, mais valor do que quantidade.

D-Law chegou em Seattle falando que trocou os Cowboys pelos Seahawks para ganhar o SB. Não tem cara mais pé quente que ele. Lawrence veio para Seattle após uma temporada na IR em Dallas. Basicamente toda sua produção do ano anterior tinha vindo de apenas um jogo contra a OL dos Browns. Não parecia promissor.

Ledo engano.

Ele foi a força motriz da defesa. É difícil se lembrar de algum jogo ruim dele. Lawrence defendeu o jogo corrido e era ameaça constante na pressão ao QB, marcando TDs defensivos, forçando turnovers e jogadas em momentos importantes.

Masterclass.

Enfim…uma defesa dominante

Se você torce para Seattle, provavelmente gosta de defesa. Mesmo que não tenha acompanhado o auge da Legion of Boom, deve ter visto vídeos que o incentivaram e fizeram torcer por Seattle. Era frustrante ver defesas apáticas e sem constância, ano após ano.

Macdonal deu amostras que poderíamos confiar na defesa no passado, mas esse ano as coisas mudaram. Vimos novamente a DOMINÂNCIA. Apenas os Rams, Titans no garbage time e Cardinals num jogo atípico que os Seahawks não fecharam, conseguiram marcar 20 pontos nesse time. Eles atropelaram os 49ers no último jogo da temporada de no Wildcard.

Que saudade disso!

O time cresceu no momento certo

Seattle perdeu para os Rams com um jogo de quatro interceptações de Sam Darnold. Essa era a terceira derrota do time na temporada, depois de perder para 49ers na estreia e dos Bucs com um time esfacelado. Essa também foi a última derrota do time. Houveram vitórias que não convenceram, mas de alguma forma esse time criou casca e vnceu adversários fortes, incluindo os Rams numa vitória épica, e uma sequência de 49ers, 49ers, Rams para chegar ao Super Bowl.

Sempre falo que seja para o bom ou para ruim, importa mais como se termina do que como começa. A defesa ficou ainda melhor, se ajustou, o jogo corrido apareceu e Sam Darnold evitou os turnovers. Inclusive, é o segundo QB a ganhar o Super Bowl tendo liderado a liga em turnovers. O outro havia sido Eli Manning.

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